Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A minha princesa ontem foi ao cinema pela primeira vez. A minha princesa tem quatro anos, acabadinhos de fazer. A mãe da minha princesa foi ao cinema (na verdadeira acepção da palavra, e não enquanto sinónimo de projecção em lençol branco, no salão de bailes da aldeia) aos dezoito anos.
A geração dos meus filhos tem de ser boa, tem de ser, não posso não acreditar nisso. E, ao pensar nisso, uma pessoa fica cheia de expectativas, é como se lhe estivesse a dar o mundo.
E, para além desta alegria e inveja, tive outras invejas. Do pai, que pôde ir com ela, enquanto eu tomava conta do beberrucho. E dela, que pôde ir com o pai, sozinha... Percebem? Eu e o pai? Sozinhos?!! Isso, ainda, existe???
...aqui, deste lado da montanha.
Eu nasci para ser rica, mas alguém se esqueceu de que preciso de dinheiro para ser rica. Assim, de vez em quando, sou assolada por riquice aguda e faço loucuras, como a que fiz hoje. Mas, pronto, o meu homem, como qualquer leão que se preze, até gosta, lá vai fazendo uma horitas extra para, quando tenho estas crises, colmatar a falta do dinheirito.
Amor, vais ficar a saber que aconteceu um fenómeno inexplicável e que, em vez do fim-de-semana no dia de não se sabe bem quando no hotel mais ou menos, vamos passar o fim de semana da Páscoa no CS Salgados.
Já está! Agora é esperar pelas consequências... Se eu não voltar a escrever nada no blog, é porque ele não gostou nada da ideia e está farto de uma mulher pobre com aspiração a rica.
...aqui, deste lado da montanha.
Este post é, sem qualquer dúvida, resultado dos dias e dias fechada em casa, a tomar conta de um pequeno ser com o qual só consigo ter conversas cujas respostas são, no máximo dos máximos, gu-gu, gá-gá. Isto, claro, quando está bem-disposto, porque isto de ser homem começa logo a definir-se à nascença, contrariamente às minhas expectativas. Por isso, o pirralho só me responde se falo de rabinho (cócó) ou maminhas (leitinho), porque quando lhe pergunto se estou gira ou o que ele acha da economia cá de casa, cala-se bem caladinho...
Como eu dizia, este post é, então, resultado da quarentena a que me vejo obrigada. Desculpem lá a ausência de criatividade, mas dei comigo a pensar "E se pudéssemos durante 24 horas fazer tudo o que quiséssemos, dizer tudo o que quiséssemos, sabendo que isso não teria qualquer consequência, uma vez que essas horas seriam apagadas das nossas vidas e voltaríamos ao momento zero?" O que é que faríamos? O que diríamos? A quem?
Já agora, e como diz o outro, vale a pena pensar nisto...
...aqui, deste lado da montanha.
Há o CS São Rafael, onde quero, um dia, ir parar, e há o CH Caldas da Rainha, onde, sem querer, acabo, sempre, por ficar... Terça-feira tive novamente direito a uma estadia grátis de dois dias e uma noite, com meia pensão.
Versão rápida:
9:30 - O bébucho tem dificuldades em respirar, engasga-se, tosse, pia. Aflijo-me.
10:00 - Tosse, engasgos, pios. Pânico. Pego no que está à mão e corro para as Urgências.
...
Bem, a versão rápida já ia tão longa, que resolvi fazer a versão blog, esperando que entendam:
Raio-X, aerossol, petéquias,medo, análises, febre, angústia, repetição de análises, internamento para observação, pânico, refeições apressadas na cantina do hospital, monitorização dos batimentos cardíacos, tristeza, otorrino, alta às 15:00 de ontem.
Já disse antes, mas agora é dose dupla: os nossos filhos não deviam adoecer nunca. NUNCA.
Agora, tirando a tosse, a disfonia e o nariz entupido, está bem.
E eu até já consigo imaginar a troca do CH pelo CS: check-in, alegria quase histérica,piscina, spa, boa-disposição, jantaradas bem demoradas, s.m., pequeno almoço de rei, massagem, banhos de sol, check-out. Era bom, não era? Fica aqui a vontade.
...aqui, deste lado da montanha.
E não vou escrever sobre livros...
(embora o livro também seja muito bom, pelo que já li...)
Eu não vou deixar o outro lado da montanha.
Um outro lado de mim, a bem das minhas relações, vai até outro lado.
É a história da boazinha e da boazona. Não cabem aqui as duas. Então, a dos saltos altos foi dar uma volta...
Numa troca de comentários com a travessa percebi o óbvio: uma parte de nós pode estar noutro lado. E se, por acaso, alguém te descobre, no teu cantinho, podes sempre dizer: essa não sou eu... eu nem uso saltos altos...![]()
...aqui, deste lado da montanha.
Não, o título não está errado, e também não decidi ajustar contas com o passado...
Como sabem (ou talvez não), este mês celebrar-se-á a passagem do ano chinês, a 14 de Fevereiro. E eu já me ando a entusiasmar para essa festa pessoal e introspetiva que decidi começar a celebrar o ano passado.
Passo a explicar.
O início de 2009 foi, como a maioria dos meses de Janeiro da minha vida, triste, macambúzio, frio e mal-humorado. Mas, o ano passado, levada por uma aventura da minha manita que me deu a conhecer que a passagem do ano chinês só se celebraria em Fevereiro e empurrada por um mau-humor que se entranhara em mim a ponto de eu própria não me suportar, decidi recomeçar o ano em Fevereiro, fazendo de conta que Janeiro não existira e, tomando todas aquelas grandes decisões que se tomam, normalmente, entre uns copos de espumante. Ora, a verdade é que o facto desta celebração ser só minha e de, contrariamente à que acontecera um mês antes, não estar condicionada por álcool e aparências, fez com que as minhas "promessas" fossem no bom caminho e, principalmente, deu-me um fôlego de optimismo.
Foi, pois, com uma grande, grande alegria que hoje, primeiro dia de Fevereiro, vi o sol brilhar desta forma. É um sol brilhante que sorri para mim, mesmo a chamar-me até ao outro lado da montanha dos projectos que traçarei para 2010, ou melhor,... para o ano do tigre!
...aqui, deste lado da montanha.