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viciada neste blog

por Ni, em 27.02.13

Às voltas, às voltas, para acabar sempre por regressar.

Lembram-se da emoção do primeiro beijo, roubado, clandestino, meio proibido, meio o mais desejado do mundo que a gente quer repetir para que seja um bocadinho, só um bocadinho, melhor? Eu venho até ao outro lado, e passo os olhos e leio dois ou três posts, e, quando dou por mim... regressei!

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Receita para fazer leitores

por Ni, em 26.02.13

Hoje aconteceu-me outra vez. O miúdo virou-se para mim, esfregou as mãos nos joelhos, e disse-me em voz baixa "não gosto nada de ler...". Parece-me, até, que a voz ficou tremida e as mãos ganharam aquele suor de nervoso, como se fosse fazer algo terrível. 


Perguntei-lhe: "costumas ler?", "alguém lê para ti?". Duas vezes não.


Acontece sempre o mesmo. Os miúdos não leem e eu entendo isso, entendo que a televisão, o computador, sejam muito mais fáceis do que os livros. Nos livros é preciso utilizar a imaginação, é preciso esforço. Entendo que um miúdo possa não gostar de ler porque há outros caminhos mais fáceis. Mas gostar de ler não passa só por ler, gostar de ler passa, também, por ouvir ler. Durante muito tempo respondi aos meus alunos que me diziam que não gostavam de ler este ou aquele texto, "então, deixa-me ler-to... deixa-me ser eu a ler para ti". E mandava-os fechar os livros e lia para eles. Nem todos passaram a gostar de ler, mas houve um, tenho a certeza, que aprendeu a gostar de ler e isso, bem, isso é o que apazigua os meus demónios. 


Há professores que avaliam, pedem, corrigem e criticam leituras, mas que são, sei lá porquê, incapazes de ler para os seus alunos. Às vezes, muitas vezes, os alunos apenas não sabem ler, porque nunca ninguém lhes ensinou a passar do processo de juntar letras. Esse salto, ou se faz por vocação, ou por se ouvir alguém fazer.


Há professores que gostam de ler. Tenho uma colega, pelo menos uma, que lê, mesmo, a sério, com prazer. Lê e, quando ela lê, os alunos ficam com vontade nos olhos e água na boca. Já por diversas vezes a ouvi ler e tenho a certeza que as suas leituras estão a fazer leitores.


 


Para ler, um livro sobre leitores e leituras, Como um romance, Daniel Pennac


"Os direitos inalienáveis do leitor:


1. O direito de não ler


2. O direito de saltar páginas


3. O direito de não acabar um livro


4. O direito de reler


5. O direito de ler não importa o quê


6. O direito de amar os heróis dos romances


7. O direito de ler não importa onde


8. O direito de saltar de livro em livro


9. O direito de ler em voz alta


10. O direito de não falar do que se leu."

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Os Óscares dos livros (parte 1)

por Ni, em 25.02.13

 Já não vou ao cinema. Adoro cinema e, por isso, já não vou ao cinema. Nenhum filme visto em casa, sujeito a todo o tipo de interrupções, a todo o tipo de ausência de estar sozinha se pode alguma vez comparar ao cinema. Já não vou ao cinema, porque é caro e porque não tenho com quem deixar os meus filhos. Obviamente, há todo uma questão de prioridades que me fazem faltar o tempo e o dinheiro para ir ao cinema, mas, ainda assim, acredito que a minha lista de prioridades está bem organizada, quando digo já não vou ao cinema.


Leio. E os meus óscares da leitura vão para...


 


Melhor Personagem Masculina Principal


 antónio jorge da silva


porque esta personagem tão lúcida e crua de oitenta e quatro anos me conquistou e me levou a ver um mundo que nunca aparece nos livros, o dos velhos.


 


"(...) mas eu não queria passar o tempo, queria mais é que ele não passasse, que importa a um homem de cem anos que o tempo passe. a mim importa-me é que não teime passar, que fique quieto, o estupor do tempo. e que me deixe ir dar as minhas voltas e ver as coisas ainda comprometidas com a vida, que aqui já só se vê aquilo que tem compromisso com a morte."


a máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe


 


Melhor Personagem Feminina Principal


Adelaide.


