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Ódios de estimação

por Ni, em 26.01.12

Odeio isto! Vou ficar sem internet um mês...

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Do código da beleza

por Ni, em 24.01.12

A idade da mulher pode ser revelada, com maior indiscrição, exatamente pelas mãos. Não se descuide delas. Faça-lhes massagens frequentes, partindo das unhas até aos pulsos, como quem está calçando luvas. Aplique o creme para as mãos; e no inverno durma de luvas. O uso do limão, aplicado às mãos, também é ótimo, pois as clareia, tira as manchas e até o odor de alguns condimentos de cozinha. Se quer fazer uma experiência, todas as vezes que acabar de cuidar da cozinha, esfregue um  pouco de limão sobre as mãos. Esse hábito poderá dar-lhe ótimos resultados.

 


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Claraboia

por Ni, em 22.01.12

Terminei o último-segundo livro de Saramago. O que é que eu posso dizer? Que tanto quanto saramago se recordava, tinha coisas que já tinham que ver com o seu modo de ser. É bom, a adivinhar o ótimo. 

 

Gosto muito de um livro quando fujo para ler o final, às escondidas, querendo e evitando. Ah!Sensação mais boa! Desde sempre foi assim. Estava a fazer algum recado á minha mãe, ou a ajudar na cozinha e, de repente, escapava-me para o quarto para ler uma página, só uma, prometia-me eu, mas só os gritos da minha mãe me faziam parar. À noite, esperava que todos tivessem adormecido, acendia as luzes e lia, lia, lia...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Os sentidos das coisas

por Ni, em 22.01.12

As coisas parecem vir ao meu encontro e entrar em mim, com uma urgência que, por vezes não sei explicar. As palavras, mais do que tudo o que possa imaginar, cercam-me e, já o expliquei uma vez, atormentam-me até ganharem sentidos. Inicialmente, isso espantava-me, como o espanto de uma criança que, depois da espera, descobre que debaixo da casca de um caracol há algo que se mexe. Depois, habituei-me. Habituei-me a deixá-las acompanhar a minha vida, como bem lhes apetece. 

Agora, isso parece acontecer com mais coisas para além das palavras. As músicas, os sons, os livros, os cadernos, os objetos...

 

Não tenho diário. Não tenho agenda. Tenho um livrinho de apontamentos, que tem palavras, contas, ideias, lembretes, telefones, uma misturada, tal como a vida é. Normalmente, compro um por ano. O ano passado resolvi escolhê-lo com muito cuidado, já sabendo o fim a que se destinava. Devia saber que não sou eu qiue procura as coisas, são elas que me procuram a mim. O meu escolhido foi um fracasso que não passou além das quatro folhas todas bem escritas, certinhas, sem folhas rasgadas, riscadas, adiadas, incompletas... sem nada de mim. 

 

Este ano, não quis livrinho de notas.

E hoje, ele encontrou-me.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Doces sem calorias

por Ni, em 21.01.12

- Mamããããã! Tenho triste. Quero ti aqui!

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Boas notícias de ca

por Ni, em 20.01.12

Desde os primeiros dias nesta minha terrinha, lamentei a inexistência de um espaço verde, amplo, para passear, brincar com os miúdos, sentar a ler um livro. Havia realmente por cá um espetro deste espaço, mas entrando nele, a verdade era tão cruelmente diferente do imaginado: os baloiços partidos, o escorrega cheio de ferrugem, o chão de areia suja de excrementos de animais, a relva dominada pelas ervas, os canaviais a esconder retiros de toxicodependentes, os caminhos invadidos pelas garrafas abandonadas e pelos preservativos usados, dois ou três patos num lago imundo. Um ambiente deprimente, que chegava a ser assustador a certas horas do dia. Afastei-me, apontei o dedo, e procurei outros locais, mais afastados de casa, mas mais agradáveis.

 

Hoje quis jogar à bola com os meus filhos. Fui até lá, não sei bem por que razão. Fui. E ainda bem. O parque está lindo. Trocaram todos os materiais do parque infantil, puseram um chão decente, aplicaram algumas máquinas de fitness, cortaram as ervas e as canas, pintaram o que precisava de ser pintado. Uma maravilha. Jogámos à bola, corremos, brincámos, atirámos pão aos patos (que são muitos mais que três) e, principalmente, senti-me bem ali. Quis voltar. É tão bom ir a um sítio e querer voltar.

 

Soube mais tarde, pelo "diz que diz que", que  houve uma fiscalização, "diz que"da ASAE, e que houve uma multa bem pesada e que alguém resolveu pôr mãos à obra. Apetece dizer "ainda bem que há ASAE"!

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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O valor das coisas

por Ni, em 20.01.12

Hoje fiquei na escola para além  do meu horário de trabalho. Não foi a primeira vez.

