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Aos quarenta...

por Ni, em 31.12.14

Aos quarenta não te apetecem posts sobre o melhor de 2014. Aos quarenta, sabes que a vida são dois dias, e um já passou. Aos quarenta é como se pudesses começar tudo de novo, e saber o que já sabes. Recomeças (e eu adoro recomeços!).

Aos quarenta és imensamente feliz com o que conquistaste e mais feliz, ainda, porque tens planos e sonhos para conquistar. Viajaste e tens tantas viagens para fazer. Aprendeste e tens tanto para aprender. Dançaste e tens tantas músicas para dançar. É aquilo que nos falta fazer amanhã que dá magia à vida. 

Não faço o balanço de um ano, mas sim de quarenta, porque não quero escrever sobre a doença que assombrou este ano, nem das noites solitárias, nem da morte da mãe do meu amor grande a quem disse as últimas palavras, nem do choque de me morrer nas mãos uma colega de hidroginástica. Não quero! Quero, antes, escrever sobre a vida que brilha nos olhos dos meus filhos, sobre o calor dos braços do meu homem e gritar, e brindar, ao nascimento do meu mais novo pequeno-amor-sobrinho-afilhado. Por isso, não faço o balanço de um ano, mas sim de quarenta...

De todos os meus aniversários este foi o melhor de todos, porque me agrada esta pessoa em quem me vou tornando todos os dias um bocadinho. Amo, sou amada e tenho prazer em viver!

Fiz quarenta anos, e isso foi o melhor que me aconteceu em 2014. Sem lamechices. 

Isso e... ter voltado a escrever no outro lado da montanha! Os meus dois, vá lá, três leitores estavam cheios de saudades, não?

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Tempos sem tempo II

por Ni, em 15.03.12

Ando num corropio:

Trabalho, trabalho, trabalho, na escola, com a chegada do final do período, mais as atividades em que continuo a teimar em envolver-me.

Os meus alunos que estão cada vez mais adolescentes e, se a adolescência é uma fase difícil nos alunos ditos normais, o que dizer da adolescência dos "especiais"?

Médico, farmácia, hospital, porque os miúdos teimam em não melhorar e, desta vez, até deu para ver que algo pior que um filho doente, só mesmo, dois filhos doentes... Uma perna para dar colo a cada um e as quantidades/horas dos medicamentos todas registadas em papel, por causa das confusões. 

Enfim, não há dúvida que, entre trabalho, filhos, casa, amor grande a estudar à noite, é também a altura certa para eu resolver ir tirar o mestrado...

É o caos total e irremediável. No centro, um único pilar, inabalável, e sempre, sempre presente: o meu amor-amigo-companheiro-amante...

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Insónia

por Ni, em 19.07.11

Se não é o miúdo, é o café... Bem, vou aproveitar para trabalhar {#emotions_dlg.tired}.

 

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Tempos sem tempo

por Ni, em 30.06.11

Continuam os meus dias loucos de mãe-mulher-professora-amiga. Não tenho tempo para o outro lado da montanha.

Se estes não fossem tempos sem tempo, escreveria sobre como é bom dançar, andar a cavalo, correr, andar de bicicleta; escreveria sobre as palavras novas que o miúdo vai dizendo a cada dia que passa; escreveria sobre a mudança de escola da miúda; escreveria sobre as poupanças da casa; escreveria sobre acidentes de carro que nos gastam as poupanças da casa e sobre como isso importa tão pouco, porque não te magoaste; escreveria sobre jantares à luz das velas, interrompidos por gritos, choros, cantorias, risos, pedidos de colo, e de como se pode ser feliz com isso; escreveria sobre como aprendi a manter-me calada e mudar -aparentemente- de opinião, no trabalho, para não me aborrecer; escreveria sobre as pessoas que nunca, nunca, são quem parecem.

Se estes não fossem tempos sem tempo, não teria de almoçar à pressa, verificar listas de alunos, preparar documentos para reunião da tarde, enquanto escrevo este post...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Trilhos

por Ni, em 02.04.11

Até ao outro lado da montanha os trilhos a percorrer nem sempre são claros, simples, brilhantes. Por vezes, parece-me que estou quase a chegar ao outro lado e tropeço, caio, hesito, e, depois, logo, logo a seguir, há notícias boas, coisas que nos deixam felizes, felizes.

 

A felicidade pode ser uma lágrima partilhada.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Morte

por Ni, em 17.10.09

Esta é a minha homenagem à Anabela.

Queria poder descrever os pensamentos que se apoderam de nós quando a morte surge, assim, inesperada e prematuramente, mas o Rafael traz-me tão cheia de vida que sou incapaz sequer de querer pensar nisso. Por isso, deixo aqui apenas estas palavras: a vida é um sopro muito, muito passageiro e nós esquecemo-nos, vezes demais, desta verdade.

Será que nos teus poucos 27 anos tiveste oportunidade de chegar ao outro lado da montanha? Será que foste capaz de usufruir do caminho até lá?

Lamento a tua morte e, perdoem-me o sentimento egoísta de quem está a viver a maternidade na sua plenitude, lamento a tua morte anterior à da tua mãe, porque nenhum pai, nenhuma mãe devia chorar a morte de um filho. Não me lembro onde ouvi isto, mas, na verdade, se perdemos um companheiro, ficamos viúvos; se perdemos um dos pais, ficamos órfãos; mas, se perdemos um filho,  não há palavra que designe algo tão anti-natura.

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