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As palavras por detrás da imagem

por Ni, em 23.01.15

Tenho o vício da fotografia. Não aquela de exposição social, não aquela de ecrã, não aquela que amontoamos em discos e cd's, mas a fotografia de papel, a que se corrompe, a que sofre a passagem do tempo e, ainda assim, está lá à mão dez anos, vinte anos, cinquenta anos depois. 

Assim sendo, tenho este compromisso de todos os anos, nos primeiros dias do ano novo, imprimir umas quantas fotografias do ano que passou (este ano foram 700 ) e, como por estes dias, graças à gripe que se passeia cá por casa, não consigo mesmo fazer mais nada, lá vou organizando 2014, entre as medições de febres, os choros mimados e os colinhos que ora "quero tanto, tanto, tanto", ora "chega-te para lá, mãe, que me fazes calor"!

IMG_9109.JPG

 

Claro que este vício tem vindo a despertar uma outra paixão, a de fotografar: captar um momento, um instante, um lugar, uma pessoa, um sentimento. E não, não acredito que uma imagem vale por mil palavras, mas estas, tão minhas, tão minhas,não posso negar, escondem muitas palavras...

IMG_9126.JPG

 

 aqui, deste lado da montanha.

 

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O outro lado do tempo

por Ni, em 01.05.14

Dizem-me "não tenho tempo para praticar desporto, não tenho tempo para um hobbie, não tenho tempo para estudar, não tenho tempo (imagine-se!!) para ler"... e eu, bem, eu parece sobrar-me tempo da falta de tempo que tenho.

Dizem "não tenho tempo para", como se não tivessem tempo para viver, quando a mim me parece que o tempo é todo, todo, para viver.

 

É verdade que às vezes julgo que os dias têm o dobro das horas. É verdade que as vezes pareço meio louca, apressada a enganar os minutos. Mas, no fim, são estes os bons dias vividos.

Entre um trabalho sem horários muito definidos, que se prolonga em reuniões intermináveis pela noite fora, entre os filhos na piscina, e na ginástica, e no parque, e na escola, entre as aulas de Mestrado em horário pós-laboral (o que é isso?), entre os dias em que sou mãe e pai e avó e avô e tia e vizinho, porque a família está longe, e o pai anda às voltas com o seu tempo, entre conversas de hospital e quimioterapia, entre as corridas de fugida no intervalo de dois tempos e as braçadas na piscina durante a aula de natação da miúda e o jantar que ainda tenho de ir comprar, entre uma página do último livro comprado e um amigurumi feito, desfeito e refeito, ainda encontro tempo para sentir o sol na pele... e é aí que o meu tempo se expande... entre o sol e os meus amores.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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É que eu adoro o dia do Pai!

por Ni, em 19.03.13

Eu sei, eu sei, o dia do pai, e o dia da mãe, e o dia dos avós, e do resto da família tornou-se comercial e todos os dias são bons para dar um beijo ao pai, e à mãe, e à avó, e ao piriquito, mas eu gosto destes dias. Gosto mesmo. 

 

Gosto do dia do pai, porque acordo já a pensar no meu pai, e telefono-lhe, e penso que o amo, e que é mesmo o melhor pai do mundo. Bem, o pai dos meus filhos também vai no bom caminho...

Gosto destes dias, sim, porque gosto de dar alguma coisa às pessoas que amo. Não importa o quê.

O meu pai, por exemplo, sempre deu tanta importância a um postal, como a um livro ou a uma máquina qualquer, que ele nem sabe bem para que serve. 

E agora, confesso, AMO as prendinhas que os meus filhos nos dão nestes dias, feitas por eles, ou pelas educadoras sob a vigilãncia deles {#emotions_dlg.tongue}, que importa? Há tanto prazer em fazer os outros felizes. Ontem, enquanto pedia a opinião da miúda acerca da camisola que eles iam oferecer ao papá, ela respondeu-me "ahhhh... escolhe tu, eu já fiz duas prendas para o papá!"

À medida que o baú das prendinhas dos dias do pai e da mãe vai começando a ficar pequeno demais, o amor vai continuando a ficar maior.

 

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o meu lugar no mundo

por Ni, em 23.11.12

O melhor sítio do mundo, o mais lindo, mais sereno, mais meu é entre os braços do meu homem... céu,  inferno, paraíso, fogo, calma doce!

 

sexta-feira à noite,  Diana Krall no ar,um bom vinho tinto,  e a lareira acesa. De repente, tudo me parece certo...

 

 

 

 

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

 

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Doces sem calorias

por Ni, em 21.01.12

- Mamããããã! Tenho triste. Quero ti aqui!

 

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Para ti

por Ni, em 11.12.11

Este post é só para ti. Sei que virás aqui, hoje, amanhã, e depois, à espera de ler " dentro de mim" aquilo que julgas que ainda não disse (mas já, só que noutro sítio). E não compreendes porquê e começas a ficar triste, porque querias mais do que aquilo que digo, mais do que aquilo que faço. Queres que diga-escreva a intensidade do meu amor. 

