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Abriu a época balnear

por Ni, em 02.06.14

Não entendo porque se diz que a época balnear abre no dia x ou no dia y. Caramba! Mas uma época tem abertura? Do género de fechadura ou capa de livro? Do género de tampa de garrafa ou cancela de jardim? 

Palavras que me deixam a pensar, quando penso que mal tenho tido tempo para o outro lado da montanha. Bem, a verdade é que não sou já a mesma e, então, ando à procura do umbigo deste blog, para sentir que alguma vez houve um cordão umbilical a ligar-nos. 

O que mudou em mim? Um bocadinho de nada em tudo.

Gosto da viver, gosto de amar, gosto de dançar, gosto de ler, gosto de fazer, gosto de aprender, gosto de mudar, gosto de cozinhar, gosto de saltar, gosto de brincar, gosto de namorar, gosto de conversar, gosto de ensinar, gosto de escrever, gosto de..., gosto de...

Está difícil encontrar um caminho para O outro lado da montanha.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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criativ(a)idade

por Ni, em 10.05.13

Cresci. Fiquei velha, não velha de velha, mas velha de cota, velha dos miúdos dos 12 aos 20. No entanto, ainda esta vontade de criar qualquer coisa, com as palavras, com as imagens, com as coisas. Criar, criar, criar. Uma flor que se troca de lugar, uma palavra que se reinventa, a matéria que se transforma, um bolo que nasce. Há dias em que parece que a criatividade não me cabe na pele da idade. Não resulta. Não devia ser. Há algo errado em certas vontades!

 

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O dia em que eu vi o Big Brother

por Ni, em 22.04.13

Não, não estão enganados, este é mesmo o outro lado da montanha, e eu vi, quase, quase, até ao fim o 1º episódio do Big Brother. Aliás o meu 1º episódio de Big Brother de sempre... 

 

Os meus dois, vá lá três, leitores conhecem bem o meu lado autista, mas eu ando a esforçar-me para ser igual aos outros.

O homem da casa passa o tempo a dizer-me não podes ser assim, ninguém pode ser assim...  e só porque eu não gosto de frases feitas, não gosto de conversa de circunstãncia, não gosto de falar só para não estar calada, e falta-me aquele bocadinho de cinismo que permite que as pessoas digam uma coisa e pensem outra. Enfim, sou antipática. 

 

Mas toda a gente quer ser um boadinho melhor, não é? E pus-me a pensar, bem, a Dora Ni passava mesmo a brilhar, a brilhar, se soubesse do que é que toda a gente fala, quando fala por falar. E de que é que toda a gente gosta de falar, quando fala por falar? Novelas. Mau demais! Vida dos famosos. Não conheço ninguém! Big brother. Nunca vi... mas posso ver.

Ontem, claro que não me lembrei coisa nenhuma de Big Brother nenhum. Não exagerem! mas o amor grande lá pôs na TVI, enquanto enrolávamos as meias e fui vendo.

 

Conclusões rápidas: 2 ou 3 pessoas das revistas cor-de-rosa; 2 ou 3 desconhecidos; 2 ou 3 recuperados dos mortos; a Teresa Guilherme debruçada vezes demais sobre a mesa; uma brasileira a quem vi uma mamoca (nada de especial para quem viu a Gabriela com a Juliana Paes);um rapaz com um fato cor-de-rosa choque absolutamente, absolutamente qualquer coisa... e o mano Guedes. 

É! Sou capaz de ter para aí conversa para uns dois ou três... segundos...

 

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100% natural, com borbulhas

por Ni, em 18.04.13

Tenho borbulhas. Acne, bem entendido. desde há mil anos da minha existência que tenho borbulhas. 

Primeiro, que passava com a idade adulta, depois, que passava com o sexo, depois, que passava com os filhos, depois, que passava com a idade... Não passou.

