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Com papas e bolos #3

por Ni, em 24.02.15

Ser mãe é esta angústia duvidosa de chegar a casa, depois do futebol do miúdo, da piscina da miúda e constatar que se, como sempre, os queres deitar à mesma hora saudável, tens meia hora para fazer um jantar. É aí que pensas como é fácil sucumbir às batatas fritas, aos ovos estrelados, e à ausência de legumes que tens para escolher, descascar, preparar.

Depois, pensas outra vez e só te vem à ideia este vídeo . Dás por ti a ver os teus filhos a rebolar ladeira abaixo, quando saíssem ao jardim, ou a boiar de cabeça para baixo na próxima aula de natação,  e lá fazes uns ovos mexidos, numa colher de azeite, com cogumelos, courgette e cebola; cozes um esparguete (10m) e preparas uma cenoura ralada. Eles adoraram! Disse-lhes que era esparguete quase à bolonhesa e eles riram... e eu também!

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Com papas e bolos #2

por Ni, em 04.02.15

Gosto de cozinhar. Adoro preparar um jantar para os amigos, experimentar um sabor novo que ligue bem com aquelas pessoas, com aquelas conversas. Dupla delícia, duplo prazer! Também gosto de comer, e isso ajuda, decerto!

E porque aos quarenta decides que a vida são dois dias e um já passou, e acreditas que o tempo é mesmo aquilo que fazes com ele (e eu nem gosto de frases feitas!), vais buscar os teus filhos à escola assim que tens oportunidade, porque o toque de saída tem de ser o toque de saída (bem bastam as horas de reuniões em que eles ficam abandonados num canto da sala de professores, bem bastam as horas em que tens mesmo de escrever em frente ao computador, e corrigir, e planificar, e relatar...) e chegas a casa tão a tempo de tudo: dançar uma música com a miúda, fazer uma corrida de carrinhos com o miúdo, e preparar um belíssimo jantar, entre números romanos que se estudam para o teste.

Estou fã de programas de culinária(que vejo enquanto passo a ferro) e adoro as sugestões de comida caseira do Gordon Ramsey que vou adaptando para mim.

Hoje a ementa foi couve roxa salteada (como é que eu não conheci isto antes???), com espetadas ( ou pestadas, como diz o miúdo) de frango indianas, com arroz de passas (sobras da passagem de ano) e salada de tomate. Vejam por vós!

IMG_9209.JPG

 

Vejam, sim, pois que provar é impossível, porque nada restou nos pratos, e isso, bem, isso é a melhor recompensa para quem está à frente de um fogão...

...aqui, deste lado da montanha.

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Com papas e bolos...

por Ni, em 12.01.15

Não consigo precisar em que altura conquistei a fama de boa pasteleira, mas penso sempre que isso se deve  a uma conjugação de factos mais ou menos coincidentes: o facto de os meus filhos passarem a ser exigentes nos gostos, o facto de a maior parte das mulheres da minha vida não serem grandes ases no que diz respeito a bolos e sobremesas que vão para lá do junte tudo, mexa e leve ao forno, e que julgam que bater as claras em castelo é tarefa para ser executada num castelo, o facto de ter pago 40 euros pelo último bolo de aniversário que mandei fazer (há 5 anos atrás)...

Não sei se é a prática que me fez a fama, ou a fama que me aguça a vontade de fazer melhor, mas faço aos bolos e sobremesas para os aniversários com a mesma entrega e empenho que dedicaria a uma obra de arte.

 

Não sei nada de pastelaria,nem tenho curso ou workshops, mas gosto muito de comer, e isso, parecendo que não, deve ser importante .

IMG_4341.JPG

Este foi o que fiz o ano passado. Não deve ser muito diferente, o dos nove anos, mas já vai ter alguns requintes de uma princesa que se diz pré-adolescente e de uma mãe que se diz pasteleira-amadora...