"O livro estava mexido. Alguém o tinha aberto numa página, número 224, e feito pequenos círculos a lápis, à volta das seguintes palavras: gosto, de, ti. Três palavras distribuídas pela página com círculos à volta. Olhou em redor e, ao longe, entre pessoas distraídas, viu o leitor de livros da biblioteca a fixá-la. Desviou o olhar, guardou o livro na mala saiu. De repente, estava na rua. levava pensamentos a ganharem volume, como nuvens."


Livro, José Luís Peixoto.




Melhor Argumento Original


Os homens que odeiam as mulheres, Stieg Larsson


É um daqueles livros de verão, de praia, mesmo, para ler, ler, ler sem pensar muito, com muita, muita história a acontecer.


"Vinte anos, pensou. Era o tempo que aquilo já durava. E, no que lhe dizia respeito, podiam continuar a dormir juntos por mais duas décadas, pelo menos. Nunca tinham verdadeiramente tentado esconder a relação entre os dois, memsmo quando isso levava a situações embaraçosas no contacto com terceiros.


Mikael tivera, desde o início, a certeza de que aquele não era o tipo de amor antiquado que leva a uma casa partilhada, uma hipoteca partilhada, árvores de Natal e filhos. Durante os anos oitenta, quando nenhum dos dois estava ligado a outros compromissos costumavam falar de alugar um apartamento. Ele teria gostado, mas Erika recusava sempre no último instante. Não ioa resultar, dizia, arriscavam-se a perder tudo o que tinham se se apaixonassem. Mikael perguntava muitas vezes a si mesmo se seria possível sentir-se mais sexualmente atraído por qualquer outra mulher. O facto era que funcionavam muito bem juntos, e tinham uma relação tão viciante como a heroína.


Por vezes estavam tanto tempo um com o outro que era quase como se fossem um verdadeiro casal; outras, chegavam a passar semanas, ou meses, sem se verem. Mas, tal como os alcoólicos são atraídos para o balcão do bar depois de um período de abstinência, acabavam sempre por voltar.


(...) Mikael não tinha grande opinião a respeito de Greger, e nunca compreendera o amor de Erika por aquele marido complacente. Mas sentia-se feliz por ele admitir que ela podia amar dois homens ao mesmo tempo."


 


Melhor Livro de Animação (leia-se Infantil)


A minha mãe é a melhor do mundo, Maria João Lopo de Carvalho


( sou muito crítica em ralação aos livros infantis. Todas as noites leio uma história aos meus filhos, e tenho um trabalho árduo para escolher bons livros (ou são imbecis, ou sem sentido, ou difíceis, ou, pior de tudo, têm erros {#emotions_dlg.barf}). Agora que a filhota começou a aprender a ler, tenho de ter um cuidado redobrado, porque ela já vai espreitando, lendo e fazendo perguntas, já não dá para inventar palavras, sem correr o risco de ela perguntar onde é que eu estou a ler...)


 


Melhor Documentário


Agora, uma história de amores próprios, Pedro Boucherie Mendes


Embora o livro apareça classisficado como romance, as personagens são tão verosímeis ( tenho a impressão que me cruzei com o Vasco no fim-de-semana) que me apetece que seja um documentário.


"Porque é disto que se trata, de cultivar uma certa bipolaridade engenhosa, uma imprevisibilidade enervante, um retrato tão desfocado quanto possível. A ambiguidade na comunicação é de uma utilidade que nem se imagina e tem a vantagem de não precisarmos de fazer rigorosamente nada, a não ser deixá-la escorrer para que inunde tudo à sua volta."


 


Melhor Livro


A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe


porque sim, já se adivinhava, todas as apostas iam, aliás, neste sentido ou não fosse este livro o sustento diante do sol.



Melhor Escritor
Valter Hugo Mãe


Pressinto, triste, que não vai ser para a vida toda, esta minha recente paixão, mas enquanto houver a chama da novidade, deixemos o fogo arder. Gosto da sua escrita, gosto das suas personagens, gosto das suas "histórias" e, principalmente, gosto da mistura que cria com as palavras. Pode ser que, no fim, sobre o amor.


