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Crise criativa

por Ni, em 16.01.12

Cá em casa somos os dois funcionários públicos. Já se sabe, não fazemos nada e só "chulamos" o país. Para além disso, neste momento, recebemos menos 400 euros por mês (200 porque sim, e 200 de subsídio de especialização e acerto de escalão, seja lá o que isso for...), não vamos ter subsídio de férias, nem 13º mês ( o que significa que, no Verão, a caixa do ecomarché, como é pobre, coitadita, vai de férias para uma casinha na praia de Mira, e eu deixo de ir para o Algarve, não para ir com ela para a Praia de Mira, mas para ficar em casa, porque nas férias não vou ter subsídio). Como ainda está toda a gente, inclusive a caixa do intermarché, a pensar que é bem feito, porque eu tenho um bom salário, e só "chulamos" o país, ainda ninguém se lembrou que este ano, como não vou de férias, também não vou fazer as compras para as férias ao intermarché, e o intermarché não vai vender, e é provável que tenha menos clientes, e é provável que venha a dispensar empregados, talvez a caixa que ia de férias para a Praia de Mira...

 

Assim sendo, desabafos e 400 euros à parte, sou agora obrigada a ser criativa. No aniversário dos miúdos sempre fiz as sobremesas todas, mas sempre comprei o bolo de aniversário na pastelaria, principalmente por causa do "desenho", que eles escolhiam com tanto gosto. Este ano, tive de inventar e lá a convenci que giro, giro era sermos nós as duas a fazermos o bolo, para ela levar para a escola e para a festinha cá de casa. Convenci-a com o bolo de gomas e pintarolas, em vez do desenho das Winx que ela queria... Os bolos ficaram ótimos, que eu sou pessoa modesta, e fiquei fã. Bons, bonitos e, principalmente, baratos. Pela primeira vez, não sobrou uma fatia de bolo de aniversário para o dia seguinte, vá-se lá entender as minhas pessoas...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Qualquer coisa doce

por Ni, em 04.06.11

ÉS DOCE!

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Amores

por Ni, em 04.11.10

Amei-te antes de existires, amei-te antes de te ver e, no momento em que senti o bater do teu coração junto ao meu peito, esse amor começou a aumentar e, hoje, é um amor sem conta nem medida.

 

Vêm-me à cabeça pedaços de versos que transformo para serem teus:

 

Amo-te, assim, perdidamente ...
És alma, e sangue, e vida em mim
E digo-o cantando a toda a gente!

 

E o mais espantoso é que se, hoje, escrevo para ti, porque te celebro, estas palavras não são isentas de um outro tu.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Os novos amores

por Ni, em 16.10.10

Ultimamente lembro com frequência uma expressão da minha mãe que diz que "pelos amores novos, esquecem-se os velhos". É assim que me tenho sentido, não a esquecer os velhos amores, mas sem tempo para eles. Não, não estou a falar de homens (podes ficar descansado, continuas a ser o homem da minha vida) e não, não estou a falar de filhos, nem de amigos, nem sequer de pessoas.

 

O o outro lado da montanha tem um rival. Apareceu por razões diferentes, é diferente, é muito profissional, mas, nesta minha impossibilidade de não me levar toda inteira para o meu trabalho, lá estou eu, também, a contar coisas, a falar de acontecimentos, que são sempre emoções. Este outro blog tem ocupado muitos dos minutos em que deveria estar aqui a escrever-vos.

 

Se não fosse ele, o outro, saberiam que o meu aniversário não me fez lembrar o poema de Álvaro de Campo, saberiam que no dia do meu aniversário ainda tinha na boca o gosto dos beijos do meu amor, ao som dos U2, saberiam que esta prenda de anos já passou mas ficará para sempre, enquanto se ouvir U2. Esta prenda não foi um bilhete para um concerto, esta prenda foi momentos de uma relação. Momentos bons.

