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Linda menina!

por Ni, em 30.06.11

Parabéns a mim! Desconhecia este enorme capacidade em ser... cínica! E, vejam só, o meu rapaz tem razão: às vezes, um bocadinho de cinismo pode simplificar relações difíceis, sem nos tirar pedacinhos. É um jogo de avaliações de perdas e ganhos, e eu estou a começar a aprender as regras deste jogo... Continuo em desvantagem, porque jogo ao nível de amador contra peritos, mas eu aprendo depressa, prometo!...

 

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Bruxinha

por Ni, em 30.06.11

Se eu não gostasse de mim, não me suportaria. Sou tão má para as pessoas de quem não gosto. Levo muito tempo a não gostar de uma pessoa. Faço muitas cedências, mas no momento em que deixo de gostar de alguém, parece-me que não há ponto de retorno, não há fiozinho onde me agarrar: não gosto do que diz, não gosto do que veste, não gosto do que escreve, não gosto do que come, não gosto do que ouve, não gosto do que vê. Que mau feitio! Irra!! 

Para além disso, não suporto que pessoas de quem não gosto se esforcem por ser minhas amigas. Que falta de personalidade! Deixem-me não gostar de vocês em paz, por favor!Prometo que se não tentarem ser minhas amigas, talvez um dia, daqui a mil anos, consiga deixar de não gostar de vós.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Happiness

por Ni, em 14.04.11

Há coisas doces que transformam as nossas vidas, momentos em que és feliz. Há momentos em que só tens tempo para te sentires bem, para ser feliz. Eu não espero a felicidade. Corro atrás dela com o desepero que um esfomeado procura restos de pão entre sacos de lixo podre. Habituei-me a questionar, diariamente, os locais, os momentos, as pessoas, em que um nicho de felicidade se esconde. O meu dia, as minhas horas, os meus minutos são gastos nessa busca. E, como em tudo, quem procura, encontra.

 

A vida não é um acaso sem condutor. A vida é um acaso que tu guias, que tu orientas, pelas decisões, às vezes insignificantes, ocas, até, que tomas. Eu não desisti de ser feliz.

 

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A autista em mim

por Ni, em 04.04.11

Há um outro lado em mim que me separa dos outros, há um lado em mim que é do oposto, que é do contra, que é o da indiferença pura, exagerada e que me separa dos outros. Eu não gosto desse lado em mim, até me esforço para que ele não se evidencie, mas não consigo.

 

Esse outro lado de mim não compreende as manifestações de alegria pelo Porto ter ganho o campeonato, mas também não compreende se ganha o Benfica ou o Sporting. Isso não me diz nada. Excitam-me, antes, as vitórias dos Juvenis da Académica, isso torna-me feliz. Mas o Porto? Que me interessa? Não conheço ninguém que tenha trabalhado para essa vitória, que tenha sofrido essa vitória, não a sinto, não é minha! Apetece-me gritar, aos outros, que não percebo euforias com gente que não é minha, mas calo-me...

 

Os meus amigos estão chocados com a ida dos Homens da Luta ao festival da Eurovisão. A mim, é-me indiferente, aboluta e absurdamente indiferente. São tão bons (ou melhores) dos que todos os que têm ido nos últimos anos (alguém se lembra?, aliás, alguém se lembra dos vencedores europeus do ano passado? quantos concertos deles assistiram? quantos discos compraram?). Há muito que este festival deixou de ser um concurso de música, é mais espetáculo nacionalista de dança, coreografia, adereços... Dizem-me, os outros, que os Homens da Luta não representam a música portuguesa e apetece-me gritar-lhes que representam a maioria dos que se interessaram o suficiente pela representação do país para pegarem no telefone e votar, apetece-me gritar-lhes que a boa música portuguesa não precisa de ir a um festival da canção, onde tudo se avalia... até a música. Não percebo tanto incómodo, por uma malta que até representa, a meu ver, muito bem, este estado de país, mas calo-me...

 

 

 

E assim vou, nas calhas da roda, tentando, com o silêncio, comprar amizades...

 

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Interesses

por Ni, em 23.03.11

Amores.

Manhãs de sol, tardes de sol, noites de luar.

Cheiro da chuva na terra na casa dos meus pais.

Cheiro do vento no mar na casa dos pais dele.

Livros.

Praia.

A vista da minha janela.

Lareiras.

Conversas.

 

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Não gosto do orvalho II

por Ni, em 22.01.11

Porém, o orvalho é apenas orvalho. Não é aguaceiro, chuvisco, chuva, neve, granizo... apenas orvalho...

 

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Não gosto do orvalho

por Ni, em 22.01.11

Os dias de tristeza e desânimo vão-se sobrepondo, como camadas de orvalho que se vão colando à pele e das quais não consigo escapar. A gravidade é apenas relativa. Sucedem-se noites mal dormidas, vómitos, choros, febres, tosse... Sucedem-se as idas ao hospital. Sucedem-se os momentos de desalento em que receio uma nova hora, pelo receio do que a nova hora traz. A gravidade é relativa. Não mata, mas mói. E, por vezes, sinto-me fraca, querendo cair, querendo dormir e acordar e ser tudo diferente.

E eu pergunto-me a cada momento "e agora? vou poder sentir-me feliz? e agora? e agora? e agora?..."

 

Hoje, baixei os braços, incapaz de continuar a lutar, sou um trapo, deixo-me levar pelo passar das horas, sou um trapo, sou um trapo de coração triste...

