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Primeiro passo para escrever uma tese de mestrado: escolher o tema,.

O tema não foi difícil, tinha de ser da área, mas de todas. Dar-me asas. 

Ah! - disseram-me - não sabes no que te vais meter! Todos julgam saber alguma coisa sobre o assunto, mas ninguém sabe nada...Estás a atirar-te para areias movediças...

Ouvi o que me disseram? Não! Que eu sou teimosa e nem que fosse por teimosia não haveria de mudar de tema...

 

Segundo passo para escrever uma tese de mestrado: escolher um orientador.

Então, quem vais tu escolher para orientadora, Ni? Será aquele professor queriducho que tem o dom da palavra e que sabe tantas coisas sobre assuntos tão do teu agrado? Ou aquela outra professora que até conheces pessoalmente e com quem tens relações tão cordeais? Ou uma outra qualquer certinha, certinha para tu poderes culpar do atraso no cumprimento dos prazos, pois que demasiado certinha, certinha?

Não! Nada disso. Simples demais. Escolhes a única professora rotulada com um grau de desorganização a rasar a loucura. Portanto, aguenta os olhares de assombro - e desconfiança incrédula - quando admites que não senhor, não te foi impingida, foste mesmo tu que a escolheste.

É o melhor que se pode esperar por escolheres uma alma que é bruta que nem pedras e capaz de, em simultâneo, usar uma saia com cornucópias, uma camisa às riscas e um casaco de xadrez escocês, sendo que em nenhuma das peças há uma única cor que se repita...

Tirando isso, adoro-a (ainda!)!

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

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Os meus dois, vá lá três, leitores, devem lembrar-se da minha paixão por suculentas, resilientes e fortes, que são mais do que aprentam, proporcional ao desinteresse por flores, fugazes e efémeras, que, na verdade, só aprentam ser lindas, mas que nos desiludem assim que deixam de ser o centro das atenções. E sim, ainda estou a falar de flores e catos... 

Mas a dúvida começa a assaltar-me ,e a vontade (necessidade?)leva-me a pensar que talvez... com jeitinho.

Ou isso ou a realidade de me deparar com a necessidade de levar flores para enfeitar uma campa de alguém que não gostava de catos. E reparem que, se soubesse que ela gostava de catos não teria nenhum problema em lá colocar uns catos. Durante anos, deixei na campa da tia um vaso com um cato ( que alguém roubou, do cemitério!!, mas isso são histórias para outros posts), mas eu sabia que a tia adorava catos...

Preciso de flores no meu jardim! Vai daí, toca a pesquisar ,que as flores são exigentes: é preciso planear, ver da terra, e da rega, e do sol, e do vento e das que são de inverno, e das que são do verão... nada que se compare a um pedaço de folha atirada sobre uma pedra, onde caem uns salpicos do lava-mãos de vez em quando... e donde resultam milagres de sobrevivência.

Portanto, depois de exaustiva análise e estudo, já tenho com que me entreter.

Para já, cabe-me a tarefa de distinguir estas duas ou três, que parece que se me apressar ainda vou a tempo de as plantar.

As alegrias-da-casa (que nome mais catita! )

alegria do lar.jpg

 

os ciclamens (homens que andam de bicicleta?)

CICLAMEN-4.jpg

 

as frésias

FRESIAS-2.jpg

 

os narcisos (não os são todas as flores?)

NARCISO-4.jpg

 

e as túlipas (num arranjo TÃO original!)

TULIP-17.jpg

 Portanto, que elas me parecem iguais, parecem, mas que são diferentes, são.

Árduo caminho pela frente...

 

As imagens foram todas retiradas deste blog ótimo para quem quer aprender a distinguir flores.

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Sobre rodas

por Ni, em 05.01.15

Vocês sabem lá o quanto eu gosto de viajar? A.D.O.R.O.! E agora, estou aqui a tentar ter algumas ideias para escrever nas páginas que continuam em branco da tese do Mestrado e só penso no passaporte estacionado ali na garagem. 2015 trouxe-me um passaporte com visto para muitos caminhos. 

 

O batismo já está feito. Ainda sem grandes equipamentos, porque a "bichinha" foi cara e não sobrou grande coisa das poupanças para os acessórios dos viajantes, mas com um bocadinho de boa-vontade e alguns improvisos na roupa lá fomos. Seguimos até Sintra, ao famoso Cabo da Roca. Afinal, diz-se que motociclista que é motociclista vai ao Cabo da Roca. Não fomos ao domingo, porque, já se sabe, somos motociclistas em part-time.e temos sempre de prever babysitter, para dois!! Assim, a alternativa é fugir durante a semana, tirar um dia de férias a dois, e partir!

images.jpg

Agora, estou ansiosa para lhe pôr as mãos em cima, mas antes, prometi ao marido , tenho de ter umas aulinhas para ver se andar de mota é como andar de bicicleta e não se esquece, ou se tenho de aprender tudo outra vez...

