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Sinto um nó na garganta, uma comoção que parece crescer à medida que o dia passa. Estou, parece-me, enamorada.
Tenho dias assim, felizes, apaixonados, em que sinto o sangue aquecer-me as faces, o coração a bater mais depressa, e uma vontade de dizer a todos que és o meu amor.
De repente, volto a ter 18 anos, volto a ver-te passar por mim, volto a achar-te giro, volto a correr atrás de ti, para, depois, não te ligar, fingir-me desinteressada para que procures por mim. Sou, de novo, uma menina a querer aprender a ser mulher contigo. E tu és o rapazito a aprender a ser homem comigo.
Gosto de ti, sabes? De vez em quando, apaixono-me por ti desta maneira inexplicável. Gosto desta relação de amigos-cúmplices-amantes. Gosto desta relação em que todos os dias aprendemos a ser uma família. Gosto de te ter ao meu lado, gosto de estar ao teu lado, gosto de ti e gosto da pessoa que sou por gostar de ti.
Às vezes pergunto-me se as coisas mudarão e acho que sim, e sei que sim. Não serei a mesma e tu não serás o mesmo, tal como não somos, hoje, os mesmos de há 18 anos atrás, mas, no fim de contas, tenho a secreta certeza que tudo farei para, de vez em quando, acender esta paixão, já que este amor não se extingue.
...aqui, deste lado da montanha.