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Nas férias, para o bem e para o mal, na doença e na saúde, há casamentos. E nós vamos aos casamentos. Passamos fome, esperamos, pelo noivo, pela noiva, pelo saída da igreja, pelas fotografias, pelos noivos, pelas entradas, pelas fotografias, e temos fome, esperamos pela comida, primeiro um prato, depois o outros, e mais outro e à fome excessiva sucede a barriga que não aguenta mais e, afinal, aguenta ainda mais um pouco. Nada de novo, portanto. 

 

E depois, há os sapatos. Já aqui falei desta obsessão que uma parte das convidadas mostra em escolher sapatos dois números abaixo ou com saltos dois centímetros acima. Resultado: antes da saída da igreja já tiraram duas vezes os sapatos para repousar os pés a ferver no chão frio de laje. E a seguir? Obrigam-se a trocar os belíssimos Louboutin pelos chinelos de praia Modalfa, mesmo logo depois de tirar a fotografia da praxe com os noivos. Dá Deus os sapatos a quem não tem pés. Enfim, estala o verniz, diria o Eça... A mim, apraz-me dizer "Chique a valer! Chique a valer!"

 

Lea Michele usa vestido de noite com chinelos

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Aviso

por Ni, em 13.06.12

 

Mulheres espertas têm homens que são bons cozinheiros. Mesmo que a comida faça lembrar as salinas de aveiro, as paredes do forno da avó, whiskas, ou qualquer alimento batido mil vezes no chão, haveremos sempre de dizer que aquele é o melhor manjar do mundo. 

 

Mas nunca, nunca, deixem o vosso homem fritar jaquinzinhos em casa. Primeiro, esqueçam a triste e errada hipótese de julgarem que um bom exaustor resolve o vosso problema de docas em rescaldo de feira em dia de verão; depois, nada compensará as horas perdidas a lavar o fogão, as panelas e tachos, que estavam no sítio errado à hora errada, e as paredes, salpicadas de óleo, como se os danados dos jaquinzinhos se tivessem rebolado por lá, antes de aterrarem na travessa e, por último, nada pagará o pânico de verem o vosso homem julgar, nem que seja por fugaz momento, que não é um bom cozinheiro, porque não sabe fritar jaquinzinhos.

 

Que conste para a posteridade: jaquinzinhos só serão comidos em casa da mãe, da sogra, ou da amiga que nunca vem ler este blog.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Não percebo de sapatos. Nada. Zero. Bem, talvez só um bocadinho, de vista. Sei o que são uns Louboutin. Já os vi. Sei o que são uns Manolo Blahnik. Já os vi. Sim, também vi a Sarah Jessica Parker...

Mas não é preciso ser a Sarah Jessica Parker para perceber que não basta calçar o raio dos sapatos de salto. Para valer, tens de usar os sapatos como se eles fossem a continuação natural da tua perna e não um mecanismo de tortura que alguém criou só para te fazer infeliz.

 

Não percebo de mulheres que não sabem usar sapatos. Não percebo de casamentos em que mulheres que não sabem usar sapatos, ao fim de uma hora, num evento que é suposto ter, vá lá, dez horas, já se encontram de sapatos baixos. Já troquei muitas vezes de sapatos durante casamentos, aliás, no meu casamento troquei quatro vezes de sapatos, mas quando a troca se impõe não nos podemos esquecer da roupa que temos vestida... Nunca, nunca abandonar os saltos altos com vestido de cerimónia.

Porque isto até pode parecer confortável (não a mim), mas, convenhamos, se mais acima tens um vestidinho justo de cetim, acabadinho de estrear, vai parecer estranho, não?!

 

 

 

Ah! Já agora, também não é má ideia aprender a andar de saltos altos. Treinem em casa! É melhor do que parecer que têm alfinetes espetados nos pés.

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

 


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Coisas das avós

por Ni, em 09.05.12

Ando bastante desconfiada da autoria desta minha herança. Há uma não sei o quê neste texto que remete para a eterna discussão dos amantes da literatura acerca da escrita feminina e da escrita masculina, sendo que os indícios de homem-macho eram bem mais evidendes em 1964, não vos parece?

 

PARA CONSERVAR A FELICIDADE CONJUGAL

 

"Eis algumas regras sobre a felicidade conjugal. É, pelo menos, o que se apurou num referendo [referendo??] muito sério [ah!! amostra exclusivamente masculina]:

- Não deves vestir-te pior depois da cerimónia do casamento que antes. Não esqueças nunca que a caça ao amor está encerrada mas que é preciso conservar prisioneira a tua ave rara [o marido?? toda a gente sabe que... os maridos das outras são aves raras...].