 

IMG_4317.JPG

A receita é uma mistura de várias :

3 massas folhadas retangulares (3, caso se queira fazer o entrançado; 2 se se pretender um efeito liso; 1 se se quiser decorar o bolo por cima com massa de moldar, fondant...)

200g de açúcar;

6 ovos;

raspa e sumo de meio limão;

125g de farinha;

45g de farinha maizena;

1colher de chá de fermento em pó;

açúcar em pó q.b.

Creme pasteleiro: 

7,5 dl de leite;

3 ovos;

100g de açúcar,

60g de farinha;

casca de limão.

 

Levar as massas folhadas ao forno em tabuleiros separados a 200º até estarem douradas, retirar e reservar. (Se se pretende fazer o entrançado, temos de cortar uma das placas de massa folhada em tiras verticais e outra em tiras horizontais e, de seguida, fazer um entrançado, como uma teia - uma vez por cima, outra por baixo, uma por cima, outra por baixo...- antes de levar ao forno). 

Untar um tabuleiro retangular e polvilhar com farinha.

Separar as gemas das claras e bater estas últimas em castelo. Noutro recipiente bater o açúcar com as gemas, a raspa e o sumo de limão, acrescentar as farinhas, alternadas com as claras. Deitar no tabuleiro e levar ao forno 15/20 minutos.

Entretanto prepara-se o creme pasteleiro: mistura-se todos os ingredientes e leva-se num tacho ao lume, mexendo sempre para não queimar, até levantar fervura.

Montagem: dispor alternadamente uma camada de massa folhada, creme e bolo (que podemos partir no sentido longitudinal ou não), conforme a imaginação...

Ah! Por fim, pode-se polvilhar com açúcar em pó e decorar, ou não...

 

Coisas que eu fui aprendendo: Se se polvilhar a massa folhada com um pouco de açúcar mascadavado, ficamos com um bolo mais docinho; os ovos, já todos sabem, mas nunca é demais lembrar, devem sempre ser separados num recipiente à parte, antes de os juntar; e as farinhas devem ser peneiradas para não haver grumos. 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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Areias na toalha 4

por Ni, em 18.08.13

{#emotions_dlg.evil}

Estão a ver o sapinho vermelho aqui em cima, no canto do post??Desamparem-me a loja, não me chateiem e parem de dizer que esta não sou eu, e que sou azeda, e que ando rabujenta, e tal, e tal... Não querem ler?? É só desligar a cruzinha do lado direito...

 

Odeio areia na toalha. Admito.

Não vejo muita graça nas calças descaídas que deixam antever ceroulas deprimentes ou cuecas estilo estas-roubei-as-ao-meu-avô, mas consigo vislumbrar, ao fundo, muito lá ao fundo, uma certa sensualidade num elásticos de umas cuecas estilosas ou num pedaço de renda branca. Mas, convenhamos, regos do rabo à mostra é demais!! Por muito modelito que se seja, nada pode impedir o riso crítico, quando deparamos com tal paisagem... 

E sim, podíamos estar bem dispostos e desculpar as pobres figuras tristes, com o facto de estarmos na praia, ou no jardim, ou na piscina, onde, dizem-me!, tudo é permitido, até mostrar as intimidades, porque isto de a praia ser de todos tudo permite, mas não, não é o caso, e, entre garfadas de peixe grelhado ou lombinhos acabados de fazer, não há rego do rabo que se consiga suportar na ementa!!

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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de água na boca

por Ni, em 21.04.13

A pensar nestas comidinhas boas lembrei-me da minha avó, e dos almoços tardios em casa dela, quando regressávamos da feira e ela cozia o pão no forno e comíamos broa quentinha na cozinha do forno (mais velha e escura), com carapau salgado assado nas brasas, que  sobravam do pão e café de cafeteira do lume, que é coisa que já quase não se vê. Ah! Que delícia!

