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Então e o ferrari?

por Ni, em 04.09.13

Chegou ao fim o meu ano auto-imposto sem comprar roupa ou sapatos... Ontem atrevi-me a perder-me por entre lojas e montras, provadores e corredores de centros comerciais. 

Primeiro, devo dizer que levei as duas horas que me ofereci com a sensação estranhíssima de que me faltava qualquer coisa, do género "ainda vais demorar muito, mãe?", "vais ver a loja toda, mãe?" e, no limite, "quero água", "tenho fome", "quero fazer xixi". Ou seja, não sei o que é entrar numa loja sem que me chamem, me interrompam, me levem a correr pela loja fora à procura deles por entre cabides e camisolas...

Segundo, lembrei-me constantemente duma história que li há poucos dias nas redes sociais. É a conversa entre marido e mulher de casamento de vários anos em que a mulher o acusa de beber todos os dias e de, assim, gastar muito dinheiro ao fim do mês e, consequentemente, ao fim do ano. Tanto dinheiro que, ao fim daqueles anos todos de casamento, daria para comprar um Ferrari. E ele pergunta-lhe: "Tu bebes?" E ela: "Não!" E ele pergunta-lhe: "Então, onde está o teu Ferrari?". 

 

Foi assim que me senti ao fim deste ano... Se levei um ano inteiro sem comprar uma pecinha de roupa, uma t-shirtezinha na feira dos trinta que fosse, ou uns chinelos de praia made in loja do chinês, porque é que não estou rica? Porque é que chego a setembro com os mesmíssimos escassos cêntimos que no ano passado me levaram a tomar esta decisão?

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Nespresso versus café

por Ni, em 13.06.11

Se este fosse um blog organizado, agora eu remetia os meus dois, vá lá três, leitores para o link de um outro post, onde eu escrevi que, rendida aos conselhos dos amigos e do marido, e vencida pelo lado estético da coisa, comprei uma máquina nespresso, no entanto, como o outro lado da montanha é meu, para mim, e eu sei que, contrariada, comprei uma máquina nespresso, e também porque não faço a menor ideia de qual é esse post, vamos ao café.

 

Admitamos, as máquinas nespresso são uma treta. Primeiro, encomendar café pela net não é prático. Se fosse, nós nunca teríamos de andar a pedir emprestado porque o nosso acabou de repente (e nós nos esquecemos de pedir mais), ou temos um jantar em que em vez de dois somos quatro (e nós íamos mesmo encomendar o café logo à noite). Segundo, o café é caro. O contra-argumento é que não é tão caro como num café. Pois, mas também ninguém se lembra de ir com vinte ou trinta pessoas pagar-lhes o café num café, certo? E para quem até costumava tomar o café em casa, claramente, é muito caro o café nespresso: 100 doses davam, cá por casa, para uma média de 40-50 dias. Ora, trinta e cinco euros parece-me quase empréstimo de carro para pagar... Terceiro, sempre que bebia um café, apetecia-me ir tomar um café lá fora. Não é que eles não sejam bons. São. São bons, assim como uma sobremesa, a saber a café, à base de café, feita com café...

 

Então, fiquei dois meses sem encomendar, passei pela Worten e comprei a máquina mais barata que lá estava (ainda sobraram dez euros). A máquina é péssima: de plástico, leve, pouco potente, mas o café é... um espectáculo! E não sabe a café... é café!

 

...aqui, deste lado da montanha.

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E por falar em compras...

por Ni, em 17.03.10

 Gostei do centro comercial - Dolce Vita Tejo - é espaçoso e não me dá aquela claustrofobia do Colombo, no entanto, tem o problema dos grandes centros comerciais: é tudo tão longe...

 

Se vais almoçar, e andas 500 metros para chegar à área da restauração, e te lembras que tens de lavar as mãos, e andas mais 500 metros, e depois voltas para a tua refeição, e andas mais 500 metros, e quando chegas, o bebé precisa de mudar a fralda, e andas mais 500 metros, e depois voltas à tua refeição, e andas mais 500 metros, quando voltas para as compras, e andas mais 500 metros, consegues vestir um número abaixo do teu...

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Personal Shopper, precisa-se!

por Ni, em 17.03.10

 Pertenço àquele grupo de mulheres, raríssimas, que não gostam de ir às compras. Não gosto. Para verem como é, detesto os saldos: centenas de pessoas dentro de uma loja com capacidade para dez, a revolver montes (literalmente falando) de roupa, com mulheres quase a descabelarem-se por uma t-shirt... não aguento! Não tenho paciência para a escolha e, quase sempre, me arrependo das compras que fiz. Falta-me olho... Conheço uma menina, também filha dos meus pais, que entre 501 peças feias, enormes, minúsculas, defeituosas e foleiras, consegue encontrar a única peça vestível. Eu, não tenho olho... Vou às compras porque preciso, pago o primeiro preço e, normalmente, até compro os conjuntos que estão nos manequins, porque não tenho paciência para escolher o que é que combina com o quê...

 

Ora, quem já passou pela experiência de retomar o trabalho depois de uma gravidez e de uns meses de licença sabe bem que ir às compras se torna uma necessidade. Lembrei-me, então, de comentar com o homem da casa (a pessoa mais avessa a compras de todas as que conheço)  que tinha de tirar um dia para ir às compras. Eu devia logo ter desconfiado que a resposta dele não se enquadrava na realidade, mas, crente e optimista, achei uma boa ideia quando ele respondeu "como tenho de ir a Lisboa, levo-te e depois tomo conta do bebé para fazeres as tuas compras". 

 

Fomos às compras. Ele deixou-me no centro comercial, com o bebé, e foi à vida dele. Quando chegou, andava eu a comprar roupa para os miúdos que não param de crescer (o bebé tem 4 meses e já veste roupa para 9 e 12 meses, dá para acreditar?) e ele começou logo a dizer que tinha fome. "É melhor irmos comer", "vamos comer", "então, vamos comer?".

Eu: "Passamos só na Mango para veres como me ficam umas calças - precisava de uma opinião- e se o bebé chorar pegas-lhe ao colo..."

Entro nos provadores e ouço o bebé a chorar, depois silêncio. Saio e não o vejo.

Empregada: Precisa de alguma coisa?

Eu: O meu marido estava por aqui...

Empregada: Vou ver se ele está ali mais abaixo... Não. Saiu da loja. Pode ligar-lhe.

Eu: Não, ele não deve demorar...

Quando as funcionárias começaram a olhar para mim como se eu estivesse ali há tanto tempo que ameaçava tornar-me numa prateleira da loja, decidi sair dos provadores, sem a tal opinião...

 

Lá fomos almoçar e, a seguir, a pergunta "Ainda te faltam muitas lojas?"

Que raio de pergunta é esta, num dia que se tirou para ir às compras??!! Pegou no bebé e começou a arrastar os pés como um condenado a caminhar para a forca. Graças  a Deus o bébucho fez cocó. Peguei nele, fui trocá-lo, dar-lhe leitinho e segui caminho... sem o pai. Pelo menos, assim, só tinha de ouvir um a reclamar. Voltou a aparecer quando eu já tinha escolhido as calças e, vá lá, ajudou na cor do casaco... Nada mau...

 

Sobrevivemos e aprendemos mais uma lição: compras a três só se for com a tal filha dos meus pais que tem olho para a coisa... Ou, então, se alguém conhecer um personal shopper muito, muito baratinho, agradeço...

 

...aqui, deste lado da montanha.


 

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