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Abriu a época balnear

por Ni, em 02.06.14

Não entendo porque se diz que a época balnear abre no dia x ou no dia y. Caramba! Mas uma época tem abertura? Do género de fechadura ou capa de livro? Do género de tampa de garrafa ou cancela de jardim? 

Palavras que me deixam a pensar, quando penso que mal tenho tido tempo para o outro lado da montanha. Bem, a verdade é que não sou já a mesma e, então, ando à procura do umbigo deste blog, para sentir que alguma vez houve um cordão umbilical a ligar-nos. 

O que mudou em mim? Um bocadinho de nada em tudo.

Gosto da viver, gosto de amar, gosto de dançar, gosto de ler, gosto de fazer, gosto de aprender, gosto de mudar, gosto de cozinhar, gosto de saltar, gosto de brincar, gosto de namorar, gosto de conversar, gosto de ensinar, gosto de escrever, gosto de..., gosto de...

Está difícil encontrar um caminho para O outro lado da montanha.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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pequenas insignificâncias

por Ni, em 16.04.13

Leio por aí que morrem pessoas. Leio que morrem por aí. Mortos da guerra, mortos da fome, mortos da pobreza, mortos da estrada, mortos dos homens, mortos dos deuses. Leio e entristeço-me e sorrio. Há uma certa alegria nesta certeza de estar viva. Há uma certa alegria na possibilidade de aproveitar pequenos nadas que são tudo aos pés dos mortos das guerras, da fome, da pobreza, da estrada, dos homens e dos deuses que há por aí. 

 

Há, decerto, felicidade. Um esquecimento do que é pequenino e insignificante, aos pés da grandeza dos meus amores. Os olhos dos meus filhos, as mãos do meu homem... Poder voltar para casa. Ter uma casa, para poder voltar. Levar a vida com os olhos no outro lado da montanha, para lá chegar e não chegar só, porque a solidão de que gosto é a de estar a sós comigo e não, nunca, separada dos outros. Levar a vida com a alegria de ainda ter a possibilidade de estar viva.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Os posts que não publiquei

por Ni, em 24.11.12

E quando damos por nós, somos já outros diferentes do que costumávamos.

Há um outro lado nas coisas que nos separa, que nos divide e fragmenta.

 

Descobrimos, impotentes, que somos fracos, que não demos as respostas que, mais tarde, ao contar como tudo se passou, dizemos que demos, mas que nos ficam presas na garganta.

 

Porque somos obrigados a olharmo-nos e a vermos: que às vezes não temos razão, que às vezes não dizemos tudo o que queremos, que às vezes não fazemos o que temos vontade, que às vezes nem sempre somos felizes.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Neuras

por Ni, em 29.06.12

Hoje é um bom dia para começar. Recomeçar. Partir.

 

O outro lado da neura é esta possibilidade, que se nos oferece, de mudar tudo, outra vez. Percorrer outro caminho, ainda que visando, sempre, o outro lado da montanha.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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"Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, 
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada."

...aqui, deste lado da montanha.

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Palavras a mais

por Ni, em 04.03.12

Porque tenho aparecido pouco por cá, parece-me que as palavras se amontoam nos meus dedos e nos meus pensamentos. Sinto as ideias revolvidas e custa-me a escrever seja o que for. Estou sob a alçada da desorganização gráfica e não sei se conseguirei encontrar o fio de Ariadne.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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O outro lado da minha janela

por Ni, em 17.07.11

Escrevo em frente a esta janela rasgada para a serra. Eu e a minha solidão, reforçada pelo silêncio dos miúdos que dormem, reforçada pelo silêncio da tua ausência. Hoje a minha solidão tem um companheiro forte, que se anuncia em todos os momentos, que me faz tremer de expectativa - o vento. Hoje, pela sua força, temo que o vento arrebate uma qualquer parte da serra. Não pára. Enche todo o  meu silêncio.

 

...aqui, deste lado da montanha. 

 

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Ecos da memória

por Ni, em 08.07.11

Enquanto desfio as linhas dos relatórios-cogumelos que ainda tenho de fazer, há palavras que me aliciam para fugir da "Introdução- clarificação dos motivos...", que me desencaminham  das "Metodologias utilizadas", que dentro da minha mente vão soando "Amo-te, Flor!". Decidida, reflito sobre a mudança de práticas, mas de novo "Não me deixes, Flor!" 

Zango-me! Preciso mesmo de terminar este relatório! "Que eu me sinto em flor/Quando vivo em ti!" 

Não adianta. Desisto. Rendo-me. Tenho de as encontrar, tenho de vasculhar os papéis, porque elas chamam por mim, gritam-me. Não consigo concentrar-me com tanto barulho na minha cabeça. 

 

Num álbum antigo, descubro as palavras que não são minhas, recortadas em papel quadriculado amarelecido:

 

Amo o silêncio

do teu silêncio

quando em silêncio

me vens beijar.

 

Teu corpo azul

é mais azul

que o mais azul

azul do mar.

 

Amo-te, flor!

Não me deixes, flor!

Que eu me sinto em flor

quando vivo em ti!

 

Sinto saudades

de sentir saudades

por essas saudades

que ontem senti.

 

À sombra dos meus desejos, 

quem me dera naufragar.

Lava-me a boca com beijos

Leva-me para o alto mar.

 

Palavras adolescentes de um amor adolescente. Silêncio... Posso, enfim, voltar para os meus relatórios.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Bruxinha

por Ni, em 30.06.11

Se eu não gostasse de mim, não me suportaria. Sou tão má para as pessoas de quem não gosto. Levo muito tempo a não gostar de uma pessoa. Faço muitas cedências, mas no momento em que deixo de gostar de alguém, parece-me que não há ponto de retorno, não há fiozinho onde me agarrar: não gosto do que diz, não gosto do que veste, não gosto do que escreve, não gosto do que come, não gosto do que ouve, não gosto do que vê. Que mau feitio! Irra!! 

Para além disso, não suporto que pessoas de quem não gosto se esforcem por ser minhas amigas. Que falta de personalidade! Deixem-me não gostar de vocês em paz, por favor!Prometo que se não tentarem ser minhas amigas, talvez um dia, daqui a mil anos, consiga deixar de não gostar de vós.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Pensamentos

por Ni, em 13.06.11

Precisava de ter um amigo que não fosse meu amigo. Gostava de ser como algumas pessoas que eu não conheco quase de lado nenhum e que me contam os seus problemas como se eu fosse a sua melhor amiga, aquelas pessoas que entre a morte da mãe, a doença do sogro e a adopção dos filhos me perguntam como é que eu me chamo. Eu precisava de ser assim. Há coisas que precisamos de dizer, mas não se podem dizer aos amigos. 

 

Tenho, às vezes, pensamentos, ideias, que, em vez de se esfumarem, desfazerem, abandonam o esboço, ganham contornos cada vez mais nítidos... 

Não me perguntem nada, não me ponham entre a espada e a parede. Para se tranquilizarem, pensem, apenas, que a influência de Pessoa assaltou a minha alma, a invadiu, a tomou de assalto. Pensem, apenas, que amanhã as palavras serão já outras.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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