 

 

Foi também aí, tenho a certeza que me viciei em pão. Às vezes digo por graça que se tivesse de escolher um alimento para levar para uma ilha deserta, e tendo em conta que fruta haveria por lá, optaria certamente pelo pão; se fossem dois, pão com manteiga!

 

 

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Lisboa em Caldas

por Ni, em 21.04.13

Gosto de comer. Sou, portanto, aquilo que se chama um bom garfo e, por isso, gosto de tudo. Jaquinzinhos fritos ou camarão grelhado, sarrabulho da Gândara ou xarém do Algarve, migas do Alentejo ou tripas do Porto, gosto de tudo. Só de pensar, já sinto água na boca.

Houve um tempo em que nos deliciámos a conhecer restaurantes, a organizar jantares gourmets, ou meetings temáticos. E esses dias eram bons e felizes. Depois, toda a gente resolveu fazer dieta e a crise ditou que fôssemos menos a restaurantes, e os dias passaram a ser um bocadinho menos bons e nós um bocadinho menos felizes...

Ontem uma amiga minha, que nunca vem ver o meu blog, convidou-me para jantar... num restaurante que não conhecíamos. Restaurante buffet, com música ao vivo, comer o que quisesse, beber o que quisesse, as vezes que quisesse. Ah! Foi tal e qual um casamento, mas sem a parte má dos casamentos, sem esperas, e sem prenda aos noivos. O restaurante é este. E é para voltar!! Adorei. Obrigada, amiga que nunca vem ver o meu blog!

 

 

Ah!Quanto às dietas, hoje é o pior dia, e amanhã, e depois, e depois... Quem me dera que o meu único peso fosse o da consciência!!!{#emotions_dlg.tongue}

 

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A vida sem bimby

por Ni, em 10.05.12

Logo à noite vai ser assim:

 

É mesmo possível fazer destas coisas sem bimbys. Aqui fica a receita da minha pavlova: 

Piquei (sim, na picadora) 250g de açúcar que ficou quase em pó (mesmo sem bimby); bati 4 claras em castelo e fui juntando o açúcar aos poucos, até ficar sólido. Acrescentei uma colher de farinha maisena e um pouco de essência de baunilha. Depois, deitei o merengue numa forma de fundo amovível (a minha é anti-aderente) e levei ao forno pré-aquecido a 150º, durante 1h25m (para a próxima experimento com menos 5 minutos).

 

Deixei arrefecer e tirei da forma.

 

Bati as natas (a receita dizia 300ml, mas como eu gosto pouco de natas, pus apenas um pacote de 200ml e abusei na fruta) e, quando estavam expessas, acrescentei morangos cortados aos pedaços. Por fim, a filhota tratou de sugerir a decoração. Claro que, com a ajuda dos pequenos, os morangos iam desaparecendo à velocidade  de um "ai". É preciso ser muito rápida, para ter com o que decorar {#emotions_dlg.blink}.

 

PS: Aquela rachadela do meregue ficou na foto como prova da curiosidade do meu filhote.

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

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Salada de pêras e passas

por Ni, em 02.01.12

A minha agenda do lar, reserva-me, para hoje, uma publicidade ao aquecimento "Gazcidla, uma chama viva onde quer que viva", o que é útil, porque está frio e a mulher em 1964 tinha de pensar em aquecer-se e, para além disso, uma receita simples e da época. Aqui fica, para quem gosta de pêras e passas:

 

"Descascar duas pêras e cortá-las em quartos que se põem a demolhar durante alguns minutos num xarope feito com um oitavo de litro de água e 100 gramas de açúcar.

Depois escorrer as pêras e fazer reduzir a quantidade do xarope, por meio de ebulição, e juntar-lhe um cálice de licor.

Deitar as pêras numa compoteira, cobri-las com passas a que previamente se tiraram as grainhas e regar com o xarope arrefecido. Enfeitar com um cordão de nata batida açucarada."

 

 

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