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Esquissos

por Ni, em 27.09.11

Também não está certo abandonar assim os meus dois, vá lá três, leitores. A inspiração não me falta, nem tão pouco o assunto. O problema são as palavras que teimam em não querer ser lidas. Escorrem-me pelos dedos, em busca do teclado, mas escondem-se e tornam-se apenas minhas. Venho até cá, escrevo um post, guardo-o em rascunho; escrevo outro post, guardo-o em rascunho; no dia seguinte, mais um rascunho... Receio que O outro lado da montanha esteja a tornar-se num rascunho do outro lado da montanha {#emotions_dlg.barf}.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Como peixe na água

por Ni, em 03.09.11

O meu pequeno foi à piscina, a sério, com professora, touca e chinelos, pela primeira vez. Adorou. Eu também. Adoro as brincadeiras, o contacto corpo a corpo, aquela dependência-confiança, limpa de qualquer réstia de receio, nas mãos que o seguram.

Não é um peixe, como a irmã, que gritava, com quanto ar tinha nas pulmões, digo, nas guerlas, assim que a fazíamos sair da água ou que, ainda hoje, nos dias de piscina, acorda a falar na piscina e adormece a falar do próximo dia de piscina, como eu dizia, não é um peixe, como a irmã, mas, certamente, pelo que se viu, será um brilhante golfinho. 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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William Shakespeare

por Ni, em 02.09.11

"LADY MACBETH - (...) Mas quem poderia imaginar que o velho tivesse tanto sangue no corpo?" soam-me, gritantes, ameaçadoras, a propósito de limpezas de setembro. Mas quem poderia imaginar que tivéssemos tanto pó na casa?

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Bom Ano Novo!!

por Ni, em 01.09.11

Desde que me lembro de ser gente que o ano começa em setembro. Mesmo ainda em pequena, amava estes dias de cheiro a livros novos, de encadernações que tinham de durar todo o ano, de experimentar novas formas de escrever o meu nome, para chamar minhas às coisas novas. Era por estes dias de setembro que, chegada a casa, lia, ansiosamente, todos os livros novos, enquanto a minha mãe chamava por mim para terminar uma qualquer tarefa da casa. 

 

Mais tarde, setembro continuou a significar um ano novo, mas agora era já um mês apressado, de saber hoje à noite onde teria de ir viver amanhã. Terrível. Dias de ansiedade, mas, ainda, a representar um novo ano, novas terras, novas casas, novas pessoas, eventualmente, novos amigos, novos alunos, novas culturas, novas vidas.

 

Agora, setembro continua a trazer o início do ano, com as promessas de que a partir de hoje é que vai ser, os meus meninos regressam à escola, e compramos cadernos e bibes, e fazemos limpezas de verão, e, este ano é que vai ser, cuidado com a alimentação, ginástica a sério, casa sempre arrumadinha, roupa passada, os livros organizados, poupar algum dinheiro... É, este ano é que vai ser.

Pelo menos, até amanhã. {#emotions_dlg.happy}

 

...aqui, deste lado da montanha!

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Destaque no SAPO

por Ni, em 27.06.11

Queridos visitantes inesperados, chegados a O outro lado da montanha pelo destaque na homepage dos Blogs do Sapo, não percam tempo a ler posts à procura de encontrar um sentido neste blog. Este é um blog sem sentido. Não é um blog maternal, não é um blog romântico, não é um blog de família, não é um blog profissional, não é um blog de viagens, nem de receitas, nem político, nem cultural, nem de maledicência, nem cor-de-rosa, nem "hot"...

O outro lado da montanha é apenas feito de visões femininas do caminho até ao outro lado da montanha. Que culpa tenho eu que neste caminho haja filhos,  amor, laços de família, uma profissão, viagens, amigos, jantaradas, ideias, espectáculos, ódios de estimação, um lado bom da vida, sexo?!!...

