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E para comer??

por Ni, em 19.03.13

Os meus dois, vá lá três, leitores devem julgar que o segredo está na comida, que eu só devo comer carne de cavalo, ou só devo beber água de chuva, ou só como de 77 em 77 minutos...

 

Nã, a menina Ni continuará a comer tudo, porque, se bem se lembram, eu disse logo que adoro comer. Mas o meu tudo é muito assim: dois copos de água morna em jejum, porque tenho sede, uma caneca pequenina com leite magro e cereais integrais e um quivi ao pequeno almoço, porque sou pessoa de hábitos, um iogurte magro, porque não gosto dos normais, ao meio da manhã e da tarde, ou uma fruta, ou sandes de fiambre de peru, ou as três coisas e, claro, um chá, porque sou apaixonada por chás. Sopa, sempre. Todas as refeições - há sempre sopa cá em casa - legumes, e peixe, e carne, sem sobremesa, sem fritos, porque não gosto, dos fritos, entenda-se.

 

Doces e bebidas alcoólicas estão reservados para as festas, fins de semana, jantaradas com os amigos. E pronto, parece simples, mas nem sempre é, porque sou gulosa, porque gosto de comer!!

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É que eu adoro o dia do Pai!

por Ni, em 19.03.13

Eu sei, eu sei, o dia do pai, e o dia da mãe, e o dia dos avós, e do resto da família tornou-se comercial e todos os dias são bons para dar um beijo ao pai, e à mãe, e à avó, e ao piriquito, mas eu gosto destes dias. Gosto mesmo. 

 

Gosto do dia do pai, porque acordo já a pensar no meu pai, e telefono-lhe, e penso que o amo, e que é mesmo o melhor pai do mundo. Bem, o pai dos meus filhos também vai no bom caminho...

Gosto destes dias, sim, porque gosto de dar alguma coisa às pessoas que amo. Não importa o quê.

O meu pai, por exemplo, sempre deu tanta importância a um postal, como a um livro ou a uma máquina qualquer, que ele nem sabe bem para que serve. 

E agora, confesso, AMO as prendinhas que os meus filhos nos dão nestes dias, feitas por eles, ou pelas educadoras sob a vigilãncia deles {#emotions_dlg.tongue}, que importa? Há tanto prazer em fazer os outros felizes. Ontem, enquanto pedia a opinião da miúda acerca da camisola que eles iam oferecer ao papá, ela respondeu-me "ahhhh... escolhe tu, eu já fiz duas prendas para o papá!"

À medida que o baú das prendinhas dos dias do pai e da mãe vai começando a ficar pequeno demais, o amor vai continuando a ficar maior.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Bem, hoje quase, quase, que quebrava, logo assim à nascença, o meu programa menos quatro quilos em quatro meses. Manhã inteirinha de relatórios, tarde inteirinha de reuniões - acreditam que não tive sequer tempo para ir à casa de banho?- e, chegada a casa, jantar para fazer, dois cestos de roupa para passar, e cansaço, tudo em mim cansaço!

 

E, de repente, o homem da casa, a provocar-me "calça os ténis, vai correr!". E , de repente, eu a pegar uma musiquinha, o meu cardiofrequencoiso e a pôr-me a andar, digo, correr. 

 

 

Foram só 25 minutos de corrida e marcha acelerada, mas ainda tenho tês meses e 29 dias, para chegar lá {#emotions_dlg.lol}

Dois ou três avisos, diz quem sabe, que eu disto não sei nada. Ténis apropriados para correr, com caixa de ar, diz quem sabe, os meus são velhinhos, velhinhos, mas vão-se aguentando; cardiofrequencímetro, porque as pernas e o coração têm de andar de braço dado, o que é uma imagem meio estranha, mas ideal; e o saquinho próprio para correr, que é o adereço que faltava, para a minha música, que dá "pica", o telemóvel, para as emergências, e a água, claro!, porque hidratação é fundamental... 

