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Para ti

por Ni, em 18.08.10

Vivo cercada pelas palavras, ou não fosse eu uma leitora compulsiva desde que aprendi a ler, mas as palavras parecem-me sempre insuficientes. Nunca encontrei as palavras para descrever as mãos da minha mãe, um olhar terno dos meus filhos, um abraço de um amigo... um grande amor...

 

Por vezes, a música ajuda, mas, por vezes, até ela é tão pouco, tão pouco.

 

Gosto muito de você, leãozinho,
Para desentristecer, leãozinho,
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Para ti

por Ni, em 28.06.10

Falta-me o tempo para as palavras, faltam-me as palavras para este tempo, mas encontro  e sinto em mim as palavras de Vinícius de Moraes, que dedico a ti, meu amor.

...aqui, deste lado da montanha.

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Anti-depressivos

por Ni, em 06.05.10

Os meus anti-depressivos são um vício. Todos os dias quero mais, e gosto...

 

Querem saber o que tomo? uma hora de exercício físico, de preferência acompanhado por uma música bem ritmada. Adoro ficar fisicamente tão cansada que a minha mente parece abandonar-me e entrar em transe. Durante uns minutos vagueio pelos sons e canso-me, canso-me muito. Sempre foi assim. Sempre resultou, porque tenho prazer em saltar, dançar e, depois, alongar e sentir o rosto a ferver.

 

Efeitos secundários: boa-disposição, corpinho mais firme, vontade de dar uns amassos no marido...

Utópico demais para ser verdade? Talvez, mas é assim que eu levo a vida!

 

Escrevi há pouco anti-depressivos porque tenho outro. É um mais forte, para tomar em s.o.s., especialmente indicado para depressões pós-parto e para quando os nossos filhos ficam internados e temos de os obrigar a ser picados e a sofrer e para quando estamos tão sós que parece não haver mais ninguém no mundo, e para quando estamos tão tristes que não conseguimos dizer uma palavra ou sequer chorar, mas esse anti-depressivo é só meu, guardo-o no meu coração e sou viciada nele, todos os dias quero mais, e gosto...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Momentos

por Ni, em 29.03.10

Não sei bem o que escrever acerca deste fim-de-semana prolongado por que esperei ansiosamente.

Adorei o alojamento, o apartamento era enorme, com tudo o que faz falta, e muito, muito quente, foi o nosso primeiro cinco estrelas português e está tudo dito. Adorei as piscinas e as espreguiçadeiras ao sol. Adorei a primeira areia da praia nos pés do bébucho. Adorei apanhar conchas com a princesa. Adorei os pedacinhos de livro que fui lendo, enquanto amamentava. Adorei o apoio do meu amor. Detestei dormir sozinha. Detestei não poder ir à piscina, nem ao spa, nem ao restaurante, nem ao ginásio, nem ao golf nem a todas as outras coisas do hotel. Detestei o choro do bebé em todas as refeições. Detestei ficar triste por a minha vida ser, ainda, tanto a vida dos meus filhos. Detestei não ter tempo para namorar. Detestei que o Bi tivesse perdido aquela coisa, telemóvel-computador-consola-agenda. Detestei a viagem de regresso.

 

Foi um fim-de-semana cheio de momentos. O melhor de todos? Quando cheguei a casa...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Personal Shopper, precisa-se!

por Ni, em 17.03.10

 Pertenço àquele grupo de mulheres, raríssimas, que não gostam de ir às compras. Não gosto. Para verem como é, detesto os saldos: centenas de pessoas dentro de uma loja com capacidade para dez, a revolver montes (literalmente falando) de roupa, com mulheres quase a descabelarem-se por uma t-shirt... não aguento! Não tenho paciência para a escolha e, quase sempre, me arrependo das compras que fiz. Falta-me olho... Conheço uma menina, também filha dos meus pais, que entre 501 peças feias, enormes, minúsculas, defeituosas e foleiras, consegue encontrar a única peça vestível. Eu, não tenho olho... Vou às compras porque preciso, pago o primeiro preço e, normalmente, até compro os conjuntos que estão nos manequins, porque não tenho paciência para escolher o que é que combina com o quê...

 

Ora, quem já passou pela experiência de retomar o trabalho depois de uma gravidez e de uns meses de licença sabe bem que ir às compras se torna uma necessidade. Lembrei-me, então, de comentar com o homem da casa (a pessoa mais avessa a compras de todas as que conheço)  que tinha de tirar um dia para ir às compras. Eu devia logo ter desconfiado que a resposta dele não se enquadrava na realidade, mas, crente e optimista, achei uma boa ideia quando ele respondeu "como tenho de ir a Lisboa, levo-te e depois tomo conta do bebé para fazeres as tuas compras". 

 

Fomos às compras. Ele deixou-me no centro comercial, com o bebé, e foi à vida dele. Quando chegou, andava eu a comprar roupa para os miúdos que não param de crescer (o bebé tem 4 meses e já veste roupa para 9 e 12 meses, dá para acreditar?) e ele começou logo a dizer que tinha fome. "É melhor irmos comer", "vamos comer", "então, vamos comer?".

Eu: "Passamos só na Mango para veres como me ficam umas calças - precisava de uma opinião- e se o bebé chorar pegas-lhe ao colo..."

