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Zenergias

por Ni, em 05.05.14

Na hora indecisa entre o ontem e o amanhã, não posso já falar do dia da mãe; não posso ainda deixar de falar do dia da mãe. Voltei ao Zmar. E ainda bem. 

É campismo, com o conforto de uma casa; é hotel, com espaço, muito espaço, ao ar livre para os miúdos; é feito a pensar nos pais, porque há mil atividades para os filhos, é ecológico, sem faltar nada. Gostei.

Mais ainda, porque houve tanto sol! E nós andávamos desesperados de desejo do sol...

 

Regarregámos as baterias. Fizemos uma pausa na incerteza que têm sido estes meses estranhos desde o início do ano.

 

Amanhã?! Não sabemos o que nos espera...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Lovegarve

por Ni, em 27.08.13

Eu adoro o Algarve. Ah! e tal que é fatela! e tal! Só gente! E só sol! O mar até chateia! E tal!

Pois!...Eu, eu adoro o Algarve!

 

Vivi lá dois anos e isso talvez faça toda a diferença. Gosto do sol, gosto da gente, gosto do calor, gosto da água, gosto das noites quentes... Já disse que gosto do calor?? Gosto! Muito.

 

Gosto de ir de férias para o Algarve. Já gostava quando ia para uma casa alugada. Agora, gosto ainda mais, porque vou para um hotel e posso dedicar-me a ser absolutamente, completamente... dondoca. Já estou naquele ponto em que prefiro uma semana no hotel a um mês numa casa. Rendida ao dondoquismo tacanho, só não consigo trocar os meus livros pelas revistas cor-de-rosa que qualquer dondoca que se preze lê. De resto, haja Algarve! Haja pequenos-almoços buffets, haja piscina, e praia, e passeios, e aquaparques, e saídas à noite, e discotecas ao ar livre, e sunset, e sunset, e sunset...

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Pela serra fora

por Ni, em 26.08.13

Todos os meus dois leitores sabem que metade do que eu escrevo é pura imaginação e a outra metade é mentira. Na verdade, quando estou de férias, estou mesmo de férias, não quero saber se vou, se fico, ou se mudo de ideias a meio do caminho. 

 

Há um outro lado neste outro lado das férias longe da praia e longe do mundo. O telemóvel não me faz falta. A televisão já há muito não sei  o que é. O café é "o das velhas" (cafeteira ao lume, com borras, que depois se deixam assentar), por isso, tirando o facto do miúdo ainda ser pequeno demais para grandes caminhadas, estamos bem por aqui. No último diaa lá descobrimos as piscinas municipais com água a temperatura para mais de dois minutos e foi vê-los a divertir-se, enquanto eu lia e tirava fotografias.

 

Depois, ainda há tempo(aqui há sempre muito tempo!) para visitas e mais fotografias...

   

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Puxar a toalha

por Ni, em 24.08.13

Cansado de me sacudir a toalha, ou incomodado pelos grãos que se acumulavam debaixo das costas, o homem da casa puxou-me o tapete, ou, melhor dizendo, a toalha, e lá fomos para onde não há "nem eira nem beira, nem pé de figueira" e, atrevo-me eu, nem grão de areia. 

Ficámos alojados em terra com nome de dona rainha, bem longe do mar, mais ou menos dois ou três km depois do fim do mundo, o que me levou a perceber que não teria de me preocupar com areias na toalha, pois que nem areia há.

 

 

Nem areia, nem supermercado, nem loja, nem café, nem tasca, nem televisão, nem rede de telemóvel. Internet??!! O que é isso?!

O pão vem à terça-feira e chega duro porque é a última paragem do percurso por entre curvas e contracurvas. 

Os habitantes residentes não são mais do que nove, a disputar os sete  cães abandonados que afinal não são abandonados, mas que não são de ninguém, mas que afinal são de todos.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Areias na toalha 4

por Ni, em 18.08.13

{#emotions_dlg.evil}

Estão a ver o sapinho vermelho aqui em cima, no canto do post??Desamparem-me a loja, não me chateiem e parem de dizer que esta não sou eu, e que sou azeda, e que ando rabujenta, e tal, e tal... Não querem ler?? É só desligar a cruzinha do lado direito...

 

Odeio areia na toalha. Admito.

Não vejo muita graça nas calças descaídas que deixam antever ceroulas deprimentes ou cuecas estilo estas-roubei-as-ao-meu-avô, mas consigo vislumbrar, ao fundo, muito lá ao fundo, uma certa sensualidade num elásticos de umas cuecas estilosas ou num pedaço de renda branca. Mas, convenhamos, regos do rabo à mostra é demais!! Por muito modelito que se seja, nada pode impedir o riso crítico, quando deparamos com tal paisagem... 