Parece-me que me faz falta, agora, um refletor, dizem...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Sem desculpas

por Ni, em 17.03.13

Hoje era o dia certo para passar das palavras aos actos, como tinha anunciado aqui. O melhor dia para recomeçar a atividade desportiva é sempre um dia em que não se tem tempo para ginásios, em que a chuva não nos deixa ir lá para fora correr ou andar de bicicleta, em que estamos sozinhos com os dois miúdos desocupados. Ultrapassado o dia de hoje, todos serão mais fáceis!

 

O tempo foi o de procurar em todos os cantos todos os objetos empoeirados que deviam servir para fazer ginástica e transformar a sala em ginásio. Afinal, acabei por não usar nada, porque, para nos mexermos, não é assim tão importante termos material...

 

Eu confesso, nestas andanças do desporto, tenho dois factos a meu favor: primeiro, gosto muito; segundo, faço exercício desde que me lembro, sempre de uma forma mais ou menos regular, desde aeróbica, step, dança, natação, hidroginástica, manutenção, pilates, spinning, body combat, karaté, enfim... fui-me adaptando ao que havia nos diferentes lugares onde estive a trabalhar. Parecendo que não, há duas ou três coisas fundamentais que se aprendem com a prática: a necessidade de fazer um bom aquecimento;  a importância dos alongamentos finais e um cuidado especial com a postura.

 

Tirando isso, pus o CD de música da miúda, selecionei 2 ou 3 vídeos no youtube e foi só acompanhar. Resultado: 45 minutos de saltos, dança e suor! Claro que hoje tive companhia, mas, principalmente, foi divertido!

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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A dieta da Ni

por Ni, em 17.03.13

Não faço dieta. Contrariamente ao que se poderia pensar, pela minha alusão aos meus dois, vá lá três, quilos a mais, não faço dieta. Mas tenho uma dieta.

A minha dieta é um comprmisso entre comer o que gosto e sentir-me bem.

Eu gosto de comer. Gosto muito de comer; não imagino que tivesse de deixar de o fazer. Mas sou vaidosa - não o somos todos? - e gosto de me olhar no espelho e de me sentir bem. Não é estar magra, até porque eu nunca serei magra, nunca fui. Fui uma bebé bucha, foi uma menina gorducha, fui uma adolescente grande e, confesso, no limite, hoje sou uma falsa magra, atendendo mais ao que todos acham ser normal (e é gordura) do que aos números. 

 

Engordo, quando como muito e faço pouco exercício; emagreço, quando como pouco e faço muito exercício. Uma regra simples que teoricamente todos dominam. Não há nada de novo nisso, não há magia, nem facilidades, nem truques. Aqui, só um segredo, um único: tenho tanto prazer a fazer exercício como a comer, e, sim, isso implica que também não imagino que tivesse de deixar de o fazer.

 

Como porque gosto e isso me faz feliz. Mexo-me porque gosto e isso me faz feliz. Um compromisso entre dois prazeres.

 

Por vezes o equilíbrio dos prazeres estremece e eu não preciso de olhar para a balança para saber que preciso de comer menos e fazer mais exercício. Isso sente-se. Físicamente e na alma. 

 

E eu podia dizer que não tenho tempo para fazer exercício e estaria a mentir , como mentem aqueles que dizem que não têm tempo para ler. Posso não ter tempo para ir ao ginásio, ou às aulas de grupo (que eu adoro!), ou andar de bicicleta, ou correr... mas isso seria mentira. Há sempre meia hora para saltar atrás de uma janela, ou dançar em frente a um ecrã...

 

E hoje é o dia zero. O dia ideal para começar a repor o equilíbrio que anda meio desconfigurado, pelas imposições do tempo. Hoje é o dia ideal, porque não tenho tempo... se o conseguir hoje, conseguirei, também, amanhã. Quatro meses até ao verão, quatro quilos para perder. Quem alinha?

 

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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as palavras por detrás da imagem

por Ni, em 17.03.13

Sabem bem, ou pelo menos desconfiam decerto, que não acredito nada nessa história da imagem que vale mil palavras. As palavras são tão múltiplas que nunca poderiam ser só mil. Mas hoje, sem tempo para estas palavras. Deixo-vos a imagem e corro para as outras mil, e mais mil, e mais mil, e mais mil... palavras.

