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As coisas que me acontecem

por Ni, em 22.03.13

Não sou muito de ir atrás do que os outros pensam acerca de alguém, para gostar ou deixar de gostar desse alguém. Não costumo aperceber-me do mau feitio de algumas pessoas, nem do bom feitio, enfim... sou distraída.

 

Agora isto, nunca me aconteceu. Uma pessoa, de quem gostei nem muito nem pouco, quando conheci, que toda a gente diz que não é assim tão boa pessoa e eu lá fui ficando alerta, porque ah! e tal, que ela é falsa, é falsa! e eu a continuar a gostar dela, nem muito nem pouco, é certo, mas a achar que é uma pessoa assim mais ou menos de quem eu gostaria à vontade, se todos á minha volta não achassem que ela não é pessoa de quem se goste.

E isto é estranho.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Escola de mães

por Ni, em 19.06.12

Tudo o que há para saber sobre a genuína espantosa realidade das cousas de ser mãe é a minha descoberta de todos os dias. A minha verdadeira escola são os meus filhos. Dois filhos, duas escolas, infinitas aprendizagens. Teorias, práticas, experiências, confundem-se, dividem-se, anulam-se e multiplicam-se, assentes em alicerces de puro amor.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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As possibilidades daquilo que sempre considerámos impossível são infindáveis.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Lamento informar os meus dois, vá lá três, leitores que este post vai ser escandalosamente racional, rasando a provocação, por isso, não querendo ferir suscetibilidades, aconselho os mais sensíveis a parar de ler os parágrafos seguintes ou saltarem para isto, que vos faz melhor à alma.

 

Se, mesmo avisados, continuam a ler estas palavras, é porque não ligam assim tanto ao que eu aqui digo e, então, merecem ficar escandalizados porque eu tenho mais que fazer do que escrever para quem não me liga. 

 

Esclarecimentos feitos, tenho a declarar que isto de ser mãe está sobrevalorizado para além dos limites de uma qualquer linha do horizonte. Amo os meus filhos. Sou feliz quando os meus filhos são felizes. Sofro horrores quando eles sofrem. Para além disto, há a realidade de as mulheres gozarem as alegrias e as dores da maternidade desde a expulsão do paraíso. Não me parece que uma mulher por deixar de ter vida própria e passar a viver a vida de um filho o ame mais do que eu. Também não me parece que uma mulher, por ser mãe, possa ser mais ou menos feliz; como diz alguém que eu conheço: há diferentes tipos de amor... e eu acrescento: há diferentes tipos de felicidade. 

Incomoda-me que, a partir de certa altura, quando encontras uma amiga, duas, ou três, as conversas não fujam de conversas de filhos, sobre os filhos, à volta dos filhos. Incomoda-me tanto como me espanta, de espanto bom, ingénuo e doce, a alegria dos olhos da minha filha quando ontem conseguiu, pela primeira vez, andar na bicicleta sem rodinhas. Para além desse momento único não há mais nada a dizer. Para além desses momentos, ser mãe está sobrevalorizado. 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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