Hoje almocei às duas e meia da tarde, uma sandes de atum, entre um recorte numa folha e um desenho numa caixa. Não foi a primeira vez.

Hoje ajudei um aluno a fazer um trabalho. Não foi a primeira vez.

Hoje um aluno com síndrome de Asperger (e isso faz toda a diferença!) pegou no seu trabalho e cheio da sua imensa cegueira emocional e inaptidão para as conveniências sociais despediu-se com um "I love you". Foi a primeira vez.

 

Há verdadeiramente minutos da nossa vida que têm um valor incalculável.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Crise criativa

por Ni, em 16.01.12

Cá em casa somos os dois funcionários públicos. Já se sabe, não fazemos nada e só "chulamos" o país. Para além disso, neste momento, recebemos menos 400 euros por mês (200 porque sim, e 200 de subsídio de especialização e acerto de escalão, seja lá o que isso for...), não vamos ter subsídio de férias, nem 13º mês ( o que significa que, no Verão, a caixa do ecomarché, como é pobre, coitadita, vai de férias para uma casinha na praia de Mira, e eu deixo de ir para o Algarve, não para ir com ela para a Praia de Mira, mas para ficar em casa, porque nas férias não vou ter subsídio). Como ainda está toda a gente, inclusive a caixa do intermarché, a pensar que é bem feito, porque eu tenho um bom salário, e só "chulamos" o país, ainda ninguém se lembrou que este ano, como não vou de férias, também não vou fazer as compras para as férias ao intermarché, e o intermarché não vai vender, e é provável que tenha menos clientes, e é provável que venha a dispensar empregados, talvez a caixa que ia de férias para a Praia de Mira...

 

Assim sendo, desabafos e 400 euros à parte, sou agora obrigada a ser criativa. No aniversário dos miúdos sempre fiz as sobremesas todas, mas sempre comprei o bolo de aniversário na pastelaria, principalmente por causa do "desenho", que eles escolhiam com tanto gosto. Este ano, tive de inventar e lá a convenci que giro, giro era sermos nós as duas a fazermos o bolo, para ela levar para a escola e para a festinha cá de casa. Convenci-a com o bolo de gomas e pintarolas, em vez do desenho das Winx que ela queria... Os bolos ficaram ótimos, que eu sou pessoa modesta, e fiquei fã. Bons, bonitos e, principalmente, baratos. Pela primeira vez, não sobrou uma fatia de bolo de aniversário para o dia seguinte, vá-se lá entender as minhas pessoas...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Desculpas

por Ni, em 16.01.12

Querido blog,

sabes que és o meu blog, mas que tenho outro, por isso, lamento dizer-te, tens de compreender que apenas te reserve algumas, menos, palavras, que ainda posso escrever no meu blog. Sabes que eu te reservo as noites, os jantares em família, os casamentos, os aniversários, as manifestações públicas, porque és, e continuarás a ser, o oficial, mas os momentos mais intensos, embora às escondidas, contados, e apenas quando me é possível escapar-me, serão escritos no outro. Tal como o cônjuge traído, terás que ver o meu tempo dividido com outro. Neste momento, lamento muito que me sinta mais atraída pelo prazer da conquista, do que pelo conforto de voltar para ti. Assim, incapaz de te deixar, vou contentando-te com algumas migalhas, cruelmente, porque te quero como certo.

 

...aqui, deste lado da montanha.

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SABEDORIA MATERNAL

por Ni, em 04.01.12

1964:

 

"Certas crianças são sensíveis às frieiras e estão-lhes particularmente expostas no Inverno. As duas principais causas do mal é a passagem brusca do frio ao calor e à humidade. Procure, portanto, que os seus filhos enxuguem bem as mãos depois de as ter lavado e que não exponham as mãos frias diante da chama de um fogo ou do calor de uma braseira. A título preventivo, muna-se de luvas de lã suficientemente largas para restabelecer o afluxo do sangue. Aplicações de óleo de fígado de bacalhau dãos bons resultados contra as frieiras: mas, para combater completamente estas últimas, convém fazer seguir à criança, sob prescrição médica, um tratamento geral, à base das vitaminas essenciais."

 

Lembro-me muito bem da sensação dolorosa das frieiras nas mãos e, até, nos pés. Agora, se calhar, os miúdos já não têm frieiras. Passam o tempo todo fechados dentro de casa e fechados na creche, nem tem oportunidade de sofrer mudanças de temperatura. Às vezes penso que os meus miúdos mal apanham o ar da rua: casa, carro, escola, escola, carro, piscina ou ginásio, carro, casa... É por isso que estão sempre doentes, com bronquiolites e pneumonias... falta de ar!

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