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Primeiro passo para escrever uma tese de mestrado: escolher o tema,.

O tema não foi difícil, tinha de ser da área, mas de todas. Dar-me asas. 

Ah! - disseram-me - não sabes no que te vais meter! Todos julgam saber alguma coisa sobre o assunto, mas ninguém sabe nada...Estás a atirar-te para areias movediças...

Ouvi o que me disseram? Não! Que eu sou teimosa e nem que fosse por teimosia não haveria de mudar de tema...

 

Segundo passo para escrever uma tese de mestrado: escolher um orientador.

Então, quem vais tu escolher para orientadora, Ni? Será aquele professor queriducho que tem o dom da palavra e que sabe tantas coisas sobre assuntos tão do teu agrado? Ou aquela outra professora que até conheces pessoalmente e com quem tens relações tão cordeais? Ou uma outra qualquer certinha, certinha para tu poderes culpar do atraso no cumprimento dos prazos, pois que demasiado certinha, certinha?

Não! Nada disso. Simples demais. Escolhes a única professora rotulada com um grau de desorganização a rasar a loucura. Portanto, aguenta os olhares de assombro - e desconfiança incrédula - quando admites que não senhor, não te foi impingida, foste mesmo tu que a escolheste.

É o melhor que se pode esperar por escolheres uma alma que é bruta que nem pedras e capaz de, em simultâneo, usar uma saia com cornucópias, uma camisa às riscas e um casaco de xadrez escocês, sendo que em nenhuma das peças há uma única cor que se repita...

Tirando isso, adoro-a (ainda!)!

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

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Profissão: estudante

por Ni, em 07.10.11

Irra! É assim tão difícil ficar sossegadinho em casa a viver dos rendimentos (escassos, é verdade!, mas rendimentos)???!! Temos sempre de arranjar maneira de não nos contentarmos com o que temos e sair à procura do inesperado? 

 

Mania de ser maluca!Mania de seres maluco!

 

... aqui, deste lado da montanha!

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Contas

por Ni, em 01.10.10

Eu gosto de estudar. Gosto de ir às aulas, sentar-me a ouvir os professores, perceber o que distingue os bons e os maus professores, aprender; por isso inscrevi-me num Mestrado e, parecia-me, tudo fazia sentido.

 

De repente, o horário é uma treta, absolutamente incompatível com ser mãe, incompatível com ter uma marido que tem um segundo emprego, para levarmos uma vida que seja qualquer coisita mais do que casa e comida, incompatível com ser trabalhador-estudante.

 

De repente, penso que não quero deixar os meus filhos ainda mais horas com pessoas que, afinal, não conheço.

 

De repente, percebo que preciso de pagar, muito, para estudar, porque é assim que as coisas funcionam com os professores que querem ser um bocadinho melhores professores e que querem progredir na carreira.

 

De repente, ouço o sr. Primeiro-Ministro dizer que os salários vão ter cortes na ordem dos 5%. Ora, desconto quase um terço do ordenado, o que faz com que ganhe pouco mais do que a minha mulher-a-dias, apenas o suficiente para lhe pagar 4 horas semanais... Vou ter mais um corte de 5%, o que faz com que a minha mulher-a-dias vá passar a ganhar mais do que eu...

 

De repente, nada faz sentido. Não, não gosto assim tanto de estudar...

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

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Profissão: estudante

por Ni, em 25.05.10

Se me perguntassem, durante o secundário, e se eu fosse suficientemente corajosa para o admitir sem que me julgassem doida, que profissão gostaria de ter, eu responderia estudante. Sempre adorei estudar.

Escolhi aquela profissão que me parecia estar mais perto disso, pelo menos em termos físicos e de papéis e de livros novos todos os anos. Escolhi ser professora.

Agora, nesta minha nova vertente de professora, não dou aulas e perguntam-me várias vezes se tenho saudades. Não, não sinto saudades de dar aulas nas escolas, talvez apenas na Força Aérea, onde dar aulas foi aquilo que qualquer professor deseja (o tão falado processo de ensino-aprendizagem de que só há leves vestígios nas nossas escolas). Assisto a algumas aulas de colegas e, posso garantir, não tenho saudades de dar aulas, porém sinto saudades de estudar.

 

Sou um pouco louca, eu sei. Com a minha vida a 1000 à hora, e com umas centenas, mais coisa menos coisa, de horas de sono em atraso, dou comigo à procura de mestrados em Educação Especial... Não consigo explicar. É uma vontade que se pega à pele, começa a murmurar-me ao ouvido e a fazer umas cócegas e eu já só me vejo entre livros, nas aulas a ouvir coisas fascinantes, a ler, a escrever, a estudar. Em suma, talvez ainda antes do final do ano lectivo, vejam o meu nome por aí numa lista de candidatos a um mestrado.

 

Se souberem de algum, digam.

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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