Entro nos provadores e ouço o bebé a chorar, depois silêncio. Saio e não o vejo.

Empregada: Precisa de alguma coisa?

Eu: O meu marido estava por aqui...

Empregada: Vou ver se ele está ali mais abaixo... Não. Saiu da loja. Pode ligar-lhe.

Eu: Não, ele não deve demorar...

Quando as funcionárias começaram a olhar para mim como se eu estivesse ali há tanto tempo que ameaçava tornar-me numa prateleira da loja, decidi sair dos provadores, sem a tal opinião...

 

Lá fomos almoçar e, a seguir, a pergunta "Ainda te faltam muitas lojas?"

Que raio de pergunta é esta, num dia que se tirou para ir às compras??!! Pegou no bebé e começou a arrastar os pés como um condenado a caminhar para a forca. Graças  a Deus o bébucho fez cocó. Peguei nele, fui trocá-lo, dar-lhe leitinho e segui caminho... sem o pai. Pelo menos, assim, só tinha de ouvir um a reclamar. Voltou a aparecer quando eu já tinha escolhido as calças e, vá lá, ajudou na cor do casaco... Nada mau...

 

Sobrevivemos e aprendemos mais uma lição: compras a três só se for com a tal filha dos meus pais que tem olho para a coisa... Ou, então, se alguém conhecer um personal shopper muito, muito baratinho, agradeço...

 

...aqui, deste lado da montanha.


 

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Para ti

por Ni, em 26.02.10

 Não me sai da cabeça... e tu também não.

 

 

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Conflito de gerações

por Ni, em 07.02.10

 A minha princesa ontem foi ao cinema pela primeira vez. A minha princesa tem quatro anos, acabadinhos de fazer. A mãe da minha princesa foi ao cinema (na verdadeira acepção da palavra, e não enquanto sinónimo de projecção em lençol branco, no salão de bailes da aldeia) aos dezoito anos.

A geração dos meus filhos tem de ser boa, tem de ser, não posso não acreditar nisso. E, ao pensar nisso, uma pessoa fica cheia de expectativas, é como se lhe estivesse a dar o mundo.

 

E, para além desta alegria e inveja, tive outras invejas. Do pai, que pôde ir com ela, enquanto eu tomava conta do beberrucho. E dela, que pôde ir  com o pai, sozinha... Percebem? Eu e o pai? Sozinhos?!! Isso, ainda, existe???

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

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A mania das grandezas

por Ni, em 05.02.10

Eu nasci para ser rica, mas alguém se esqueceu de que preciso de dinheiro para ser rica. Assim, de vez em quando, sou assolada por riquice aguda e faço loucuras, como a que fiz hoje. Mas, pronto, o meu homem, como qualquer leão que se preze, até gosta, lá vai fazendo uma horitas extra para, quando tenho estas crises, colmatar a falta do dinheirito.

 

Amor, vais ficar a saber que aconteceu um fenómeno inexplicável e que, em vez do fim-de-semana no dia de não se sabe bem quando no hotel mais ou menos, vamos passar o fim de semana da Páscoa no CS Salgados. 

 

Já está! Agora é esperar pelas consequências... Se eu não voltar a escrever nada no blog, é porque ele não gostou nada da ideia e está farto de uma mulher pobre com aspiração a rica.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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O homem da casa (2)

por Ni, em 28.01.10

Antes de começar, devo avisar que este post não é para ser lido por maridos giros, queridos, inteligentes e amorosos. Pois, Bi, pisga-te e NÃO leias isto!!!

 

Eu tinha prometido aqui que haveria de falar dos defeitos do meu príncipe (quase) perfeito, mas a hesitação própria de quem só tem dois leitores, sendo que um deles é o tal príncipe, levou-me a ponderar acerca das consequências deste post. Ora, avisos feitos antes de começar e porque este blogue é meu, aqui vai: o meu príncipe não sabe fazer negócios. Falta-lhe qualquer coisa da arte de regatear. Ontem faltou-lhe duas vezes, mas eu só conto uma, porque a outra ainda vai a meio...

 

A realidade do Bi:

" - Vou ali comprar um disco para o meu portátil "(na altura, topo de gama - será que é assim que se diz  em relação aos PCs?). 

...

"- Afinal, comprei um portátil (?), porque era quase ao preço do disco".

 

A realidade:

Comprou uma coisa minúscula onde quase não se vê o que se está a escrever;

Gastou quase o dobro do que tinha previsto para o disco;

Continua sem memória para o portátil.

 

E isto porquê?

Porque toda a gente comprou. 

 

Amor, tu não és toda a gente. Essa coisa que compraste é para professore (a)s quase info-excluído(a)s que só utilizam o Word. 

 

Eu avisei! Não era para leres...

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

 

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Mudanças

por Ni, em 22.01.10

 

 

O outro lado da montanha está, novamente, em mudanças.

 

É o que dá estar em casa a tomar conta de um bebé que, de vez em quando, se porta bem e me deixa passear pelo blogo, já que passear na rua, com este frio, está fora de questão.

 

Já se podem ver algumas mudanças, mas o que me atormenta mesmo, agora, é saber como designar o meu marido, meu gajo, amor grande, L.A., bi, amorzão, homem da casa... 

 

Dúvidas, dúvidas, dúvidas...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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