 

Não compreendo como uma mulher pode tender só para ser anjo ou só para ser demónio. Eu sou um anjo negro, às vezes, um demónio branco; sou princesa e sou bruxa e O outro lado da montanha é reflexo de mim. Já o abandonei, matei, por causa de outras pessoas, mas, por causa de mim, voltei a ele.

 

Aos meus dois, vá lá três, leitores, que hão-de continuar a ler as minhas visões, mesmo depois do destaque, gosto que venham cá!!!

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Nespresso versus café

por Ni, em 13.06.11

Se este fosse um blog organizado, agora eu remetia os meus dois, vá lá três, leitores para o link de um outro post, onde eu escrevi que, rendida aos conselhos dos amigos e do marido, e vencida pelo lado estético da coisa, comprei uma máquina nespresso, no entanto, como o outro lado da montanha é meu, para mim, e eu sei que, contrariada, comprei uma máquina nespresso, e também porque não faço a menor ideia de qual é esse post, vamos ao café.

 

Admitamos, as máquinas nespresso são uma treta. Primeiro, encomendar café pela net não é prático. Se fosse, nós nunca teríamos de andar a pedir emprestado porque o nosso acabou de repente (e nós nos esquecemos de pedir mais), ou temos um jantar em que em vez de dois somos quatro (e nós íamos mesmo encomendar o café logo à noite). Segundo, o café é caro. O contra-argumento é que não é tão caro como num café. Pois, mas também ninguém se lembra de ir com vinte ou trinta pessoas pagar-lhes o café num café, certo? E para quem até costumava tomar o café em casa, claramente, é muito caro o café nespresso: 100 doses davam, cá por casa, para uma média de 40-50 dias. Ora, trinta e cinco euros parece-me quase empréstimo de carro para pagar... Terceiro, sempre que bebia um café, apetecia-me ir tomar um café lá fora. Não é que eles não sejam bons. São. São bons, assim como uma sobremesa, a saber a café, à base de café, feita com café...

 

Então, fiquei dois meses sem encomendar, passei pela Worten e comprei a máquina mais barata que lá estava (ainda sobraram dez euros). A máquina é péssima: de plástico, leve, pouco potente, mas o café é... um espectáculo! E não sabe a café... é café!

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Para lá da vontade

por Ni, em 05.05.11

Para lá da vontade, era necessário que eu tivesse tempo para vir aqui escrever umas coisas. Ah! e também era bom que tivesse algum dinheiro extra para viajar... Restam-me as viagens pelos caminhos dos meus sonhos e o esforço para arranjar uns trocados.

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Este inferno d'escrever

por Ni, em 23.03.11

Este vício d'escrever, quem mo pôs aqui na alma? 

Esta vontade sem dono, este desespero que me obriga, esta saudade que me vai, aos poucos, oprimindo, quem a deixou entrar em mim?

 

Esta alegre irresponsabilidade de voltar, quem a controlará?

 

Estou de volta!

 

...aqui, deste lado da montanha!

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Epitáfio

por Ni, em 10.02.11

Não é justo! Não é justo que te findes, assim, ainda tão inacabado. És um Quasimodo, feito de lágrimas, de sorrisos, de desabafos.

Confidente, amigo, psicólogo, anti-depressivo... custa-me ser a mão da tua morte...

 

Aos meus dois, vá lá três, leitores, deixo um adeus saudoso e carinhoso, porque, escrevendo para mim, não o fiz senão para vós, presenças adivinhadas nas palavras que deixei neste pedaço de caminho até ao outro lado da montanha.

 

No entanto, é preciso morrer para nascer de novo, quase diariamente, aqui, deste lado da montanha.

 

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Da vontade

por Ni, em 15.11.10

Da vontade imensurável de viajar, maior do que a possibilidade, surge o viagens e viajantes: uma tentativa de conjugação do verbo viajar. Não é uma partida de mochila às costas, solitária, antes a vivência de experiências a dois, por vezes a quatro, ou, eventualmente, em grupo!

 

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