 

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Sopas de cavalo cansado

por Ni, em 24.02.13

Gosto de sopas. Gosto de cozinhar, gosto de comer, gosto de inventar sopas. Cá por casa há sempre uma sopa pronta, para comer quando se tem fome, ou quando não... Dá-me prazer juntar ingredientes e apurar os sabores para ver qual deles se destaca, para descobrir os sabores fortes, e os que aniquilam os outros. É talvez o meu lado bruxa a dar  asas à imaginação, não sei... 


 


Também gosto de sopas de gente. Pessoas que se juntam na mesma panela a falar até que uma consiga sobressair e apaladar as bocas dos degustantes. Por isso, ontem, comi uma belíssima sopa de gente, de Jel e Maria José Morgado, no programa "Quem diria", da Sic Notícias: uma sopa em que os sabores se combinaram, dividiram, separaram, e , por fim, se multiplicaram em vontades de mais uma dose. Dois sabores tão diferentes a fazer uma ótima combinação, como as tradicionais sopas de cavalo cansado, a dar ânimo, força e alento aos dias de esforço continuado.


 




Para ler: um livro com muitos, muitos sabores, principalmente mexicanos, é certo, mas perfeitamente adaptáveis à minha cozinha. 


"As amêndoas e o gergelim assam-se no comal(1). os chiles anchos, arranjados, também se assam, mas não muito para que não fiquem amargos. isto tem de se fazer numa frigideira à parte, pois põe-se-lhe um pouco de manteiga para o fazer. Depois moem-se no metate(2) juntamente com as amêndoas e o gergelim.

Tita, de joelhos, inclinada sobre o metate, movia-se rítmica e cadenciadamente enquanto moía as amêndoas e o gergelim.

Sob a sua blusa os seus seios oscilavam livremente pois ela nunca usara qualquer soutien. Do seu pescoço escorriam gotas de suor que rolavam para baixo seguindo o sulco de pele entre os seus peitos redondos e duros.

Pedro, não podendo resistir aos cheiros que emanavam da cozinha, dirigiu-se para ela, ficando petrificado na porta diante da postura sensual em que encontrou Tita.

(...) Tita soube na própria carne por que é que o contacto com o fogo altera os elementos, por que é que um bocado de massa se converte em pão, por que é que um peito sem ter passado pelo fogo do amor é um peito inerte, uma bola de massa sem qualquer utilidade."



Como água para chocolate, Laura Esquível



(1) Comal - disco de barro ou de metal que se usa para cozer tortillas

(2) Metate - pedra utilizada no México para moer cereais

 


A terceira nota é que este é um livro delicioso, ao qual voltarei certamente, uma vez que tenho inúmeras páginas marcadas com excertos muito bons.

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livro das horas

por Ni, em 23.02.13

A esquizofrenia coletiva em torno de sentimentos mais ou menos banais, porque comummente entendidos, como o amor, a amizade, o ódio, pode estar, neste momento, a quebar fronteiras e a assaltar aquilo que cada um sente como exclusivamente seu. A culpa não, não!, nunca é dos homens. A culpa é da crise...


 


 


"Não me peçam literatura, pois não sei escrever para lá de mim."


 Livro das horas

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Post do desassossego

por Ni, em 21.02.13

Quando os demónios das palavras são muitos, o desassossego é imenso, escrevo, e não, não me recomendo.




O pessoal gosta de falar, gosta de dizer alguma coisa, ainda mais se alguma coisa for dizer mal, reclamar, barafustar. O pessoal gosta de dar a sua opinião, como se a sua opinião fosse, realmente, alguma coisa que importasse. O pessoal gosta de dizer que a culpa é da crise e a crise passou a ser A desculpa. Chegas atrasado ao emprego, a culpa é da crise; andas nervoso com as pessoas, a culpa é da crise; os miúdos estão a ficar mal educados, a culpa é da crise; passas horas a ver os programas fritadores de cérebros da televisão, a culpa é da crise... Enfim, o bode expiatório perfeito, a crise...


 


 


Sou só uma professorazita, logo, funcionária pública, logo uma das causadora da crise, logo tenho de ser eu a pagá-la.


Sou só uma funcionária pública, sem horário das nove às cinco, logo sou professora, logo estou meio ano de férias, pois todos sabem que quando não há aulas, os professores estão de férias...