 

Saberiam que, na escola, ando a construir a minha imagem, porque não quero ser sombra, porque não quero ser cópia, ando às voltas a lidar com coisas e animais, ando a aprender a contorná-los.

 

Saberiam que a minha amiga, aquela que nunca vem ver o meu blog, foi operada e eu, com o maior prazer do mundo, vou buscar-lhe o filho à escola. Saberiam que um destes dias me esqueci de o ir buscar, porque estive ocupada demais a não ser cópia, a não ser sombra, na escola. Saberiam que não me desculpo esse esquecimento e que percebi que não faz mal ser um bocadinho cópia, um bocadinho sombra, mas faz muito mal esquecer o filho de um amigo na escola.

 

E agora, que já cometi a inconveniência de escrever um post do tamanho de uma tese, vou preparar o jantar porque logo há rendez-vous.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Para ti

por Ni, em 18.08.10

Vivo cercada pelas palavras, ou não fosse eu uma leitora compulsiva desde que aprendi a ler, mas as palavras parecem-me sempre insuficientes. Nunca encontrei as palavras para descrever as mãos da minha mãe, um olhar terno dos meus filhos, um abraço de um amigo... um grande amor...

 

Por vezes, a música ajuda, mas, por vezes, até ela é tão pouco, tão pouco.

 

Gosto muito de você, leãozinho,
Para desentristecer, leãozinho,
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Eh pá!!!

por Ni, em 31.05.10

Esqueci-me do aniversário do o outro lado da montanha ...

Era importante, não era? Escrever umas tretas a dizer, ah! tão bom, tão bom, o blog já tem um ano...

 

Ora, um ano e 158 posts depois, confesso: estou um bocadinho viciada. Este blog surgiu mais ou menos como uma forma de "compensar" o meu miúdo, que, sendo o segundo, de acordo com as teorias da minha irmã - mais nova -, não teria direito a tantas  declarações de amor como a mana tinha tido. Lembrei-me então que melhor do que escrever seria escrever para toda a gente ver: criar um blog.

 

Depois, vieram as peripécias da gravidez, as neuras, as coisas tristes, as coisas boas, e percebi que para falar do meu filhote tinha que falar de tudo, de todos, enfim, das caminhadas que faço para chegar ao outro lado da montanha. Depois, veio o parto, a dor, a alegria, o pós-parto, as neuras, as coisas tristes, as coisas boas, e mais caminhadas até ao outro lado da montanha.

 

Uma amiga disse-me logo no iniciozinho do blog que não vinha lê-lo porque era muito um diário. Pois é. Não consigo escrever de mim, sem que isso seja reflexo dos meus dias, da minha vida, dos meus amores, dos meus amigos... (mas desconfio que ela continua a vir espreitar o outro lado da montanha, não se lhe consegue resistir, não é?)

 

Às vezes, aborreço-me com o outro lado da montanha, com os meus posts que não interessam a ninguém, com as neuras de mulher, mãe, professora, amiga, esposa, amante, e penso em ir para outro lado, onde ninguém me conheça, mas acabo sempre por voltar...

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Parabéns, mundo!

por Ni, em 10.02.10

 Este post poderia, muito bem, ser um lamento dos últimos dois (a juntar aos x anteriores) estranhos dias, em que, entre casa e o hospital, temo pela saúde da pompinhas, Mas, NÃO É!

 

Este post é só para parabenizar o mundo pela pequena Leonor, que, apressadinha, já chegou para nos conhecer a todos. Parabéns aos papás! E tudo de bom para a princesa! A homeland está maior!!

 

... aqui, deste lado da montanha.

 

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4 aninhos

por Ni, em 18.01.10

 

A princesa fez 4 aninhos e nós fizemos uma festinha com a malta do costume. Correu tudo muito bem e a sala estava muito bonita, enfeitada pelo padrinho Bruno (ainda está... agora acho que preciso que venham cá novamente para tirar os balões e afins do tecto...). 