 

Depois de tratamentos, peelings, comprimidos, antibióticos, médicos, não passou. Melhorou um pouco, com a pílula, um pouco, porque nunca desapareceram, apenas andavam mais esquecidas, mas com o abandono da pílula, ditado pelas varizes e dores insuportáveis nas pernas, elas voltaram em força. Mais tratamentos, mais comprimidos, mais antibióticos, mais médicos.

 

Depois, um dia, um médico disse-me, minha querida, as tuas análises (gerais) são excelentes, estás ótima, zero colestrol mau, zero gorduras, zero tudo, ótimas! e para as borbulhas só há três soluções: pílula, que não queres, a isotetrinoína (com diferentes nomes no mercado), a que és alérgica e os antibióticos, que podes fazer apenas durante dois meses, e que não é definitivo (passados dois meses tens de fazer outra vez, páras, recomeças, páras, recomeças...) e que, além disso, te vai destruindo a imunidade. Claramente dito, claramente entendido. Não tenho hipótese de não ter borbulhas. 

 

Agora, estou há cerca de dois anos a tentar ter um convívio mais ou menos ameno com elas, às vezes odeio-as, às vezes, ignoro-as. Trato-as muito mal, mas elas nem por isso me deixam em paz. 

A acne não é uma doença terrível, incurável, ou mortal, mas tem efeitos poderosíssimos na nossa autoestima, no nosso dia-a-dia e, a maior parte das vezes, muitas vezes, os outros não compreendem as implicações de um olhar breve e fugidio para um canto da tua cara enquanto falam contigo ou, pior ainda, não compreendem como o desdém ao dizer "mas tu não tens muitas borbulhas" pode ter um efeito tão profundamente maléfico na forma como vais gerir o teu dia apartir desse momento.

 

Ah! Para que não haja dúvidas, eu não tenho 12 anos, nem 18, ou 20 e poucos, ou 30 e poucos. As minhas borbulhas são bem maduras, a rasar os 40.

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pequenas insignificâncias

por Ni, em 16.04.13

Leio por aí que morrem pessoas. Leio que morrem por aí. Mortos da guerra, mortos da fome, mortos da pobreza, mortos da estrada, mortos dos homens, mortos dos deuses. Leio e entristeço-me e sorrio. Há uma certa alegria nesta certeza de estar viva. Há uma certa alegria na possibilidade de aproveitar pequenos nadas que são tudo aos pés dos mortos das guerras, da fome, da pobreza, da estrada, dos homens e dos deuses que há por aí. 

 

Há, decerto, felicidade. Um esquecimento do que é pequenino e insignificante, aos pés da grandeza dos meus amores. Os olhos dos meus filhos, as mãos do meu homem... Poder voltar para casa. Ter uma casa, para poder voltar. Levar a vida com os olhos no outro lado da montanha, para lá chegar e não chegar só, porque a solidão de que gosto é a de estar a sós comigo e não, nunca, separada dos outros. Levar a vida com a alegria de ainda ter a possibilidade de estar viva.

 

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O outro lado da juventude

por Ni, em 03.04.13

Não compreendo a procura incessante e cansativa! de algumas pessoas - e sim, são mais mulheres do que homens, mas também conheço alguns- para parecerem mais novos. Não entendo! Eu também quero estar em forma, ter um cabelo bonito, ser elegante, mas isso não quer dizer que queira ser mais nova. Não quero! Quero ter exatamente a idade que tenho. Não quero passar pela vida, como se não tivesse nada a ver com ela.

Entendo uma certa tristeza em ver-se um corpo envelhecer, com uma alma viva lá dentro, uma certa tristeza em ter um corpo que não obedece às vontades do dono, e até consigo compreender a minha mãe que me diz que as rugas a partir de certa idade são como qualquer coisa que não queremos que saibam que temos, que são demais!

O que eu não entendo é essa coisa de ficar feliz por parecer ter vinte anos, quando se tem trinta ou quarenta. Não há qualquer coisa de errado e profundamente sarcástico numa avaliação tão errada? 

Eu cá, adoro loucamente algumas rugas que só se vêem no rosto e não na vida. Pelo contrário, conheço algumas vidas engelhadas demais para serem velhas... parecem ter aí uns vinte, vinte e poucos anos...