 

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máscaras de mudança

por Ni, em 17.03.13

Somos assim, geralmente, aversos à mudança, desconfiados de tudo o que implique novidade. Não sei se é por termos debaixo da pele traços de portuguesices ou se é, apenas, porque somos humanos.

Não  sou tão diferente de todos, apenas guardo para mim a desconfiança face à mudança e permito-me ser tão fácil de convencer a mudar que até dói! Basta só, só, dizerem-me que é melhor, mais fácil, mais rápido, palavras mágicas para que me vá pôr experimentar. 

Os professores deviam ser assim com tudo. Ensinar é isso mesmo: rasgar as bases de qualquer coisa tida por certa. Ensinar é mudar. Aprender é mudar.

 

Deviam ser, mas não são... Tenho colegas presos a ontem sem perspetivas de amanhã. Velhos do Restelo, com pouco mais de 30 anos.

Que a nossa vida está difícil, que somos mal vistos, que somos mal pagos, que não nos respeitam... Está bem. Mas não deixo que me levem a vontade de aprender, de saber, de melhorar.

 

  

Vem isto a propósito de uma formação a que fui, dada por colegas meus, sobre um projeto pseudo-novo com computadores e, não, não vou criticar, não vou comentar. Ou talvez comente mais tarde... Mas serei SÓ eu que acho, no mínimo, estranho ir a uma ação sobre computadores, em computadores, em que até é requisito levar-se o computador próprio, e a primeira coisa que fazem é distribuirem-nos apontamentos em papel??? Alô??!!! Raio de velhos do Restelo mascarados! São os piores!

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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o demónio das palavras

por Ni, em 14.03.13

O problema de os outros demónios é que a escrita pode ser, a seco, indigesta. E as pessoas podem pensar que não concordam comigo, ou, pior ainda, que concordam comigo, que eu não estou bem, ou que estou bem demais, e isso, na escrita, é uma verdade tão verdadeira como a possibilidade de eu me vir a tornar astronauta. Tudo o que se escreve é um lado de nós que nunca, nunca, somos nós. O que escrevemos é sempre aquilo que queremos que os outros leiam, porque a escrita tem essa magia de ser sempre para alguém.

Muitas vezes, vezes demais, releio o que escrevi e não me parece meu. Uma palavra, num instante, e toda ela é toda outra, quando ultrapassa a fronteira de escrita a lida.

 

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fUTILIDADES

por Ni, em 13.03.13

Levada por impulso meio franciscano (o que faz hoje todo o sentido dizer-se, porque isto do representante de Deus na terra ter sido escolhido e ser um Francisco, deve ser, é quase certo, culpa da crise que atravessamos), decidi, pois, no início de setembro não comprar roupa nem calçado, durante um ano. Sim, fui tomada por um acesso de loucura, mas posso garantir-vos que até agora tenho-me aguentado bem, ou seja, sobrevivi à custa do aniversário e Natal... Por eu não comprar não quero dizer que os outros não o façam, e fiz questão de implorar, pedir, sugerir, a todos que me oferecessem os ditos bens...

As vantagens são inegáveis. Já descobri duas ou três camisolas que nem me lembrava que tinha; passei a usar as botas que só usei uns meses durante a primeira gravidez, há sete anos atrás, e que toda a gente pensa que são novas, porque estão super na moda; tenho uma razão suplementar para ter cuidado com os quilos a mais, e isso é bom, é muito bom, ou corro o risco de não entrar nas calças, o que seria o meu fim {#emotions_dlg.tongue}.

 

À parte isso, SOCORRO!!! 

 

E ainda falta tanto para o dia da mãe... (suspiro!)

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Era uma vez um reino

por Ni, em 13.03.13

Miúdo, entre duas colheres de cereais, enquanto olhava carinhosamente para mim, doente e prostrada, tentando animar-me:

- O teu nariz é o rei, mamã!- disse-o assim, todo inflamado, o elogio maior que se podia fazer a uma mãe. E eu, derretida, a pensar que orgulho no meu grande, que digo eu?, enooorme nariz.... 

