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Comer, Orar, Amar

por Ni, em 24.01.11

Terminei há pouco o muito falado (vendido? lido?) livro Comer, Orar, Amar. Tem ideias pouco originais numa estrutura de livro de auto-ajuda, claramente bem classificado,original. Para além do teor acessível, é auto-biográfico e isso, só por si, já soma pontos, porque todos temos interesse em saber um bocadinho da vida dos outros, ainda mais se se trata de uma gaja, mais ou menos com a nossa idade...

 

Enfim, numa altura em que, a avaliar pelos últimos posts, até precisaria uma pouco de fomentar a minha auto-estima, dou comigo a saltar parágrafos inteiros nas páginas finais, ansiosa por terminar, não com a ânsia que aperta o peito e te faz querer chegar ao fim de um livro, mas apenas para começar rapidamente outro. Resumidamente, sendo que nisto dos livros, se se podem resumir algo está errado, uma mulher, trintona, a mãos com uma crise pessoal, familiar e social decide partir mundo fora para "lavar a alma" (comer, orar, amar).

 

Também eu, sem partir, o que implica um esforço muito superior ao da protagonista, travo uma luta diária para comer uma refeição completa, para orar pela saúde de todos cá em casa, para ter um tempinho para amar.

Se acham difícil abandonar tudo e todos, partir sozinha, durante um ano, para países tão pouco interessantes como Itália, Índia e Indonésia, deviam tentar ter filhos, ter uma profissão, ter uma casa e um grande amor para cuidar. Aí, sim, é preciso uma grande livro de auto-ajuda...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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Um dia de domingo

por Ni, em 23.01.11

Mais um dia maravilhosos acordada pelos gritos dos meus filhos.

Objectivo para o dia de hoje: chegar depressa às 21:30 para os pôr a dormir.

Pelo caminho, duas coisas que eu amo fazer: as compras do mês e a roupa para passar.

Acho que o dia hoje vai ser bom...

 

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Não gosto do orvalho II

por Ni, em 22.01.11

Porém, o orvalho é apenas orvalho. Não é aguaceiro, chuvisco, chuva, neve, granizo... apenas orvalho...

 

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Não gosto do orvalho

por Ni, em 22.01.11

Os dias de tristeza e desânimo vão-se sobrepondo, como camadas de orvalho que se vão colando à pele e das quais não consigo escapar. A gravidade é apenas relativa. Sucedem-se noites mal dormidas, vómitos, choros, febres, tosse... Sucedem-se as idas ao hospital. Sucedem-se os momentos de desalento em que receio uma nova hora, pelo receio do que a nova hora traz. A gravidade é relativa. Não mata, mas mói. E, por vezes, sinto-me fraca, querendo cair, querendo dormir e acordar e ser tudo diferente.

E eu pergunto-me a cada momento "e agora? vou poder sentir-me feliz? e agora? e agora? e agora?..."

 

Hoje, baixei os braços, incapaz de continuar a lutar, sou um trapo, deixo-me levar pelo passar das horas, sou um trapo, sou um trapo de coração triste...

 

E as pessoas não compreendem. Ninguém compreende. Nem tu, amor.

Tenho tudo o que quero. Tenho tudo o que quase toda a gente que eu conheço quer...

 

E nenhum tempo para a minha solidão. Preciso de estar sozinha. Quero estar sozinha. Quero estar eu. Apenas eu... Quero escrever, escrever, escrever, até que as lágrimas levem todo este orvalho que se me pega à pele, entranhado, frio, incómodo. Mas nenhum tempo para a minha solidão...Nenhum tempo para chorar...

 

Não me telefonem a perguntar se está tudo bem, porque... sim, está tudo bem...

 

...aqui, deste lado da montanha.

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As doze passas...

por Ni, em 10.01.11

Começo a desconfiar que as minhas passas estavam falsificadas. Depois da pneumonia do miúdo, sou atacada por uma dor de garganta daquelas, com direito a tosse incontrolável e, três dias depois, pingo no nariz. Ou seja, em dez dias, três desejos gastos (saúde para os meus meninos, saúde para nós, porque nisto da saúde não nos podemos descuidar e temos de nos assegurar que pedimos para todos, e o terceiro, mais tempo para mim...).

Como se isto não bastasse, o meu "chefe" só agora se lembrou de nos dar um trabalhinho que tem de estar pronto... amanhã!Um mês para fazermos as coisas e dizem-me com cinco dias de antecedência.  Irrita-me!

 

...aqui, deste lado da montanha.

 

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4 dias depois

por Ni, em 04.01.11

4 dias. 4 dias são suficientes para extinguir qualquer vestígio de otimismo face ao novo ano. Em 4 dias vejo as minhas expetativas caírem, serem derrubadas, afundarem-se-se em febres, termómetros, ben-u-rons, antibióticos, pneumonia. Até poderia ultrapassar tudo isto se fosse comigo, mas com o miúdo... só consigo pensar que é um mau princípio do ano.

...aqui, deste lado da montanha.

 

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