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Lamento informar os meus dois, vá lá três, leitores que este post vai ser escandalosamente racional, rasando a provocação, por isso, não querendo ferir suscetibilidades, aconselho os mais sensíveis a parar de ler os parágrafos seguintes ou saltarem para isto, que vos faz melhor à alma.

 

Se, mesmo avisados, continuam a ler estas palavras, é porque não ligam assim tanto ao que eu aqui digo e, então, merecem ficar escandalizados porque eu tenho mais que fazer do que escrever para quem não me liga. 

 

Esclarecimentos feitos, tenho a declarar que isto de ser mãe está sobrevalorizado para além dos limites de uma qualquer linha do horizonte. Amo os meus filhos. Sou feliz quando os meus filhos são felizes. Sofro horrores quando eles sofrem. Para além disto, há a realidade de as mulheres gozarem as alegrias e as dores da maternidade desde a expulsão do paraíso. Não me parece que uma mulher por deixar de ter vida própria e passar a viver a vida de um filho o ame mais do que eu. Também não me parece que uma mulher, por ser mãe, possa ser mais ou menos feliz; como diz alguém que eu conheço: há diferentes tipos de amor... e eu acrescento: há diferentes tipos de felicidade. 

Incomoda-me que, a partir de certa altura, quando encontras uma amiga, duas, ou três, as conversas não fujam de conversas de filhos, sobre os filhos, à volta dos filhos. Incomoda-me tanto como me espanta, de espanto bom, ingénuo e doce, a alegria dos olhos da minha filha quando ontem conseguiu, pela primeira vez, andar na bicicleta sem rodinhas. Para além desse momento único não há mais nada a dizer. Para além desses momentos, ser mãe está sobrevalorizado. 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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1 comentário

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De Planeta XXI a 08.05.2012 às 19:10

Não considero de todo que tenhas dito alguma heresia. Apenas, parece-me que que vivemos numa sociedade, ou parte dela, cujo o mungo gira à volta dos filhos, sobre os filhos, colocando-os em redomas de vidro, e tudo o que é ao lado desses pseudo-dogmas, pode causar escândalo; a mim não, porque nunca percebi a lógica das mulheres que colocam tudo e todos à sua frente, vindo ela lá no fundo da fila. Eu sou a antítese disso tudo. Se calhar estou inclusive no outro extremo… enfim, mas concordo com o que disseste no post. Se calhar verbalizaste o que muitas pensam, mas têm vergonha de assumi-lo, sob pena de serem censuradas.

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