Adoro ter gente cá em casa e poder retribuir o carinho de todos. Divertimo-nos com o "jogo" gosto de/não gosto de e acabámos a noite a rirmo-nos de nós mesmos, o que faz muito bem à alma.

 

Pena a minha Princesa ter ficado com febre e eu ter passado toda a noite a dividir-me entre a cama dela e o berço do Rafael para a maminha...

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A prenda de anos

por Ni, em 01.11.09

 Tudo começou muito antes da data do meu aniversário. Desta vez o meu maridinho decidiu que não ia deixar para o último momento a compra da minha prenda de anos e em Agosto, quando ouvi anunciar que a Diana Krall vinha a Portugal e comentei que adoraria ir, ele resolveu comprar os bilhetes em segredo. O tempo foi passando e a barriga/incómodo/mau-estar foi crescendo, de tal modo que no início de Outubro ele olhou para mim (cheia de hemorróides, deitada no sofá) e disse-me:

- Acho que vou ter de trocar a tua prenda de anos...

(Vende os bilhetes)

 

No meu dia de anos, com aquele humor desgraçado que me atacou, recebo um grande caixa com... uma máquina de café . As cores não correspondiam às escolhidas (tinha sido comprada pela internet) e, resultado disso, tinha agora na minha cozinha uma máquina que, em vez de ser metalizada e preta, era metalizada e... amarela. Bem, tentemos pelo menos o café. Sabe a... carioca de café. Mais uma experiência e... café queimado. Mais uma experiência e...água de lavar as chávenas. Agora com mais café... Agora com menos café... Agora com pastilhas...

Finalmente, lá decido e faço eu um café que lhe levo ao escritório. Ele prova, ri-se e comenta "Ah, que espectáculo, até que enfim que conseguimos um bom café. Como é que fizeste?"

E eu: "Na máquina velha..."

E ele:

- Acho que vou ter de trocar a tua prenda de anos...

(Tenta que lhe devolvam o dinheiro da máquina)

 

Comento com ele que já escolhi o relógio que quero, mas ele tem de ir comigo para me ajudar a escolher, para dar a opinião dele. Hoje não pode, amanhã não pode, depois também não. Os dias passam.

Uma noite, entre os lençóis, uma caixa com um GUESS espectacular que eu tinha escolhido. Lindo! Um relógio. Ponho o relógio, mas é tão pesado, é tão...relógio. No dia seguinte, digo-lhe, com a minha cara de comprometida:

- Acho que não me sinto muito bem com o relógio ...  Parece que me incomoda...

- Mas foste tu que o escolheste...

- Pois, mas...

- Então, vai lá e troca o relógio

- Vem comigo, para me ajudares a escolher.

- Para quê? Vais sempre achar que devias ter feito o contrário do que fizeres.

 

Troquei o relógio por aquelas duas belezas que estão no post anterior, mas, confesso, é difícil ser casado com uma balança. 

Sim, amor, é difícil comprares-me prendas...

 

 

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35 anos

por Ni, em 09.10.09

 Parabéns a mim! Hoje é, absolutamente, dia de meditação. Há uns tempos (anos?) ouvi um actor dizer que teve necessidade de mudar a sua vida aos 35 anos porque, imaginando que a vida é uma fita métrica de 70 anos (espero viver mais, mas, na verdade, a partir dos 70 anos a qualidade de vida é já muito duvidosa), então, aos 35 estamos no meio da fita métrica. É angustiante. 

É dia de balanço!

Como não só passadista, nem nostálgica, vou apenas dizer que estou feliz com os meus 35 anos e com a pessoa em que me tornei e em vez de escrever acerca dos 35 anos que passaram vou escrever sobre os 35 anos que faltam. Há muita coisa que quero fazer e já só tenho 35 anos...

Acho que é apropriado fazer uma coisa que tenho visto em alguns blogs e que vem a propósito do dia de hoje: projecto 101 coisas em 1001 dias.

É dia de objectivos!

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