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Tudo o que há para saber sobre a genuína espantosa realidade das cousas de ser mãe é a minha descoberta de todos os dias. A minha verdadeira escola são os meus filhos. Dois filhos, duas escolas, infinitas aprendizagens. Teorias, práticas, experiências, confundem-se, dividem-se, anulam-se e multiplicam-se, assentes em alicerces de puro amor.
...aqui, deste lado da montanha.
1964:
"Certas crianças são sensíveis às frieiras e estão-lhes particularmente expostas no Inverno. As duas principais causas do mal é a passagem brusca do frio ao calor e à humidade. Procure, portanto, que os seus filhos enxuguem bem as mãos depois de as ter lavado e que não exponham as mãos frias diante da chama de um fogo ou do calor de uma braseira. A título preventivo, muna-se de luvas de lã suficientemente largas para restabelecer o afluxo do sangue. Aplicações de óleo de fígado de bacalhau dãos bons resultados contra as frieiras: mas, para combater completamente estas últimas, convém fazer seguir à criança, sob prescrição médica, um tratamento geral, à base das vitaminas essenciais."
Lembro-me muito bem da sensação dolorosa das frieiras nas mãos e, até, nos pés. Agora, se calhar, os miúdos já não têm frieiras. Passam o tempo todo fechados dentro de casa e fechados na creche, nem tem oportunidade de sofrer mudanças de temperatura. Às vezes penso que os meus miúdos mal apanham o ar da rua: casa, carro, escola, escola, carro, piscina ou ginásio, carro, casa... É por isso que estão sempre doentes, com bronquiolites e pneumonias... falta de ar!
1964:
"Não é verdade que a maior parte das crianças nasça à noite. As estatísticas negam tal fato. As crianças podem nascer a qualquer hora, especialmente de dia. Apenas, os partos noturnos são mais lembrados, porque a hora por si só acarreta mais dificuldades e rouba algumas horas de sono amais na família.
A alimentação saudável e controlada pelo especialista, muitas horas de sono e roupas folgadas e confortáveis, proporcionarão maior bem-estar à gestante, fazendo com que ela não sinta muito a passagem dos dias que antecedem ao grande acontecimento da sua vida."
Das duas uma: ou as estatísticas mudaram desde 1964, ou eu sou exeção às estatísticas - uma criança, às cinco da manhã, outra, às onze e meia da noite. Só malta da noite! Quanto à passagem dos dias, as gravidezes é que mandam. A minha primeira foi sete-sóis e a miúda nasceu às 36 semanas, num parto que teve tudo de bom; a minha segunda foi sete-luas e o miúdo nasceu às 39 semanas, num parto que teve algumas coisas más...