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Pela serra fora

por Ni, em 26.08.13

Todos os meus dois leitores sabem que metade do que eu escrevo é pura imaginação e a outra metade é mentira. Na verdade, quando estou de férias, estou mesmo de férias, não quero saber se vou, se fico, ou se mudo de ideias a meio do caminho. 

 

Há um outro lado neste outro lado das férias longe da praia e longe do mundo. O telemóvel não me faz falta. A televisão já há muito não sei  o que é. O café é "o das velhas" (cafeteira ao lume, com borras, que depois se deixam assentar), por isso, tirando o facto do miúdo ainda ser pequeno demais para grandes caminhadas, estamos bem por aqui. No último diaa lá descobrimos as piscinas municipais com água a temperatura para mais de dois minutos e foi vê-los a divertir-se, enquanto eu lia e tirava fotografias.

 

Depois, ainda há tempo(aqui há sempre muito tempo!) para visitas e mais fotografias...

   

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Imaginem lá porque é que na maioria das fotografias de praias fluviais não há ninguém na água... Já adivinharam? Pois é, meus queridos dois leitores (eu achava que podiam ser três, mas depois dos últimos posts estou certa de que não são mais do que dois), a verdade é que a água do rio não está fria, não está gelada, mas, pelo contrário, quando se coloca a unha do dedo grande do pé no rio, ao de leve, que não somos doidos, ficamos a saber o significado de calorzinho... polar. 

 

 

Era ver o miúdo cheio de vontade a entrar pela água dentro, mergulhar, e eu a conseguir retirá-lo em bloco de gelo, embrulhá-lo em toalhas, esfregar-lhe os braços e as pernas, enquanto ele derretia ao sol. A miúda ainda aguentava uns dois minutos, mas, verdade seja dita, ela, se a deixássemos, até num lago gelado nadaria.

Enfim, assim entendi que a areia faz muita falta... Nas praias fluviais, os miúdos ou tomam banho ou, na impossibilidade disso acontecer, atendendo à temperatura da água, questionam-te quando é que podem ir tomar banho {#emotions_dlg.sidemouth}... E tu sem um bocadinho de areia para escavar uns buracos e construir uns castelos...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Puxar a toalha

por Ni, em 24.08.13

Cansado de me sacudir a toalha, ou incomodado pelos grãos que se acumulavam debaixo das costas, o homem da casa puxou-me o tapete, ou, melhor dizendo, a toalha, e lá fomos para onde não há "nem eira nem beira, nem pé de figueira" e, atrevo-me eu, nem grão de areia. 

Ficámos alojados em terra com nome de dona rainha, bem longe do mar, mais ou menos dois ou três km depois do fim do mundo, o que me levou a perceber que não teria de me preocupar com areias na toalha, pois que nem areia há.

 

 

Nem areia, nem supermercado, nem loja, nem café, nem tasca, nem televisão, nem rede de telemóvel. Internet??!! O que é isso?!

O pão vem à terça-feira e chega duro porque é a última paragem do percurso por entre curvas e contracurvas. 

Os habitantes residentes não são mais do que nove, a disputar os sete  cães abandonados que afinal não são abandonados, mas que não são de ninguém, mas que afinal são de todos.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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