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Já algum tempo que isto se vem repetindo: sempre que o maridinho está de serviço a Pompinhas adoece ou fica com febre ou eu não consigo dormir ou fico indisposta. Agora, com esta barrigana grande, já estava a ficar um pouco assustada a imaginar que a noite iria ser terrível.
O dia foi... grog... nem sei explicar. Um ataque de sono tão grande que tive de dormir a sesta de manhã e de tarde (ainda bem que estou de baixa, caso contrário adormecia nas aulas). Fui buscar a Pompinhas e, assim que chego a casa, começa uma tal tempestade: chuva, trovoada, falhas na luz ... e no Panda! Claro que não é fácil explicar-lhe tudo isto. Anda à minha volta a lamuriar-se que tem medo, que o Papá não está em casa, que vem o escuro... E eu a ver mais uma noite sem dormir, sem luz, mas com muita água...
Depois de uma breve passagem pelo quarto das princesas, para uma brincadeira de distrair, sempre acompanhadas da lanterna, a chuva pára e a trovoada ouve-se já muito longe. Já só há vento.
E a noite??! Uma maravilha. Sem espinhas. Dormir, dormir, dormir. Apenas dois sobressaltos: uma melga, que assassinei depois de uma longa caçada, porque o caçador oficial das melgas cá da casa não estava; e a mensagem do Bi às três da manhã preocupado connosco, porque aquilo lá pela Ota estava fogo, ou melhor, água... Parece que a tempestade fugiu daqui para lá.
Sobrevivemos todos a mais um serviço, mas o maridinho chegou há pouco e teve de ir dormir.
A improbabilidade era de 99 em 100, mas o 1, por vezes, vale mais do que 99. No centro comercial de Torres Vedras:
- Olá! (grande sorriso, como sempre lho conheci) Estás boa? (dois beijinhos)
- Tudo bem? (retribuo)
- Por aqui?! (faço cara de espanto a querer dizer "pois, eu sou daqui...) Estás outra vez assim? (aponta para barriga e faz-lhe um mimo, sempre com o tal sorriso aberto, de quem esteve comigo ontem à tarde)
- É. E tu? Trabalhas aqui, agora?
- Não. Vim a uma reunião. (Aponta para o Jumbo)
- Nunca mais deste notícias...
- Pois, é a vida... (sorriso)
- Hum...
(constrangimento)
- Tchau. Beijinhos.
- Tchau!
Este encontro realmente aconteceu??? Esta pessoa existe?
Resultado da consulta de ontem: o Rafael está óptimo, sem vontade de vir mais cedo. As dores que sinto debaixo da barriga são porque ele está todo encaixado; o líquido é urina, uma vez que a médica mediu o líquido amniótico que existe em suficiente quantidade; sem esquecer que o meu pequeno exibicionista, mais uma vez, fez o favor de se mostrar em poses pornográficas... Fiz um CTG, para planear a próxima consulta (7 ou 15 dias) e, para além duma pequena "irritação" - seja lá o que isso for - o resultado foi "tranquilizador". "- Volte cá daqui a 15 dias e descanse!"
Ah! A minha anemia está a querer desaparecer. Continuo o tratamento.
Vim muito satisfeita da consulta.
As insónias repetem-se pelas mais variadas razões: ansiedade, fome, sonhos, e, claro, Pompinhas... Hoje, depois de ter demorado mais de uma hora a adormecer, às duas da manhã ouço:
- Mamã!
-Já vou!!
- Fica aqui comigo.
Deito-me ao lado dela e mando-a dormir. Cinco minutos depois:
- Tenho fome!
- Não tens nada. Dorme.
- Tenho sim. Quero leite!
Levanto-me. Aqueço-lhe o leite. Ela bebe-o e mando-a dormir. Cinco minutos depois:
- Tenho xixi!
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O papá, preocupado, quer tomar o meu lugar, mas é tarde demais. O sono já fugiu.
Finalmente adormeceu. Agora é só esperar uma ou duas horas até o sono voltar e amanhã, para além da indisposição (mau-humor) matinal, vai ser mais um dia de "Sofá, doce sofá..."