E sim, podíamos estar bem dispostos e desculpar as pobres figuras tristes, com o facto de estarmos na praia, ou no jardim, ou na piscina, onde, dizem-me!, tudo é permitido, até mostrar as intimidades, porque isto de a praia ser de todos tudo permite, mas não, não é o caso, e, entre garfadas de peixe grelhado ou lombinhos acabados de fazer, não há rego do rabo que se consiga suportar na ementa!!

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Festas, romarias e procissões

por Ni, em 13.08.13

Nas férias havia as festas da aldeia: festa de Nª Srª de Não Sei o Quê, festa de São Não Sei Quantos, era o tempo das romarias com direito a procissão e roupa nova a brilhar e sapatos apertados a estrear. E eu detestava. Das missas que apanhava sempre no fim, seguidas das procissões de desfile de modelos emproados, aos almoços tardios cujo objetivo era trazer para a mesa todos os manjares que pudessem confirmar os tempos de fome ultrapassados, detestava tudo. Detestava os bailaricos em que, como numa montra, me obrigavam a ficar nas filas da frente, para que os rapazes pudessem do lado de lá escolher-me, acenar-me a perguntar se queria dançar. E sim, eu queria dançar, mas não ali, não com aqueles que me pediam para dançar, nunca aqueles. E eu a ir dançar, a contar os minutos para a música acabar. E, de novo, a esquivar-me para trás da primeira fila, para não me verem, por favor. Destestava os pés apertados, os pés a doer, a roupa nova esticada pelo bacalhau, pela xanfana, pelo leitão. 

 

Nas férias, quando havia as festas da aldeia, gostava das colchas estendidas nas varandas, vermelhas, amarelas, azuis acetinadas ou brancas, tão brancas, das melhores rendas das casas. Gostava das pessoas que ficavam nas varandas a ver-nos desfilar, cá em baixo. Invejava-os. Os ricos que não tinham de desfilar os seus melhores fatos, que ficavam ali nas varandas a atirar pétalas de rosas às cabeças de barro dos santos que passavam.

 

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Tascas e toscas

por Ni, em 28.07.13

Nas férias há tasquinhas. Nas férias há feira da fava, do tremoço, do grelo, do vinho, do leitão, do diabo a quatro... e há tasquinhas. Tasquinhas de Lugar de Cima, de Lugar de Baixo, de Lugar do Meio e dos Outros Lugares.

E tu vais. 

Sais de casa à hora que as pessoas saem de casa para ir jantar. Chegas ao Lugar das Tasquinhas, para jantar, pois claro! é normalmente o que se faz nas tasquinhas... Dás umas quantas voltas à procura de estacionamento (parece praga). Estacionas no meio de um terreno abandonado e arrependes-te duas ou três vezes de não ter comprado um jipe, de teres calçado sandálias nos miúdos, de teres levado saltos altos...

Na entrada do Lugar das Tasquinhas cobram-te 3 euros para entrar. Ah! mas tens direito a desconto de um euro no jantar. Ok! É estranho, mas cedes, já que chegaste até ali.

Paramos na primeira tasquinha. São nove e meia. Há gente amontoada à espera de vez. Damos o nome para a lista de gente que espera e resignamo-nos a... esperar. São dez e meia. Os miúdos não aguentam a fome. Vou à Tasquinha das Sobremesas e compro-lhes arroz doce. Esperamos ainda. Chegam pessoas depois de nós. Entram pessoas que chegaram depois de nós. Comem pessoas que chegaram depois de nós. Saem pessoas que chegaram depois de nós."Ah!porque vocês são muitos! É difícil mesa para tantos..." Bem, podíamos sempre ter mandado os miúdos ir comer ao restaurante, mas arriscávamo-nos a que quando chegássemos a casa entretanto estivessem... casados!

Quero lavar as mãos aos miúdos. As casas de banho são na outra ponta do recinto. Ali, onde está aquela fila de gente à espera. Homens, mulheres, crianças... Há rapazes encostados às paredes, sem paciência para esperar, enquanto a miúda reclama que mais valia ter nascido menino... Não há papel, mas imagino que isso seria pedir demais...

São onze e meia e finalmente vamos pedir. Como frango grelhado, a miúda come as ameijoas da carne de porco à alentejana (não gosta do resto), o miúdo come as batatas fritas dos bifinhos com cogumelos (tem sono), o marido continua à espera...

Vou buscar um café. Sim, porque nas Tasquinhas não se pode servir café! sabe-se lá porquê! Não se pode. tens de te levantar, sair da tasquinha, ir para uma bicha, tirar senha, esperar para seres atentida, pegar no café (em copo de plástico), levar para a outra Tasquinha (a sorte é que o marido ainda não comeu e posso sentar-me, ou teria de beber o café em pé - já vos disse que detesto beber café em pé? detesto!).

