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Neuras

por Ni, em 29.06.12

Hoje é um bom dia para começar. Recomeçar. Partir.

 

O outro lado da neura é esta possibilidade, que se nos oferece, de mudar tudo, outra vez. Percorrer outro caminho, ainda que visando, sempre, o outro lado da montanha.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Limpezas de verão (parte 3)

por Ni, em 29.06.12

Apetece-me pegar numas caixas, grandes, enormes, uns contentores e jogar fora tudo o que tenho em casa. Tralha, tralha, tralha! Sinto-me a afogar.

A minha casa assemelha-se muito a isto

 só que com mais brinquedos!

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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O outro lado de ser mãe

por Ni, em 28.06.12

Estou triste. Não exclusivamente por mim, mas por uma amiga. Não tenho jeito para as palavras, elas atropelam-se e dizem sempre outra coisa do que quero dizer. Escrever é mais fácil. E não, não me enganei no título. Não quero falar de amizades, nem tristezas, mas, outra vez, desta descoberta constante de ser mãe. 

 

Há o amor desmedido, incomensurável, sempre, inquestionável, inabalável. E, depois, há o outro lado de ser mãe: a culpa.

Ser mãe é ser incapaz de viver para lá dessa sensação de talvez, de dúvida, de incerteza, de culpa. Esta coisa que nos assalta, assombra, a propósito de tudo, desde sempre.

 

Se o meu filho é agitado, bebi café demais durante a gravidez;se tem cólicas, comi laranjas durante a amamentação; se é pequenino, dou-lhe comida a menos; se é gordinho, dou-lhe comida demais; se está constipado, não lhe pus o casaco; se está constipado, não lhe tirei o casaco; se esteve internado com varicela, não tive cuidado; se o médico o medicou mal, eu levei-o ao médico; se tem alergias, dei-lhe ventilan a mais; se tem falta de ar, não lhe dei ventilan suficiente... 

 

Na verdade, são dois lados de um mesmo amor. Quem ama preocupa-se, questiona-se, culpa-se. Por isso, embora uma mãe julgue sempre que a sua culpa é única, ela é, apenas, a maior. Porque há outras culpas, já que há outros amores...

 

Na verdade, fizeste o que estava certo, levaste-o ao médico. Na verdade, não há erro. Na verdade, não há culpa, ou então há uma culpa partilhada: minha, dos avós, dos tios, dos amigos. A culpa do outro lado do amor. E isso não se devia aprender só quando se é mãe, o Aviador ensinou ao Principezinho que, quando cativas alguém, sabes que "te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Eu também sou responsável pelo teu filho.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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"Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, 
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada."

...aqui, deste lado da montanha.

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Limpezas de verão (parte 2)

por Ni, em 27.06.12

Já se sabe, não sou crítica confessa, dada a pretensões de Pedro Boucherie Mendes (de quem sou fã, admito) com a sua legião de milhares de seguidores para o bem e outros tantos seguidores para o mal, não sou fazedora de opiniões, nem de modas, nem de bolos, nem do que quer que seja.

 

Aquilo que aqui escrevo é para os meus dois, vá lá três, leitores, agora quatro, porque não posso esquecer o meu anónimo  de Mountain View que insiste em permanecer anónimo...

 

São guerras minhas, é certo, mas quem não travou já uma guerra contra estes inimigos, ou não chegou aos vinte e não sabe o que é a celulite, ou não chegou aos trinta e não sabe o que é bolor. Esses, podem parar de ler, por favor e vão dar uma voltinha por aqui.

 

Aos outros dois, vá lá, três, agora quatro, leitores, este foi o inimigo que eu hoje tive de enfrentar:

 

 

Noutros tempos, usei contra tão feroz inimigo aquela que considerava a única arma possível: lixívia! Mas hoje, filhos alérgicos assumidos, para evitar (mais) idas ao hosital com crises de falta de ar, há que fazer experiências: este, porque toda a gente usa, e este, porque não tem cheiro.

 

O primeiro é excelente e imediato. Depois de dez minutos, não há pintinha preta para contar história, mesmo sem esfregar. Tem lixívia, sim, porque a minha roupa ficou toda manchada. O outro, mais demorado, é preciso esfregar, parece-me de atuação mais prolongada, do género de matar por dentro, mesmo que não se veja por fora, enquanto o primeiro é mais uma maquilhagem bem feita que elimina por fora, mas que me deixa algumas dúvidas quanto à duração. Usei o primeiro na casa de banho e cozinha e o outro no quarto do miúdo. Agora, esperar para secar e, depois, pintar a gosto...