Sou só uma professorazita, logo cerca de 500 euros do meu salário são para pagar um subsídio de desemprego, provavelmente de uma das pessoas que costuma ser chamada para trabalhar na minha escola e que não compreende como a podem fazer trabalhar se ela está muito melhor em casa e ganha o mesmo(ó stora, até ganho mais, porque não gasto dinheiro nos transportes), a culpa só pode ser da crise! Ou então os meus 500 euros servem para pagar algum subsídio do Zé que fica em casa a fazer filhos e que vem à escola de táxi, porque o autocarro é muito cedo (ó stora, tinha de esperar uma hora!- o que é imenso, sabendo-se que não tem emprego), e não compreende porque é que a assistente social lhe deu uma máquina de café que nem sequer é da nespresso, a culpa só pode ser da crise... 


Sou só uma professorazeca, que andei 9 anos a ser colocada a 550 km do sítio a que podia chamar casa, que fiz 320 km por dia para vir dormir ao sítio a que podia chamar casa. Como posso eu compreender que as pessoas estejam a ser obrigadas a emigrar para ganhar a vida?...


Sou só uma professorazita que tive de deixar a minha filhota, bebé, em casa, doente, fazer 200 km, duas vezes por semana, depois do trabalho, para poder arranjar um emprego mais estável, ainda que agora me tirem 500 euros para dar aos que ficaram em casa com os seus bebés, nos seus sofás, a ver os seus programas fritadores de cérebros da televisão. Como posso eu compreender que as pessoas sejam obrigadas a arranjar novos empregos?...


Sou só uma professorazita, funcionária pública, que tenho mais é de pagar a crise.


 


Sou muito solidária com os que se levantam, os que correm mundo, os que vão à guerra, mesmo em tempos de crise! Lamento que haja quem não tenha que comer e todos os dias tenha de recontar o dinheiro, para pagar o almoço dos filhos;


mas para os outros, os do sofá, a quem eu estou a pagar a conta da luz, enquanto vêem os programas fritadores de cérebro, para os outros, eu tenho um conselho: logo à noite, quando não tiverem o que comer, comam telemóveis!!


 


Para ler:


"O que seria a França? A Adelaide sabia três coisas do país para onde se dirigia: na França, as pessoas tinham máquinas que faziam a lida da casa, que varriam o chão, que lavavam a loiça e a roupa, braços de ferro; na França, as pessoas só andavam de automóvel, mesmo para ir à padaria; na França, as pessoas comiam carne de cavalo cozida. Esta última informação era a que mais espécie lhe fazia, tinha pena dos bichos. também já tinha ouvido falar da cidade de Paris, conhecia o nome, e também já sabia que os franceses falavam estrangeiro. Como iria entender-se num lugar em que toda a gente falava estrangeiro e comia cavalo? Durante as horas da viagem, coberta por lona, a fugir com o rosto aos olhares embaciados dos homens, a Adelaide apoquentava-se (...)"




Livro, José Luís Peixoto




Gosto de José Luís Peixoto, mas este livro, Livro, hipnotizou-me até mais ou menos a meio e, depois, o narrador começa a interagir com o leitor de uma forma um pouco forçada, e foi perdendo o encanto {#emotions_dlg.serious}.


 


 


 

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o amor e outros demónios

por Ni, em 20.02.13

Os meus demónios maiores têm sempre a  ver com os meus filhos, porque os meus demónios são na proporção dos meus amores e desamores. Os filhos dão-te essa coisa com o nome de Amor, incomensurável. Do outro lado do amor, o medo, sempre o medo.


E, de repente, percebes que afinal és capaz de atrocidades, afinal és cheia de super-poderes, afinal consegues fazer tudo. Do outro lado, de repente, percebes que não podes deixar de ter medo de perder, nao consegues tirar os pés do chão, afinal não consegues fazer nada.


Os meus demónios maiores têm sempre a ver com esta vontade de não deixar de voar, mas ter sempre um ninho onde cair, se assim tiver de ser. Os meus demónios maiores têm sempre a ver com esta vontade de voar que não se extingue em mim e a certeza de que já não posso, não quero, voar sem rede. 


E, então, aprendes a voar com os pés no chão. 


 


Para ler: Mulher em Branco


 


"Tu à espera do nosso filho.


O que é ter um filho, Laura, será que as pessoas sabem?