Uma da manhã, vamos comprar sobremesas à Tasquinha das Sobremesas, mas alguns fingem que ainda não acabaram de comer para podermos voltar e podermos comer as sobremesas... sentados... Pago 10 euros.

Pedimos a conta. São 35 euros. Mas nós não comemos azeitonas, e está aqui azeitonas. "Ah! e tal! é a gorjeta."  {#emotions_dlg.confused}??? Mas nós não bebemos dois jarros de sangria, bebemos foi duas garrafas de vinho (mais baratas do que a sangria, por sinal). "Ah e tal! é para a gorjeta. {#emotions_dlg.annoyed}???"

 

A sério? Isto é possível??!!

 

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Fugir da Cruz

por Ni, em 31.03.13

Chegámos do fim de semana de fuga à correria de casa em casa para "beijar o senhor" em casa de familiares, amigos e conhecidos. 

E podia não ter valido nada a escapadela de descanso com os miúdos, mas só por este não ter de andar de casa em casa soube tão bem que nem a chuva podia estragar este prazer.

 

Depois de alguma pesquisa, levada pela palavra família, fui cair numa coisa chamada Zmar eco campo resort e spa. Um conceito bastante apetecível para quem tem filhos, cansadinhos de estar fechados em casa. É eco, sim senhor; é campo, a perder de vista; é resort, ainda que de campismo, mas spa não é, uma vez que tem de se pagar um extra para poder usufruir do dito circuito spa.

 

Os miúdos perderam-se pela piscina interior de ondas; as atividades para fazer ao ar livre são inúmeras, desde parque infantil com mil e um aparelhos, cabanas, escadas, cordas, escorregas, baloiços, slides, tudo, tudo, para todas as idades. Depois havia ainda, mediante pagamento, aluguer de bicicletas (para nós os 4, ficava em 24€), circuitos de vários desportos ao ar livre, e animais para ver e coisas para fazer, mas a chuva não ajudou. Valeu-nos o dia de ontem, meio assim assim, para darmos umas voltas pelos campos.

Hoje ficou a certeza: da próxima vez levar galochas, levar secador de cabelo, levar capas para a chuva, levar chapéus, gorros e bonés, levar toalhas para a piscina, levar bicicletas.

 

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A febre de escrever o real

por Ni, em 29.03.13

Eu poderia tecer inúmeros comentários à entrevista do nosso ex. E escrever acerca do défice e de buracos, que pondo em causa o enigma do meio buraco e do buraco, se vão alargando, revelando-nos aquilo que parecia ser impossível. Poderia falar de desemprego e professores e crise, e crise.

 

Também poderia escrever que, juntando o folar das crianças, a prenda de Natal dos pais, e os cêntimos que poupei por não comprar roupa, nem sapatos, nem coisa alguma que se veja, juntando tudo, tudinho, lá vamos dois dias de mini-mini-miniférias. Poderia dizer que estou cheia de expetativas e que torço para não ter de vir embora a meio. Que me importa que chova, que troveje ou que tenhamos de ficar fechados dentro do quarto! Levo as cartas para jogarmos, e vou sair de casa. E ADORO!

 

Também poderia escrever que não somos loucos e estamos a juntar os cêntimos para os maus (piores) dias que se adivinham e que ficamos em casa a jogar às cartas à lareira, sem ninguém saber. E ADORO!

 {#emotions_dlg.happy}

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Limpezas de verão

por Ni, em 26.06.12

Que o clima mudou, já ninguém tem dúvidas: calor em fevereiro, frio em maio... mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... e as limpezas. Assim, vão-se as limpezas da primavera, ficam as de verão.

 

Verdade, verdadinha: hoje eu podia estar na praia, de papo para o ar sem fazer absolutamente nada, a compensar uma semana sem tempo para me coçar. Podia, sim. Com, ainda, três relatórios por fazer, é certo, mas isto dos relatórios a gente tem de os guardar para a última hora ou ainda nos habituamos a fazer as coisas com tempo; por isso, podia. Ganhava um bronze suave, ficava com ar de quem tem boa vida, lia um livrozinho, do Gonçalo Manuel Tavares, para conhecer, fazia um crochet para a minha doce J., enfim "il dolce far niente"...

 

Mas, depois, tinha de pagar para me limparem as paredes, tinha de pagar para me pintarem as paredes, tinha de pagar para me deixarem a casa mais ou menos habitável. E nas férias ficava em casa a olhar para as paredes, limpas e pintadas, mas sem areia, nem piscina, nem sol, nem hotel...Fácil decidir, não é?

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

 

 

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