Mas, certo, certo, certinho é que em 2015 vou andar de mota!! Aos 40, com a mesma vontade dos 20, mas muito mais vivida!!

 

mota.jpg

 

...aqui, deste lado da montanha. 

 

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A dieta do ano novo

por Ni, em 04.01.15

Todos sabem, pelo menos todas as meninas sabem, que o ano só começa quando se inicia a dieta, aquela que é a sério, porque se começou logo no segundo diazinho do ano ( o dia um ainda não conta, que é feriado e tal e há sobras do reveillon e escasseia a falta de vontade). Mas este ano, eis que os planos são adiados dia atrás de dia, pois que o ano parece que só vai começar a sério no dia 5, que dia 2 foi sexta-feira, motivo mais do que válido para festejar, o dia 3 foi sábado, e ainda há tantos amigos com quem jantar, e o dia 4 é domingo, e isso diz tudo, porque ninguém começa uma dieta a um domingo, havendo amanhã uma segunda-feira...

Assim sendo, adia-se a dieta, adia-se o começo do ano. E, já agora, adiam-se as tomadas de decisões importantes que vão mudar toda a tua vida e que haveriam de durar pelo menos até meio do mês de janeiro, quando te apercebes que na tua conta o saldo já é negativo e que só por isso não vais viajar mais, não vais ter mais livros, não vais para o ginásio, a sério, a sérinho, e o mais provável é que acabes por comer o que tens nos armários, esquecendo-te das dietas onde não pode entrar o arroz ou os enlatados e os ovos estrelados...

Assim, em 2015 não vou fazer dieta. 

Planos para 2015? Só depois do final do mês!

 

...aqui, deste lado da montanha.

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No dia em que parece que mais alguns iluminados chegaram à conclusão que aquilo que era privado no facebook afinal não era tão privado assim (a sério?!! Acreditam mesmo que colocam seja o que for  numa coisa que se chama World Wide Web e que são os únicos do mundo? É o cúmulo do  egocentrismo!!), e sabendo-se do meu ódio de estimação pelo facebook, vejo-me obrigada a render-me à evidência de que o facebook cria uma realidade à qual muitos já não conseguem fugir.

Já me tinha deparado com a situação, réplica do que há uns anos acontecia, mal!, com a wikipédia, de alguns entendidos em certos assuntos que terminavam a argumentação com um "eu li no facebook" ou "vi num vídeo no facebook" e tu rendes-te perante tal argumentação tão válida como "eu bem sei que o sol anda à volta da terra, que eu bem vejo e não sou cego..", mas eu sou inadaptada com estas coisas do dito facebook e ainda acreditava que quando um casalinho tão feliz, tão feliz, publicava fotografias sempre tão lindas, tão lindas, com comentários tão amorosos, tão amorosos, SÓ tinha mesmo um problema qualquer com a sua privacidade.

Depois, um dia, não vou dizer qual, fomos a uma festa, e chegámos, eu, o marido e não, não tirámos fotografia para publicar. O casalinho feliz tirou. Durante o jantar, conversámos tanto quanto nos foi possível, entre miúdos que queriam atenção e amigos com quem queríamos partilhar momentos. O casalinho feliz disse-se um "passa-me a garrafa do champagne", porque os finos dizem champagne, mesmo quando bebem espumante. Depois do jantar dançámos como loucos, juntos, a sós, e bebemos, e tirámos fotografias, que não publicámos no facebook. O casalinho feliz esteve separado o tempo todo, ela de telemóvel na mão (o tempo todo! nem sabia que os telemóveis aguentavam tanto tempo ligados...), ele a olhar para os que dançavam. 

Três dias depois quando abri o facebook, verifiquei que eles tinham quase 80 gostos na foto que publicaram a dois quando chegaram à festa...

Não sei se somos mais felizes do que o casalinho feliz. Sei que o que somos felizes é o que somos felizes, não o que publicamos, nem a quantidade de gostos que nos fazem.

os momentos de maior felicidade são aqueles em que por razão nenhuma dançamos a quatro uma qualquer música que está a passar na rádio. Não há fotografias, nem facebooks, nem publicações. Mas garanto-vos que estes momentos existem.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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