Será gente, um pedaço de mim, outro de ti? será dos dois, queremos saber, perguntamos de bocas fechadas só a escutar. Será uma soma, seremos nós multiplicados por nós?


Uma pessoa, já viste, uma pessoa que não existiria se não fôssemos nós. Um milagre, já viste, a matéria dos milagres.


Um dia, um pouco abaixo do teu coração, um outro coração começou a bater. Já pensaste. Como é possível as pessoas não se espantarem em permanência, como se compreende que olhem com naturalidade o que só pode pertencer à matéria dos milagres.


(...)


Mas tu sabes e eu sei. Essa matéria inexplicável transforma-nos para sempre. E de pessoas passamos a bichos. Porque essa coisa pequenina, que começa por ser um coração a bater pouco abaixo do teu, essa coisa pequenina altera-nos o sangue. Não somos já pessoas mas feras, narinas no ar, atentas, nervosas, ouvimos muito longe, vemos no escuro.


Porque antigamente não tínhamos medo de nada e agora uns receios infundados, um aperto permanente. Porque antigamente nunca nos passaria pela cabeça matar alguém. E agora. Sabemos que conseguiríamos. Fosse caso disso e nem uma hesitação. O mundo que víamos já não é o mundo. Somos bichos."


Mulher em Branco, Rodrigo Guedes de Carvalho


 


Os livros do Rodrigo Guedes de Carvalho foram todos uma surpresa boa para mim. Os temas são sempre fortes demais, não recomendáveis a depressivos, mas a sua maneira de escrever é maravilhosa. Gosto muito. Talvez pondere convidá-lo para o meu jantar de famosos.


 


 

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Chegados com as chuvas

por Ni, em 18.02.13

Com a chuva, chegaram os livros filhos dos meus demónios, aos poucos; primeiro dois, depois, outros tantos. Os de Saramago são repetições na biblioteca cá de casa; os outros são para ler a partir da hora em que chegaram.


 



 


Para J.K. Rowling, guardei uma dose de curiosidade, pois li de Harry Potter o suficiente para saber do que se fala, e não é de desprezar a capacidade criativa, inventiva, da senhora. Para Suzanne Collins, reservo a expetativa de descobrir se conseguirei ler o livro do filme que já vi, isso seria uma primeira vez {#emotions_dlg.blink}.


 


Mais uma vez, obrigada a todos pelo belíssimo prémio!!!


 

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Dias de chuva

por Ni, em 18.02.13

A inércia é este passar os dias a ver a chuva chover. E ecoam-me as palavras da Candace, irmã do Phineas e do Ferb, pois, por cá, em fim de semana de chuva e febres há Panda e Disney em doses extra, «Não vais fazer nada, não te vais mexer, assim tens a certeza de que não podes perder». Detesto quando até os "bonecos" são moralistas... e têm tanta razão: se não te vais mexer, certamente não vais perder... o problema é esta morte lenta que não se consegue suportar quando ficas aterrorizada, petrificada, pelo medo de perder.


 



 


Tirando isso, a chuva dá-me tempo para organizar dois anos da minha vida em imagens. Adoro fotografias. De papel! Adoro álbuns. De folhas! Por isso, pus mãos às histórias... e às 967 fotos das histórias de 2011 e 2012...


 


 


Para ler: Jóia de Família, de Agustina Bessa-Luís

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Dias de chuva

por Ni, em 18.02.13

A inércia é este passar os dias a ver a chuva chover. E ecoam-me as palavras da Candace, irmã do Phineas e do Ferb, pois, por cá, em fim de semana de chuva e febres há Panda e Disney em doses extra, «Não vais fazer nada, não te vais mexer, assim tens a certeza de que não podes perder». Detesto quando até os "bonecos" são moralistas... e têm tanta razão: se não te vais mexer, certamente não vais perder... o problema é esta morte lenta que não se consegue suportar quando ficas aterrorizada, petrificada, pelo medo de perder.


 



 


Tirando isso, a chuva dá-me tempo para organizar dois anos da minha vida em imagens. Adoro fotografias. De papel! Adoro álbuns. De folhas! Por isso, pus mãos às histórias... e às 967 fotos das histórias de 2011 e 2012...


 


 


Para ler: Jóia de Família, de Agustina Bessa-Luís

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