  

Para ler: Cyrano de Bergerac, o texto dramático, entenda-se, de Edmond Rostand, em francês, porque  se perde demais em traduções.

  

"LE VICOMTE DE VALVERThaussant les épaules
Il fanfaronne !
DE GUICHE
Personne ne va donc lui répondre ? ...
LE VICOMTE
Personne ?
Attendez ! Je vais lui lancer un de ces traits ! ...
Il s'avance vers Cyrano qui l'observe, et se campant devant lui d'un air fat.
Vous.... vous avez un nez... heu... un nez... très grand.
CYRANO, gravement
Très.
LE VICOMTEriant
Ha !
CYRANOimperturbable
C'est tout ? ...
LE VICOMTE
Mais...
CYRANO
Ah ! non ! c'est un peu court, jeune homme !
On pouvait dire... Oh ! Dieu ! ... bien des choses en somme...
En variant le ton, -par exemple, tenez
Agressif : "Moi, monsieur, si j'avais un tel nez,
Il faudrait sur-le-champ que je me l'amputasse ! "
Amical : "Mais il doit tremper dans votre tasse
Pour boire, faites-vous fabriquer un hanap ! "
Descriptif : "C'est un roc ! ... c'est un pic ! ... c'est un cap !
Que dis-je, c'est un cap ? ... C'est une péninsule ! "
Curieux : "De quoi sert cette oblongue capsule ?
D'écritoire, monsieur, ou de boîtes à ciseaux ? "
Gracieux : "Aimez-vous à ce point les oiseaux
Que paternellement vous vous préoccupâtes
De tendre ce perchoir à leurs petites pattes ? "
Truculent : "Ca, monsieur, lorsque vous pétunez,
La vapeur du tabac vous sort-elle du nez
Sans qu'un voisin ne crie au feu de cheminée ? "
Prévenant : "Gardez-vous, votre tête entraînée
Par ce poids, de tomber en avant sur le sol ! "
Tendre : "Faites-lui faire un petit parasol
De peur que sa couleur au soleil ne se fane ! "
Pédant : "L'animal seul, monsieur, qu'Aristophane
Appelle Hippocampelephantocamélos
Put avoir sous le front tant de chair sur tant d'os ! "
Cavalier : "Quoi, l'ami, ce croc est à la mode ?
Pour pendre son chapeau, c'est vraiment très commode ! "
Emphatique : "Aucun vent ne peut, nez magistral,
T'enrhumer tout entier, excepté le mistral ! "
Dramatique : "C'est la Mer Rouge quand il saigne ! "
Admiratif : "Pour un parfumeur, quelle enseigne ! "
Lyrique : "Est-ce une conque, êtes-vous un triton ? "
Naïf : "Ce monument, quand le visite-t-on ? "
Respectueux : "Souffrez, monsieur, qu'on vous salue,
C'est là ce qui s'appelle avoir pignon sur rue ! "
Campagnard : "Hé, ardé ! C'est-y un nez ? Nanain !
C'est queuqu'navet géant ou ben queuqu'melon nain ! "
Militaire : "Pointez contre cavalerie ! "
Pratique : "Voulez-vous le mettre en loterie ?
Assurément, monsieur, ce sera le gros lot ! "
Enfin parodiant Pyrame en un sanglot
"Le voilà donc ce nez qui des traits de son maître
A détruit l'harmonie ! Il en rougit, le traître ! "
– Voilà ce qu'à peu près, mon cher, vous m'auriez dit
Si vous aviez un peu de lettres et d'esprit
Mais d'esprit, ô le plus lamentable des êtres,
Vous n'en eûtes jamais un atome, et de lettres
Vous n'avez que les trois qui forment le mot : sot !
Eussiez-vous eu, d'ailleurs, l'invention qu'il faut
Pour pouvoir là, devant ces nobles galeries,
me servir toutes ces folles plaisanteries,
Que vous n'en eussiez pas articulé le quart
De la moitié du commencement d'une, car
Je me les sers moi-même, avec assez de verve,
Mais je ne permets pas qu'un autre me les serve."


Cyrano de Bergerac (acte 1, scène 4), Edmond Rostand

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