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Lx

por Ni, em 04.09.11

{#emotions_dlg.sad} Eu gosto de Lisboa. Eu não gostava nada do Porto, mas este ano, preconceitos à parte, lá resolvi oferecer-nos uma visitinha de dois dias à invicta. Resultado: mudei de ideias. E ainda bem! O Porto é pequeno, tem monumentos únicos, lojas antiquíssimas, uma vista maravilhosa da ponte ferroviária D. Luís, francesinhas deliciosas e, principalmente, é acolhedor. As pessoas são simpáticas e eu, que só falo com estranhos e faço conversa de circunstância, sob ameaça de quase-morte, quando dei por mim, estava a contar de onde era, porque estava ali e para onde ia, ao empregado do café...

 

Vem esta mudança de opinião a propósito do passeio que fizemos hoje a Lisboa. A ideia era percorrermos as ruas da baixa, os jardins, o Rossio, tirar umas fotos, comer um gelado... Os edifícios continuam maravilhosos, os cafés e as tascas são, ainda, apetecíveis, a grandiosidade da cidade impõe-se a cada passo, mas, tristeza das tristezas, falta coração à nossa Lisboa. As pessoas caminham desconfiadas, sem boas-ondas. Há miúdos que traficam descaradamente, há ciganos que nos oferecem droga nos cruzamentos, há pedintes (pelo menos dois vieram ter connosco, mas havia também muitos espalhados pelas ruas), há grupos de africanos, indianos, chineses, que aguardam ( o homem da casa diz que esperam por emprego) e nos olham e nos fazem sentir como se não pertencêssemos ali...

 

Assim estava Lisboa. Uma casa linda, uma péssima anfitriã. Valha-nos a ginjinha que continua boa...

[ginginha.jpg]

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Lx

por Ni, em 06.05.10

Eu gosto de Lisboa. Talvez porque a vejo pelos olhos da rapariga da aldeia que queria viver na cidade, talvez porque a vejo pelos olhos de turista. Gosto do movimento apressado dos carros, dos prédios antigos, das luzes, à noite, dos monumentos, das ruas. Ontem, por causa disto, fui ao Campo Pequeno e achei que está lindo, com as esplanadas a convidar, os jardins bem arranjados e o café magnólia.

 

Adorei o magnólia: adorei a sensação de estar sentada nos cadeirões, como quem é da casa, sozinha, como quem não divide a existência com dois miúdos e um graúdo, ler o jornal da primeira à última página, como quem tem todo o tempo, ler as agendas culturais, como quem vai todos os dias ao teatro ou ao CCB, comer aquelas coisas italianas, como quem não tem que emagrecer.

 

Depois, regressar a casa e pensar que eu ainda sou eu.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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