- Não descures a saúde do teu marido. Para o fazer, pequenos (hum... talvez não fosse má ideia considerar a hipótese de uma ligeira alteração ao texto)pratos cozinhados com cuidado não são de afastar.

- Rejubila se o teu companheiro dispõe de alguns dias de repouso. Mas não aproveites estas horas de descanso para o reter no lar, fazê-lo pregar uma tábua, pintar de novo a cozinha [coitadinho!]. Propõe-lhe ir à pesca, à caça. Ele voltará mais amável contigo.

- Evite [ai agora já e evite? até aqui era deves para cá, não aproveites para lá, mas agora que é para falar do senhor marido já tem de ser evite. Pois, certo.] fazer-lhe observações irónicas sobre as suas manias, defeitos, diante de parentes, amigos. Frisa, sem cessar, mas com gentileza, o que és a seus olhos."

 

 

Risinhos entre parêntesis retos à parte, não há dúvidas de que estas regras são um bom ponto de partida para qualquer pessoa.

 

Vista-se bem. Importantíssimo para que a auto-estima esteja em grande. Se te sentes bem contigo, sentes-te bem com todos, logo, também com o teu marido.

Não descure a saúde. Corpo são em mente sã... meio caminho percorrido.

Saia para ir à caça. Tem de haver um eu e um outro, para que uma relação resulte. Tem de haver espaço para a singularidade de cada um, tem de haver respetio pela pessoa, quer goste de ir à caça ou de ler...

Por fim, mostre amor. Intimidade, cumplicidade, amizade implicam isso mesmo.

 

Nada de novo, portanto...

 

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Pelos meus olhos

por Ni, em 02.09.10

Há dias em que és sol. Estás feliz. És feliz.

À tua volta, beleza, elegância e festa. A alegria é contagiante. Todos parecem um pouco inebriados e as músicas são sempre tão certas.

Os momentos são os ideais. Tudo acontece como num sonho: tudo é branco, tudo é paz.Por todo o lado, adivinha-se o cheiro da felicidade.

 

A noiva ia linda num vestido feito dela, branco, original, com folhos. O noivo ia cheio do seu requinte. O bolo, de chocolate branco, foi partido à saída da igreja, acompanhado de um brinde partilhado. A celebração prolongou-se pelo dia. O espaço era magnífico. O tempo, perfeito.

 

"A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos”.

Fernando Pessoa

 

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ExpressPost

por Ni, em 27.08.10

Vou ali casar a minha irmã e já volto.

 

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Noivas e casamentos

por Ni, em 28.07.10

É só para dizer que o vestido da Di está a ficar tão lindo, tão lindo...

 

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Casamento

por Ni, em 20.07.10

Agora que falta pouco mais de um mês para o dia D, já tudo parece esboçado e, agora, começam as concretizações, mais ou menos, fiéis aos sonhos dos viajantes que farão parte desta festa. Os armários começam a  encher-se, as opções vão-se limitando, as crianças preparam as suas danças e nós, deste lado da montanha, andamos ocupados com despedidas de solteiros...

 

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Festas e Romarias

por Ni, em 20.07.10

Chegou o Verão!

Pareço invadida por uma sensação que, imagino eu, se assemelha muito à dos emigrantes na hora de voltar ao seu país. Talvez seja, também eu, uma emigrante dentro do meu país e, embora indo com alguma frequência à(s) terrinha(s), acabo por ver entender o verão como a verdadeira "silly season".

 

Este ano, há, ainda, a marcar estes tempos de borboletas na garganta o grande acontecimento: o casamento da maninha!! Mas antes disso há a expofacic, a festa do Ramalheiro, a festa de Cordinhã, as férias no Algarve, os aniversários -com destaque para o do meu amorzão- e, sempre em stand by, o casamento, o casamento, o casamento... Que maravilha!!!

 

Porque é que, parecendo que não, acabo por gostar disto? Porque é tempo de rever amigos, encontrar colegas, visitar sítios, noitadas, jantaradas, roupas novas, cabeleireiros, conversas, animação, músicas, danças, sol e "el dolce fare niente", "el dolce fare niente"...

 

 

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Contagem decrescente

por Ni, em 29.06.10

Faltam dois meses para termos uma grande festa, com gente gira e bem-disposta. A miúda anda ansiosa. E nós todos também. É como os preparativos para uma viagem, sinto um nervoso miudinho, uma alegria que antecipa outra alegria, e futilidades, boas futilidades, como os sapatos, os vestidos, os fatos, os penteados, os acessórios, ah! e, claro, a despedida de solteira .

 

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