Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




No dia em que parece que mais alguns iluminados chegaram à conclusão que aquilo que era privado no facebook afinal não era tão privado assim (a sério?!! Acreditam mesmo que colocam seja o que for  numa coisa que se chama World Wide Web e que são os únicos do mundo? É o cúmulo do  egocentrismo!!), e sabendo-se do meu ódio de estimação pelo facebook, vejo-me obrigada a render-me à evidência de que o facebook cria uma realidade à qual muitos já não conseguem fugir.

Já me tinha deparado com a situação, réplica do que há uns anos acontecia, mal!, com a wikipédia, de alguns entendidos em certos assuntos que terminavam a argumentação com um "eu li no facebook" ou "vi num vídeo no facebook" e tu rendes-te perante tal argumentação tão válida como "eu bem sei que o sol anda à volta da terra, que eu bem vejo e não sou cego..", mas eu sou inadaptada com estas coisas do dito facebook e ainda acreditava que quando um casalinho tão feliz, tão feliz, publicava fotografias sempre tão lindas, tão lindas, com comentários tão amorosos, tão amorosos, SÓ tinha mesmo um problema qualquer com a sua privacidade.

Depois, um dia, não vou dizer qual, fomos a uma festa, e chegámos, eu, o marido e não, não tirámos fotografia para publicar. O casalinho feliz tirou. Durante o jantar, conversámos tanto quanto nos foi possível, entre miúdos que queriam atenção e amigos com quem queríamos partilhar momentos. O casalinho feliz disse-se um "passa-me a garrafa do champagne", porque os finos dizem champagne, mesmo quando bebem espumante. Depois do jantar dançámos como loucos, juntos, a sós, e bebemos, e tirámos fotografias, que não publicámos no facebook. O casalinho feliz esteve separado o tempo todo, ela de telemóvel na mão (o tempo todo! nem sabia que os telemóveis aguentavam tanto tempo ligados...), ele a olhar para os que dançavam. 

Três dias depois quando abri o facebook, verifiquei que eles tinham quase 80 gostos na foto que publicaram a dois quando chegaram à festa...

Não sei se somos mais felizes do que o casalinho feliz. Sei que o que somos felizes é o que somos felizes, não o que publicamos, nem a quantidade de gostos que nos fazem.

os momentos de maior felicidade são aqueles em que por razão nenhuma dançamos a quatro uma qualquer música que está a passar na rádio. Não há fotografias, nem facebooks, nem publicações. Mas garanto-vos que estes momentos existem.

 

...aqui, deste lado da montanha.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D





Do outro lado