 

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Zimagem de marca

por Ni, em 31.03.13

Há gentinha capaz de tudo. Até de acabar com uma boa imagem. Como eu já vos disse aqui, eu até estava a gostar do zmar, tirando o nome que é do pior que se podia ter pensado em publicidade. O conceito é giro, a defesa do meio ambiente é um bom princípio, a oferta em termos de atividades é variada, o privilégio de coisas para fazer em família é excelente, e tudo estava a correr bem...

 

Depois, comecei a ver as pessoas que por lá se passeiam. Estranhei, assim que cheguei à piscina, ver gente  carregada de sacos de ikea e intermarché, com as supostas roupas... é, isso foi estranho! Mas nada me preparou para o que eu encontrei a seguir: a febre do fato de treino.

 

Era vê-los a aconchegar barrigas bem salientes, a apertar rabos três ou quatro tamanhos acima dos para eles recomendados, a segurar banhas atrevidas, a mostrar muito mais do que aquilo que os meus olhos mereciam ver.

Os meus dois, vá lá três, leitores sabem que eu até sou adepta do exercício físico e fatos de treino são coisas que se associam ao exercício, daí chamarem-se fatos de TREINO,  mas naquela gente, socorro!!Pensava-se em tudo, menos em treino...

 

 

 

Acusem-me de preconceituosa, fútil, dondoca. Quero lá saber!Fato de treino já é suficientemente mau como  fato de TREINO, mas como roupa casual...{#emotions_dlg.confused} Tirem-me deste filme...

 

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Os posts que não publiquei

por Ni, em 24.11.12

E quando damos por nós, somos já outros diferentes do que costumávamos.

Há um outro lado nas coisas que nos separa, que nos divide e fragmenta.

 

Descobrimos, impotentes, que somos fracos, que não demos as respostas que, mais tarde, ao contar como tudo se passou, dizemos que demos, mas que nos ficam presas na garganta.

 

Porque somos obrigados a olharmo-nos e a vermos: que às vezes não temos razão, que às vezes não dizemos tudo o que queremos, que às vezes não fazemos o que temos vontade, que às vezes nem sempre somos felizes.

 

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Pequenos plágios

por Ni, em 04.09.12

ausentei-me. de todos, mas mais ainda de mim. de tudo, mas mais ainda do outro lado da montanha. as razões, transcrevo-as pra evitar grandes explicações. às vezes um pequeno plágio evita grandes posts.

 

"-Esta mania de as pessoas se sentirem vítimas e merecedoras de compaixão é muito tóxica. Não quero que me achem vítima de coisa nenhuma. É uma falta de pudor andar a exibir a tristeza como um braço engessado."

Guicas, in AGORA


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Limpezas de verão

por Ni, em 26.06.12

Que o clima mudou, já ninguém tem dúvidas: calor em fevereiro, frio em maio... mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... e as limpezas. Assim, vão-se as limpezas da primavera, ficam as de verão.

 

Verdade, verdadinha: hoje eu podia estar na praia, de papo para o ar sem fazer absolutamente nada, a compensar uma semana sem tempo para me coçar. Podia, sim. Com, ainda, três relatórios por fazer, é certo, mas isto dos relatórios a gente tem de os guardar para a última hora ou ainda nos habituamos a fazer as coisas com tempo; por isso, podia. Ganhava um bronze suave, ficava com ar de quem tem boa vida, lia um livrozinho, do Gonçalo Manuel Tavares, para conhecer, fazia um crochet para a minha doce J., enfim "il dolce far niente"...

 

Mas, depois, tinha de pagar para me limparem as paredes, tinha de pagar para me pintarem as paredes, tinha de pagar para me deixarem a casa mais ou menos habitável. E nas férias ficava em casa a olhar para as paredes, limpas e pintadas, mas sem areia, nem piscina, nem sol, nem hotel...Fácil decidir, não é?

 

 

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