 

Doce J.,

as pessoas parecem não compreender por que é que me perco de mim e do tempo quando te olho.Perguntam-me "o que é?", como se tivesse de haver uma razão para perder-me a olhar para ti. A única razão és tu. Deste-me este sentimento novo, de um amor irresponsável, a possibilidade de amar só por amar, sem querer saber de limites. Por isso, vou continuar a perder-me do mundo, enquanto te olho, apaixonada, embevecida...

 

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Pedaços de nós

por Ni, em 21.07.11

O nosso escritório é, definitivamente, nosso. É a divisão da casa que menos usamos, devido à sua localização separada da casa, mas observando bem cada um dos seus pormenores bagunçados, desarrumados e, infelizmente, um pouco sujos, é o local onde nós temos mais de cada um de nós. Encontrar no mesmo sítio coisas que são tão minhas e coisas que são tão tuas faz-me pensar que aqui estamos nós com as nossas diferenças.

 

Num dos cantos há uma estante repleta de CD's de música: tu! Numa parede há estantes repletas de livros:eu! Espalhados, instrumentos de música, novos, do teu pai, que foste guardando: tu! Nas gavetas e armários, fotografias, álbums antigos, cadernos de memórias, versos: eu! Num espaço livre, a vespa que estás a reconstruir, há anos, porque o amor leva tempo: tu! No centro: espaço para dançar sozinha, a dois, a quatro, com os amigos, porque o tempo não me leva este amor pela dança.

 

Aqui e além, recordações: uma jarra de vidro, de Coimbra, uma escultura em pau preto, de Portimão, uma sofá-cama, de Samora, uma caixa de jóias vazia, da tia, uma caneca, da FAP, quadros, da República, uma colecção de vespas miniaturas, da tua paixão, colunas e fios, de todo o lado... 

 

Este escritório é, realmente, uma bela fotografia de nós dois, mas o que torna esta foto perfeita é uma bola do Benfica e uma maleta da Floribella, adormecidas junto à pequeníssima secretária vermelha e ao quadro de plástico amarelo, ansiosas pelas mãos que lhes dão vida.

 

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Doce J.

por Ni, em 08.07.11

Tenho pressa de te ter nos meus braços, de te tocar, de te sentir. Sei que precisas de tempo, sei que precisas de crescer, sei que precisas de nascer e, novamente, crescer e, novamente, um tempo, prometo que pequeno, pequeníssimo, para me amares. Eu amo-te, assim, às escuras, sem te ver, sem te conhecer, sem te ter. 

Quando for o teu tempo, e vieres para nós, vais sentir este amor e vais querer mais, porque é bom ser amado assim, e nascer do amor, no amor, com amor, e vais ser feliz, porque a tua (fada) madrinha assim o quis!

 

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Coisas boas da vida

por Ni, em 21.06.11

Seis da manhã.

Sinto uma mãozinha minúscula no rosto, uma carinho macio, leve, um roçar de dedos tão breve, pequenino. Sorrio e continuo de olhos fechados. 

Do outro lado, uns cabelos escorregam para cima do meu ombro, uma cabeça pequena que se apoia no meu peito.

Sinto-vos como parte de mim. Continuo de olhos fechados, enquanto um sentimento bom me invade. Estou à deriva.

Tocas-me. Acaricias-me a cabeça e encontro-me. 

Encontro-me no momento em que abro os olhos e me revejo dentro dos teus. Sorrio-te. Adormecemos. Quatro corações num só!

 

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Os miúdos

por Ni, em 04.05.11

Os miúdos não páram de me surpreender: entre o desespero de dizer (gritar??!!), até à rouquidão, "está quieto", "não mexas aí", "come", "cala-te", "senta-te", "apanha os brinquedos", "não batas na mana", não batas no mano", "tira os dedos do nariz, da boca, do lixo, da sanita..." e outras barbaridades; estava eu a dizer, entre o desespero de já nem eu suportar a minha voz e a impaciência que vai aumentando para além de um limite que eu considerava inultrapassável, entre a espada e a parede, sou assaltada por dúvidas constantes sobre educação, sobre ser mãe, sobre amor.

 

Ah!, sim, sinto um certa inveja dos que estão tão certos acerca da boa educação que dão aos seus filhos, tendo-a como a correta, a adequada, a infalível. Eu, pelo meu lado, nunca tenho a certeza se vou pelo caminho certo. Já me enganei, já me arrependi, já voltei atrás. 

 

Vou andando, olhando para os lados, vendo o que os outros fazem, vendo que filhos têm. Vou tentando, errando... aprendendo a ser mãe. E são sempre eles, os miúdos, que me ensinam.

 

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