 

E as pessoas não compreendem. Ninguém compreende. Nem tu, amor.

Tenho tudo o que quero. Tenho tudo o que quase toda a gente que eu conheço quer...

 

E nenhum tempo para a minha solidão. Preciso de estar sozinha. Quero estar sozinha. Quero estar eu. Apenas eu... Quero escrever, escrever, escrever, até que as lágrimas levem todo este orvalho que se me pega à pele, entranhado, frio, incómodo. Mas nenhum tempo para a minha solidão...Nenhum tempo para chorar...

 

Não me telefonem a perguntar se está tudo bem, porque... sim, está tudo bem...

 

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Tempos de mãe

por Ni, em 15.12.10

Às vezes, só às vezes, muito de vez em quando, em horas mais ou menos iguais às de hoje, parece-me que me falta qualquer coisa nesta coisa de ser mãe, parece-me, até, que não vou aguentar, que as lágrimas vão rebentar, que vou gritar de desespero... Depois, os minutos vão passando e o choro dele torna-se saudades, os pedidos de colo são a minha ausência, as birrices para comer são apenas sono, as palavras bruscas dela tornam-se saudades, os pedidos de brincadeira são a minha ausência, as parvoíces são apenas chamadas de atenção. Depois, os minutos vão passando e parece-me que me falta qualquer coisa nesta coisa de ser mãe, parece-me, ainda mais, que não vou aguentar, que as lágrimas vão rebentar, que vou gritar de culpada...

 

Sou só eu, ou ser mãe é, também, este estado de culpa por não ter tempo, não ter tempo, não ter tempo? Os dias a passar, os jantares por fazer, os relatórios avaliativos por escrever, a roupa por passar, as fotos por imprimir, as prendas por comprar, a casa por arrumar, o homem por mimar, os miúdos por acarinhar e não, nunca, ter tempo...

 

Querido Pai Natal, este ano acho que me portei mais ou menos bem, por isso, gostaria de te pedir umas horas para fazer o que me apetecer. Isso ou faz-me ganhar o euromilhões para arranjar uma empregada!

PS: É bom que te esforces, Pai Natal, ou terei que começar a portar-me mal...

 

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Dá lá uma ajudinha...

por Ni, em 23.11.10

Começar o mês no dia quatro, com reuniões e trabalho e mais trabalho, não ajudou. A mudança de horário não ajudou, mas isto já é demais.

Depois de dias de auto-motivação, e hetero, pela ajuda ajuda extra da minha arqui-inimiga balança, lá decidi voltar ao ginásio, depois de retiro físico para engorda e "alambusamento" de mais de três semanas.

Ontem, após análise detalhada do horário e análise ligeira e imediata das consequências corporais da minha ausência, decido que tenho de mexer e que o melhor é fazê-lo com horário, professor e actividade nova. No entanto, horário novo implica mudanças estratégicas nas rotinas caseiras: vou para o ginásio meia hora antes; pelo caminho, deixo a miúda na dança; o pai vai buscá-la e faz um pouco de dono-de-casa, até à hora do jantar.

Quase fácil, não fosse o Sr. Lá de Cima estar distraído e mandar, logo hoje, uma chuva e um frio daqueles que apetece ficar em casa, de preferência à lareira.

Vale-me a miúda que quer ir à dança e, como tenho de a levar, aproveito e sigo para o ginásio.

Quase fácil não fosse o Sr. Lá de Cima andar mesmo distraído, alô??, e a miúda afinal não ter dança e eu ter que a vir trazer a casa. Talvez não valha a pena voltar a sair. Está chuva. Está frio...

Vale-me o miúdo que começa aos gritos quando me vê chegar e me faz desejar uma horinha de folga de ser mãe. Vou para o ginásio.

Desta vez era quase fácil, não fosse o Sr. Lá de Cima andar distraído,  ESTÁ AÍ ALGUÉM?, e o professor ter torcido o pé...

 

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Saudades?!

por Ni, em 08.11.10

Há pouco o meu amor grande atirou-me da outra ponta do sofá "Então, o teu blog? Não escreves nada? Que falta de respeito pelos teus leitores." Ora, sabendo eu que os meus dois, vá lá três, leitores já devem ter percebido que anda difícil conciliar trabalho, família, casa e blogs, e que não devem estar, ainda, a morrer de saudades desconfio que o que ele queria dizer era qualquer coisa do género "Então, não contas a nossa viagem a dois? Não escreves o quanto gostaste de passear comigo pelas ruas de Lodres? Que falta de respeito pela minha vontade de ler o quanto eu gostei nas tuas palavras."

 

E assim foi. Fomos a Londres durante o fim-de-semana que prolongámos até terça-feira. Deixámos os miúdos - e apenas não morremos de saudades porque sabíamos que eles estavam muito, muito bem (e nós também, diga-se a verdade)- e fomos namorar. As minhas expetativas eram baixas e, quem sabe por causa disso, adorei Londres.

 

Como se vai a Londres em dias de crise? Não indo de férias em Agosto e com muitas horas extra. Mas sobre esta viagem há tanto para contar que não o posso fazer em meia dúzia de linhas, nem a desejar meia dúzia de horas de sono, por isso, correndo o risco de frustrar um pouco o maridinho, e de deixar os meus dois, vá lá três, leitores de água na boca, vou  dormir e depois volto para contar o outro lado da viagem.

 

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