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o outro lado do fim de semana

por Ni, em 03.02.15

Para lá do stress, frustração, angústia, cansaço implicados nas intermináveis viagens que fazemos ao fim de semana para visitarmos a família; um esforço que parece, aos olhos deles, mínimo e insignificante não comparável à hercúlea façanha de nos visitarem duas vezes por ano, para lá de tudo isso, e porque não vale a pena discutir o induscutível pois, por mais que nos prometamos diminuir a frequência das viagens, acabamos sempre por ver necessidades inultrapassáveis em cada fim de semana; para lá de tudo isso, há um outro lado que aproveitamos até ao tutano: namoramos!

Saímos a dois, o que só é possível por podermos deixar os miúdos com os avós, vamos a um bar, ouvimos umas músicas, conversamos (sem interrupções de dez em dez segundos), fazemos planos, traçamos objetivos, dançamos. Namoramos!

Regressamos a casa com a mesma ansiedade e alegria com que um bebé volta aos braços da mãe. E o nosso sofá, de molas partidas e manchado pelo bolor, assume contornos de poltrona chaise longue de Corbusier... mas, no outro lado, há instantes de cumplicidade que ninguém nos tira. É mais ou menos assim:

limonada.jpg

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

 

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manhãs de domingo

por Ni, em 28.04.13

Aborrece-me estar sozinha. Adoro estar a sós comigo e, no entanto, aborrece-me estar sozinha. Tanta hora sozinha. Tanta hora é tempo demais a pensar! 

 

Estou com os meus filhos, mas é como se estivesse sozinha. Ao contrário do que se diz (odeio frases feitas!), estar com os meus filhos é estar sozinha, porque são meus filhos, e isso chega, não são meus amigos, colegas, conhecidos. É estar sozinha, sem a possibilidade de estar a sós comigo, porque eles não deixam (não se calam, os meus filhos) e porque eu não posso (mãe, quero comer! mãe, quero vestir as calças! mãe, quero fazer um desenho! mãe, não quero comer mais! mãe, não quero estas calças! mãe, não sei dos meus lápis de cor!...). 

 

Preciso de férias dos meus filhos. Preciso do meu fim de semana a dois, e não a quatro, nem a seis, sete ou oito. Preciso de namorar! E preciso de viajar. Preciso tanto de viajar... sem os meus filhos.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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o outro lado do sol

por Ni, em 21.04.13

Os fins-de-semana de sol enchem-nos o coração e os olhos. Lisboa é tão bonita! Adoro esta cidade, ir de passeio, como quem visita, sempre vista pelos olhos da estrangeira, da que vem de fora. A marginal, almoçar em Paço d'Arcos, "esplanar", enquanto os miúdos brincam no parque. Inscrever-me como dadora de medula, finalmente... há tanto tempo que o queria fazer.

Jantar com os amigos, conversas atiradas fora, carinhos que se trocam com os sorrisos. É, faz-me bem estar por cá.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Fugir da Cruz

por Ni, em 31.03.13

Chegámos do fim de semana de fuga à correria de casa em casa para "beijar o senhor" em casa de familiares, amigos e conhecidos. 

E podia não ter valido nada a escapadela de descanso com os miúdos, mas só por este não ter de andar de casa em casa soube tão bem que nem a chuva podia estragar este prazer.

 

Depois de alguma pesquisa, levada pela palavra família, fui cair numa coisa chamada Zmar eco campo resort e spa. Um conceito bastante apetecível para quem tem filhos, cansadinhos de estar fechados em casa. É eco, sim senhor; é campo, a perder de vista; é resort, ainda que de campismo, mas spa não é, uma vez que tem de se pagar um extra para poder usufruir do dito circuito spa.

 

Os miúdos perderam-se pela piscina interior de ondas; as atividades para fazer ao ar livre são inúmeras, desde parque infantil com mil e um aparelhos, cabanas, escadas, cordas, escorregas, baloiços, slides, tudo, tudo, para todas as idades. Depois havia ainda, mediante pagamento, aluguer de bicicletas (para nós os 4, ficava em 24€), circuitos de vários desportos ao ar livre, e animais para ver e coisas para fazer, mas a chuva não ajudou. Valeu-nos o dia de ontem, meio assim assim, para darmos umas voltas pelos campos.

Hoje ficou a certeza: da próxima vez levar galochas, levar secador de cabelo, levar capas para a chuva, levar chapéus, gorros e bonés, levar toalhas para a piscina, levar bicicletas.

 

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A febre de escrever o real

por Ni, em 29.03.13

Eu poderia tecer inúmeros comentários à entrevista do nosso ex. E escrever acerca do défice e de buracos, que pondo em causa o enigma do meio buraco e do buraco, se vão alargando, revelando-nos aquilo que parecia ser impossível. Poderia falar de desemprego e professores e crise, e crise.

