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Cansado de me sacudir a toalha, ou incomodado pelos grãos que se acumulavam debaixo das costas, o homem da casa puxou-me o tapete, ou, melhor dizendo, a toalha, e lá fomos para onde não há "nem eira nem beira, nem pé de figueira" e, atrevo-me eu, nem grão de areia.
Ficámos alojados em terra com nome de dona rainha, bem longe do mar, mais ou menos dois ou três km depois do fim do mundo, o que me levou a perceber que não teria de me preocupar com areias na toalha, pois que nem areia há.
Nem areia, nem supermercado, nem loja, nem café, nem tasca, nem televisão, nem rede de telemóvel. Internet??!! O que é isso?!
O pão vem à terça-feira e chega duro porque é a última paragem do percurso por entre curvas e contracurvas.
Os habitantes residentes não são mais do que nove, a disputar os sete cães abandonados que afinal não são abandonados, mas que não são de ninguém, mas que afinal são de todos.
...aqui, deste lado da montanha.