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 Gosto do Carnaval. Gosto de deixar as minhas personagens ganharem vida. Acho que sempre gostei do Carnaval, mas sempre faltou um outro lado ao Carnaval lá de cima. Lá em cima o Carnaval é do Brasil; lá em cima meia dúzia de pessoas vão brincar o Carnaval de samba, de corpo à mostra, e as restantes pessoas ficam a ver...


Foi só quando cheguei aqui  abaixo que comecei a perceber que havia um Carnaval para as minhas personagens. Em Torres, as pessoas vão brincar o Carnaval e meia dúzia fica a ver (arrependidas por não estarem lá também).


Em Torres Vedras o Carnaval não começa no Carnaval, começa muitas noites antes... Ninguém se sente muito mal por andar mascarado, porque todos andam e os que não andam queriam andar. E há os Fidalgos, e os assaltos, e os reis e a Confraria, e as Matrafonas... um monte de coisas boas que me fazem gostar do Carnaval. 


 



 


Para ler:primeira versão escrita de O capuchinho Vermelho, de Charles Perrault


"Capuchinho Vermelho despe-se e vai meter-se na cama, onde ficou muito espantada de ver as formas da avó em camisa de noite; e disse-lhe:
«Avó, que grandes braços tem!»
«É para melhor te abraçar, minha filha.»
«Avó, que grandes pernas tem!»
«É para correr melhor, minha pequena.»
«Avó, que grandes orelhas tem!»
«É para escutar melhor, minha pequena.»
«Avó, que grandes olhos tem!»
«É para ver melhor, minha pequena.»
«Avó, que grandes dentes tem!»
«É para te comer.»
E, ao dizer estas palavras, o Lobo malvado atirou-se sobre Capuchinho Vermelho e comeu-a.
MORALIDADE
Vê-se aqui que crianças jovens, sobretudo moças belas, bem feitas e gentis, fazem muito mal em escutar todo o tipo de gente; e que não é coisa estranha que o lobo tantas delas coma. Digo o lobo, porque nem todos os lobos são do mesmo tipo. Há-os de um humor gracioso, subtis, sem fel e sem cólera, que — familiares, complacentes e doces — seguem as jovens até às suas casas, até mesmo aos seus quartos; mas ai!
Quem não sabe que estes lobos delicodoces são de todos os lobos os mais perigosos."


 


Incluído em 1695 num manuscrito intitulado Contes de ma mère Loye e depois publicado, em 1697, em Contes et histoires du temps passé, avec des moralités sob o nome autoral de Pierre Darmancour, filho de Charles Perrault, membro da Academia Francesa

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