 

Também poderia escrever que, juntando o folar das crianças, a prenda de Natal dos pais, e os cêntimos que poupei por não comprar roupa, nem sapatos, nem coisa alguma que se veja, juntando tudo, tudinho, lá vamos dois dias de mini-mini-miniférias. Poderia dizer que estou cheia de expetativas e que torço para não ter de vir embora a meio. Que me importa que chova, que troveje ou que tenhamos de ficar fechados dentro do quarto! Levo as cartas para jogarmos, e vou sair de casa. E ADORO!

 

Também poderia escrever que não somos loucos e estamos a juntar os cêntimos para os maus (piores) dias que se adivinham e que ficamos em casa a jogar às cartas à lareira, sem ninguém saber. E ADORO!

 {#emotions_dlg.happy}

...aqui, deste lado da montanha.

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Eu gosto é do verão

por Ni, em 10.03.13

Falando a sério: fomos passar o fim de semana à serra da Estrela. Uma promessa adiada, e desejada, e desejada. Chegados lá, não se conseguiu ir até à Torre, porque a estrada estava cortada. Assim, fomos ficando, nós e todos os outros que ali eram obrigados a parar, mesmo cá por baixo, já que ali chegáramos... o vento era cortante, aliás só estive fora do carro um minuto, o tempo de o miúdo ver de perto o que era a neve para dizer, com alguma frustação, quando chegou à noite a casa, que esta neve era muito má, porque era gelada! Já a miúda que andou a brincar com o pai, e até conseguiu fazer um boneco de gelo, digo, neve, disse-me, ao deitar, que nós a tínhamos enganado, porque afinal a neve não era fofa.

Enfim, frustrações de lado, apanhámos um belíssimo nevão ao descer da serra e confirma-se a minha teoria de que, quanto mais vejo neve, mais gosto de praia, e de sol, e de calor, e de mar, e de praia, e de calor, e de sol, já disse calor??, ah! pois, e de praia...

 

...aqui, deste lado da montanha (sem neve!).

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o outro lado dos hotéis

por Ni, em 10.03.13

Ah! Finalmente a vontade de marcar coisas para fazer em família, a dois, ou a quatro, começa a voltar.

Bem devagar, porque não queremos tropeçar e cair logo nos primeiros passos... Somos uns bebés a reaprender a andar, com muito medo, ainda muito hesitantes, a agarrarmo-nos às coisas mais improváveis... mais de um ano depois, cheio de cancelamentos, de regressos forçados, de falta de estarmos juntos, de falta de celebrarmos os momentos bons juntos, de falta de festejar a vida, voltámos a um hotel. Ah! E eu ADORO hotéis. Como diz uma amiga que nunca vem ler o meu blog "Para que é que eu quero um mês numa casa, se posso ter um dia num hotel?"

E assim se dá o meu regresso também ao outro lado. Têm de compreender, meus três, vá lá quatro, leitores, eu não acredito muito em frases feitas, detesto lugares comuns, por isso, não!, as dificuldades não nos tornam mais fortes. As dificuldades enfraquecem-nos, entristecem-nos, deprimem-nos e eu nunca quis que o outro lado da montanha se alimentasse de tristezas ou fraquezas...

Conseguem ver um sorriso a esgueirar-se por entre os meus lábios??

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Chuva

por Ni, em 15.04.12

Fim de semana de chuva. Os miúdos não podem sair de casa, a casa encolhe à medida que as horas avançam. Ninguém consegue fazer nada. Ninguém consegue trabalhar porque eles precisam de ti sempre. Querem comer, beber, ir à casa de banho, ver o panda, pintar, mudar de roupa...

 

Incrível como um fim de semana de chuva pode ser tão bom. Não fazer nada e decidir que não se vai fazer nada. Sentarmo-nos no sofá a pensar que não se vai fazer nada. Pegar nos miúdos. Colocá-los no colo, uma e outra e outra vez. Ver a chuva a cair. Fugir da chuva para ir tomar café e saberes que não vais fazer mais nada e não tens horas marcadas e também não queres saber da roupa, e da casa e da escola. Amanhã pensarei nisso, se tiver tempo...

 

No final de domingo, pensar no que fizeste este fim de semana e reparar que viste os teus filhos crescer e a chuva cair é uma coisa boa da vida.

 


 

PS:desconfio que quando aquela minha amiga que nunca vem ver o meu blog diz que às vezes sou um pouco lamechas se refere a coisas como esta que acabei de escrever, mas vou fazer o quê? Deixar de ver a chuva cair??...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Férias

por Ni, em 02.09.10

Agora que as férias chegaram ao fim , estou mesmo a precisar de férias!!!

Um fim-de-semana em Londres era mesmo bom para compensar. Sem miúdos, a curtir, a passear, a ver coisas, a sair, sem miúdos...

 

Sou, provavelmente, a única pessoa que no primeiro dia depois das férias anda à procura de hotel para férias.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Noite branca

por Ni, em 28.06.10

Gosto de tardes de domingo ao sol, a bebericar, a petiscar, a conversar e parece-me que os meus filhos estão a "arranjar casa" na vida de que eu gosto, a fazer-se a ela, a fazer-se aos meus amigos e isso é bom.

 

Falta apenas perceberem que as tardadas não significam noites sem dormir .

 

...aqui, deste lado da montanha.

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