 

Já agora, não esquecer de colocar luvas, óculos e máscara. Mesmo parecendo que não, estes produtos fazem os seus estragos na pele e nos olhos:

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Limpezas de verão

por Ni, em 26.06.12

Que o clima mudou, já ninguém tem dúvidas: calor em fevereiro, frio em maio... mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... e as limpezas. Assim, vão-se as limpezas da primavera, ficam as de verão.

 

Verdade, verdadinha: hoje eu podia estar na praia, de papo para o ar sem fazer absolutamente nada, a compensar uma semana sem tempo para me coçar. Podia, sim. Com, ainda, três relatórios por fazer, é certo, mas isto dos relatórios a gente tem de os guardar para a última hora ou ainda nos habituamos a fazer as coisas com tempo; por isso, podia. Ganhava um bronze suave, ficava com ar de quem tem boa vida, lia um livrozinho, do Gonçalo Manuel Tavares, para conhecer, fazia um crochet para a minha doce J., enfim "il dolce far niente"...

 

Mas, depois, tinha de pagar para me limparem as paredes, tinha de pagar para me pintarem as paredes, tinha de pagar para me deixarem a casa mais ou menos habitável. E nas férias ficava em casa a olhar para as paredes, limpas e pintadas, mas sem areia, nem piscina, nem sol, nem hotel...Fácil decidir, não é?

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

 

 

 

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Mountain View, California

por Ni, em 24.06.12

 

E agora que conseguiste captar a minha atenção com as tuas visitas quase diárias ao O Outro Lado da Montanha, podes matar a minha curiosidade?? Podes????!!! Please!

 

Um comentáriozito ali em baixo e estamos conversados...

 

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Filhos de um deus Ritalina

por Ni, em 22.06.12

Escandalizo-me. Assustam-me de morte as violências contra crianças e adolescentes, violências físicas, morais, intelectuais, mas, acima de tudo, a violência social que todos, mais ou menos diretamente, acabamos por cometer. A cada dia que passa, descubro uma nova criança, ou um adolescente, completamente dopado, drogado, aniquilado no fazer, no pensar, porque todos, mais ou menos diretamente, consideramos ser mais fácil esconder os problemas dentro de um comprimido.

 

Nas nossas escolas há dezenas de miúdos ritalinados, porque é mais fácil para toda a gente... é mais fácil para os pais, porque ninguém os preparou para ser pais de meninos que não conseguem educar, para os médicos que são médicos, e isso lhes basta, para os  professores que ainda pensam que ser professor é  dar aulas, para os funcionários que estão fartos de meninos mal-comportados, para os estranhos que passam na rua e não se querem sentir obrigados a reparar em meninos mal-educados que lhes acinzentam as vidinhas...

 

Escandalizo-me porque antecipo os dias em que, terminada a escolaridade obrigatória, estes meninos passarão de doentes a toxicodependentes, não sabendo viver limitados por regras, mas apenas por pílulas milagrosas de bom comportamento. E, assim, a vida vai-lhes acontecendo, tristemente.

 

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Cristiano Ronaldo, o grande

por Ni, em 22.06.12

Querido CR7,

é só para dizer a todos os meus dois, vá lá, três leitores, que não voltarão a ver sair da minha boca ou de debaixo dos meus dedos palavras injustas e cruéis contra a tua falta de jeito para as palavras, para a tua falta de gosto com as roupas ou sequer para a tua falta de maturidade. Meu querido, e grande, enorme!, Cristiano Ronaldo, a partir de hoje, e pelo menos até ganharmos o Euro, as minhas palavras só servirão para elogiar os teus pés geniais e a tua cabeça certeira, pois sei o quão importante é a minha opinião para ti, uma vez que o teu comportamento mudou completamente depois do meu primeiro post onde fui obrigada a insurgir-me contra uma ou duas atitudezitas em campo menos claras para os comuns mortais como eu, tais como mudar de penteado no intervalo do jogo.

 

És, sem dúvida, o português mais conhecido do mundo, mais rico do mundo, mais habilidoso do mundo. Tenho orgulho em que sejas português. Mantém-te assim: de boca fechada, de equipamento vestido e a marcar golos. 

 

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Escola de mães

por Ni, em 19.06.12

Tudo o que há para saber sobre a genuína espantosa realidade das cousas de ser mãe é a minha descoberta de todos os dias. A minha verdadeira escola são os meus filhos. Dois filhos, duas escolas, infinitas aprendizagens. Teorias, práticas, experiências, confundem-se, dividem-se, anulam-se e multiplicam-se, assentes em alicerces de puro amor.

 

 

...aqui, deste lado da montanha.

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